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duplas: Raimundos X Legião Urbana
Quarta-feira, 28 de Junho de 2006 (17:26:07)


Um tocou na mais influente banda do rock brasileiro dos 80, outro na mais influente dos 90. Com vocês, as afinidades e provocações bem-humoradas de Dado Villa-Lobos, eterno Legião Urbana, contra Fred, do Raimundos. Mediador Erich Monteiro


 


LEGIÃO URBANA X RAIMUNDOS



Um tocou na mais influente banda do rock brasileiro dos anos 80, outro na mais influente dos anos 90. As duas são de Brasília, ambos moram no Rio de Janeiro. Com vocês, as afinidades e as provocações bem-humoradas de Dado Villa-Lobos, eterno Legião Urbana, contra Fred, do Raimundos.


Mediador Erich Monteiro



 


 

FRED X DADO:


O que você acha da nova cena rock Brasil? Me fale sua impressão sobre Raimundos.

A cena rock anda trôpega, estilhaçada, perdida. Onde andam as pessoas, o que pensam e o que fazem? Andam muito conformados com tudo. O lance é gravar, fazer clip e conseguir um bom contrato com uma gravadora. E o resto? Não foi esse tipo de estímulo que eu me lembro ter tido há 15 anos. Existem exceções como o Raimundos, hoje a grande banda dos anos 90. Certamente vocês tiveram outro tipo de estímulo, como fazer música que exploda as estruturas da chatice desse nosso dia-a-dia. Vocês calibram na putaria, e daí? Isso é tão genuinamente brasileiro e hoje em dia tem centenas de bandas à la Raimundos por aí: mais uma prova da força do som de vocês. O novo disco tá duc******o! “Mulher de Fases” é um super single.

O que uma pessoa tem que fazer para abrir um selo?

Eu não aconselharia nem o ACM a abrir um selo. Inventa outra coisa! É bacana gravar artistas, o chato é depois: marketing, vendas etc.

Por que o Negrete saiu da Legião?

O Negrete saiu da Legião depois de intermináveis sessões de análise em grupo durante as gravações do Quatro Estações. Ele resolveu morar em Mendes e nunca chegava a tempo no estúdio. Insistíamos que daquele jeito não ia dar. Ele se desinteressou das gravações e chegamos no limite da tolerância. Apesar de tudo ele continua sendo uma pessoa incrível, de coração mole e muito carinhoso. Tenho boas lembranças daquela época em que tocávamos juntos.

Você tem projeto paralelo com o Bonfá?

Não, só transversais... ha ha!

Quais as expectativas de voltar à estrada para fazer turnê, só que dessa vez com outra banda (no caso, os Paralamas)?

Devo participar de shows acústicos dos Paralamas sempre que der, eles são jóia!

Qual o seu time?

Fluminense Football Club, o FLUSÃO!

Sendo você do mesmo time de futebol do Tony “Cássia Eller” Platão, por que vocês não fazem uma banda juntos?

Estou terminando o disco do Tony aqui na Rockit, onde temos várias parcerias. Com certeza ele estará convocado para futuras experiências.

Por que você é o traidor do cerrado?

Deve ser porque sou lindo, gostoso e uso cuecas CK.

Você posaria para a G Magazine?

O cachê é fraco, se não fosse... um ensaio artístico com o Duran (J.R. Duran, fotógrafo da Playboy), pensando em arte, O Pequeno Príncipe, louças Mainex e não em putaria, eu toparia.

Dado, tatu caminha no buraco?

Não. Tem dado em casa?




 

DADO X FRED:


Seu nome completo.

Frederico Mello de Castro.

Suas medidas, quadril, coxa e comprimento.

Não são poucas (risos). Sei lá, muito mais do que posso imaginar. Devo estar ultrapassando todas!

O que te levou a tocar esse instrumento ensurdecedor e primitivo?

Lá em casa sempre tinha churrasco e meu pai gostava de percussão, então rolava um batuque. Desde pequeno eu gostava de tocar percussão, mas quando falei que queria tocar bateria meu pai revelou que também tinha esse desejo quando era mais jovem. Bateria também é uma terapia: quando se está nervoso, você toca e tudo passa.

Você como baterista também é mão-de-vaca?

Como assim? Não sou mão-de-vaca, muito pelo contrário. Mão-de-vaca na banda é o Rodolfo, que canta com as duas mãos fechadas.

Como você se relaciona com a (sua esposa) Cris, sendo membro dessa banda dita misógina?

Profundo, hein? Bom, ela nunca foi fã dos Raimundos, mas no dia-a-dia nós dividimos bem. Hoje em dia ela já se acostumou, mas não misturamos relacionamento com trabalho.

Você acredita na ressurreição geral do rock brasileiro?

Acho que nunca morreu. O fim dos anos 90 está mais forte que no início, não acredito que vá sumir. Prova disso é a Legião, que não toca mais e vende até hoje.

Quais seus ídolos na música?

Como bateristas, Mitch Mitchell (Jimi Hendrix) e Stewart Copeland (Police). Entre os nacionais, gosto do João Barone (Paralamas).

Tem saudades de Brasília?

De morar, não. Sinto carinho, na época da minha infância e quando tocávamos lá. Hoje em dia quando volto fico meio angustiado.

Você inveja o Rodolfo nas fotos da Showbizz?

Pelo contrário! O cara tá solteiro, é a figura central da banda e tem mais é que aproveitar. Queria que ele fosse mais frontman do que já é.

Jacaré no seco anda?

Nããão... (risos)


OP RP#54


 
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