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discos básicos: Led Zeppelin I
Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006 (0:34:02)



Jimmy Page entra no pub e encontra Keith Moon, baterista do The Who: "Hei, Keith. Estou com uma banda nova. Tem um cara do interior que canta como um negro, um baterista que parece uma locomotiva desgovernada. No baixo está aquele esquisitão, o John Paul Jones, lembra dele?" "Ih, meu velho. Essa banda vai decolar como um zepelim de chumbo..." Por CEL



Led Zeppelin I

Carlos Eduardo Lima


Provavelmente um diálogo como esse, obra do imaginário deste que vos escreve, ocorreu antes do dia 15 de outubro de 1968, o marco zero do Led Zeppelin.

Jimmy Page sempre foi um monstro como guitarrista. Inovador, técnico, seguro e extremamente criativo. Perambulou por vários estúdios faturando trocados como músico profissional (é dele o solo em "You Really Got Me, dos Kinks) até ingressar nos Yardbirds. Essa era uma banda que competia saudavelmente com os Bluesbreakers, liderados por John Mayall. Eram duas superbandas de blues com improvisações e egos em grandes proporções. Nelas estiveram os três melhores guitarristas da Inglaterra dos anos 60, Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page, cada um mais e(go)xcêntrico que o outro.

No meio da década, há a debandada de Clapton para o Cream. Beck assume seu lugar nos Bluesbreakers. Depois Beck sai dos Bluesbreakers e vai para os Yardbirds por indicação de Page. Durante algum tempo os dois monstros coexistem na mesma banda, até que Jeff Beck vai criar seu Jeff Beck Group em 1967. Page fica sozinho nos Yardbirds até 1968 e vê sua banda desintegrando-se após uma tour pela Escandinávia. Egos demais, música de menos.

Para cumprir as datas restantes, Jimmy Page começa a tentar recompor seus Yardbirds. Sob o nome The New Yardbirds ele arregimenta via anúncio de revista John Paul Jones, um sujeito já meio conhecido na cena londrina, raposa de estúdio que era. Em meio a uma viagem à cidade de Birminghan, Page recebe a indicação para ouvir um sujeito muito parecido com Thor, que cantava como um negro. Conhece Robert Plant. Os três voltam para Londres à procura de um baterista. Page queria ampliar o conceito blueseiro dos Yardbirds e enxertar algumas coisas mais folk, mais celtas.

Faltava o baterista para conduzir isso tudo. Plant indica um conterrâneo seu que "parecia um trem" na bateria. Pronto. John Bonham adentra o apartamento de Page em setembro de 1968 com seus discos preferidos. Os quatro passam semanas ouvindo vários compactos para terem idéia do que vão tocar. "I Can’t Quit You Baby", velho standard blues de Willie Dixon, na voz de Joan Baez é a música de estimação de Plant e é catapultada para o repertório.

Page estava compondo como um louco. Em semanas pariu coisas como "Dazed And Confused", "Back Mountain Side", "Communication Breakdown", "Godd Times, Bad Times" em parceria com Plant e rearranjou "Babe, I’m Gonna Leave You", outra do mestre Willie.

Após essas semanas no apartamento de Page, os quatro saem em busca de shows. Cumprem as datas restantes dos Yardbirds e Page resolve mudar o nome da banda para Led Zeppelin, por sugestão de Keith Moon, numa conversa como a descrita acima. Após o primeiro show com o novo nome, a banda entra em estúdio para gravar. Page havia tido prejuízo com a fracassada tour dos New Yardbirds mas consegue dinheiro emprestado para bancar a empreitada.

Em 12 de janeiro de 1969, lançam Led Zeppelin, o disco. Era um tempo de mudança. O Cream já estava nas últimas. Os Beatles idem. Jimi Hendrix era a única concorrência para o Led, mas os estilos eram ligeiramente diferentes. Enquanto Hendrix expandia o conceito de seus discos, em obras absolutamente fechadas, o quarteto partia para uma seleção matadora de músicas muito rock, um tanto blues e muito novas.


A fusão de rock/blues insinuada pelo Cream foi aumentada e, sem os egos aflorados, o Led pôde imprimir sua marca pessoal no som pop. O início do heavy metal está aqui. O peso da bateria de Bonham, contrastando com o vocal interplanetário de Plant, aliados à técnica de Jones e a exuberância guitarreira de Page era algo realmente novo. Uma revista inglesa definiu o som como "blues espacial". Quase isso.

Fizeram talvez o melhor disco de estréia de uma banda de rock em todos os tempos. E, claro, pagaram o estúdio em pouquíssimo tempo.



 
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