Bem vindo a portal rock press 21 anos!

❶ THE SUPREMES

       O símbolo do som da Motown

❶ VIOLETA DE OUTONO

       Fechando a trilogia com o excelente Spaces

❷ RETROFOGUETES

       Rex Leal conta tudo sobre o novo lançamento

❸ ROCKABILLY BRASIL

       Tudo que você queria saber sobre a cena rockabilly brasileira
  Olá Anônimo!
Busca  
 ESPECIAL GARAGE 
shows

  
shows  shows

 COMEÇO DO FIM 
shows

 HINOS DA BEBEDEIRA 
shows

 GUANA BATZ 
shows

surf party: Retrofoguetes
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016 (17:46:28)


 
Rex Leal conta tudo sobre o novo lançamento dos Retrofoguetes e a turnê pelo sul e sudeste do Brasil



 

+ entrevista

RETROFOGUETES 

Rex Leal conta tudo sobre o novo lançamento dos Retrofoguetes e a turnê pelo sul e sudeste do Brasil

Por Leopoldo Furtado

Foto Uanderson Brittes


Os Retrofoguetes sempre tiveram uma das características mais desejadas por bandas instrumentais: passar mensagens em suas músicas, ainda que as únicas palavras presentes se limitem ao título destas. Foi assim com a trilogia do Circo Espacial de Moscou, do primeiro álbum Ativar Retrofoguetes (2003), e também com a macarrônica (morricônica?) Enmascarado, de Chachachá (2009). Somando-se a elas o EP O Maravilhoso Natal dos Retrofoguetes (2004) e os shows da Retrofolia, temos uma banda que passa muito mais mensagens sem letras do que muita banda verborrágica por aí.

E com seu mais novo álbum, Enigmascope Volume 1, os Retrofoguetes transcenderam tudo isso e criaram um disco inteiro dedicado à trilha sonora de um filme de espionagem imaginário. Todas as músicas seguem um roteiro desenhado na cabeça do agora quarteto, indo desde a abertura até os letreiros finais do filme, passando por perseguições, intrigas internacionais, vilões, mocinhos e até mesmo uma Bond girl. A intenção do disco é clara e a execução da ideia é perfeita.

A produção é caprichadíssima. Trabalhando com a banda desde sua primeira demo, André T é o diretor perfeito para este filme, pois entende o quarteto como ninguém. Praticamente todas as faixas contam com participações de outros músicos, sejam naipes de metal, teclados ou percussão, para criar aquele clima cinematográfico. Apenas a música Ultrassecreto conta com o quarteto e nada mais, e a banda soa completa como nunca.

As influências do disco passeiam pelo mundo junto com o seu agente secreto, indo da Bossa Nova de Hotel Cruzeiro ao Mambo de Miss Cuba. Toques orientais permeiam Hong Kong A-Go-Go, enquanto a percussão frenética e o sitar elétrico conferem um clima lisérgico em Conexão Istambul. Sem contar, claro, que o disco exala aos grandes compositores de trilhas dos anos 60, como John Barry, Lalo Schifrin e Henry Mancine. A surf music está ali, mas servindo de argamassa para a construção de um dos melhores discos do ano.

Não bastasse os climas criados pela música, a arte do disco, assinada pelo baterista da banda Rex Leal, remete a uma estética meio sessentista; passaria fácil como capa da trilha sonora de algum filme clássico de James Bond. E foi com Rex Leal que conversamos sobre o processo criativo da banda, mudanças de formação e próximos passos, que incluem uma turnê por São Paulo, Minas Gerais e Paraná para divulgar o trabalho.


Como foi a mudança de formação? Como funcionou a dinâmica de passar a compor como um quarteto?

Essa é uma história difícil de contar. Morotó decidiu se afastar da banda há alguns anos e sugeriu que chamássemos Julio pra substituir ele. Com Julio, eu e CH começamos a trabalhar no repertório do novo disco, até que CH também resolveu sair da banda. Eu já estava quase decidido a abortar a missão, quando Joe, nosso companheiro de Dead Billies e primeiro baixista dos Retrofoguetes, me convenceu a voltarmos com a formação original, eu, ele e Morotó. Decidimos voltar, mantendo Julio no trabalho. Viramos um quarteto. Fizemos alguns poucos shows com essa formação e percebemos que seria muito difícil seguir em frente com Joe porque ele continuava morando em São Paulo e nós aqui em Salvador. O próprio Joe sugeriu a entrada de Fábio que, além de ser um músico incrível, é nosso amigo desde a adolescência. 

Bom, finalmente resolvido o problema da formação, resolvemos abandonar a pré-produção que fizemos com CH e começamos tudo de novo em outubro do ano passado. Passamos em média 18 horas semanais compondo o repertório de Enigmascope Volume 1. Foi a primeira vez que fizemos isso de forma verdadeiramente coletiva e isso contribuiu muito para o resultado do disco, para o entrosamento e consolidação dessa formação. 

Pela primeira vez também, resolvemos fazer um trabalho mais temático, seguindo um roteiro predefinido. Resolvemos criar a trilha sonora de um filme de espionagem que obviamente só existe nas nossas cabeças. Somos muito influenciados pelo cinema, por compositores como John Barry, Lalo Schifrin, Jerry Goldsmith, Mancini, Piero Piccioni, etc. Esses caras usaram o que era radiofônico nos anos de 1960 (quando aconteceu um boom de filmes de espionagem, principalmente na Europa) pra criar as trilhas desses filmes. Juntaram surf music, rock, bossa nova, muzak, jazz, música latina, e isso tudo já havia sido incorporado antes ao nosso trabalho. O conceito era perfeito pra gente trabalhar, foi só pensar nas cenas e criar as músicas.

Outra mudança interessante veio com a contribuição de Julio no som da banda. Até então, Morotó era responsável por todas as melodias e harmonias, e precisava fazer um malabarismo incrível pra fazer isso tudo acontecer. Com a entrada de Julio, foi possível elaborar mais os arranjos, tornando o som da banda mais rico em harmonias. Às vezes, Morotó sola as melodias e Julio faz as bases, em outras acontece o contrário, isso é muito bacana. O som dos dois é bem diferente e isso também trouxe uma riqueza maior pro nosso trabalho. 

 

Quais são os planos agora que estão com o CD novo na mão? Conte mais dessa turnê pelo sul/sudeste.

A gente já não via a hora de cair na estrada novamente. Fizemos alguns shows fora da Bahia com a nova formação, Aracaju, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Goiânia, mas sabíamos que só começaríamos a rodar de verdade depois do lançamento do disco. Estamos contentes e ansiosos com a possibilidade de viajar pra mostrar o novo trabalho. Conseguimos fechar um bom número de shows até o fim do ano, mas queremos que isso seja só o começo, ano que vem, pretendemos fazer ainda mais. 

 

Você sempre fez as artes dos álbuns e a maioria dos cartazes dos Retrofoguetes. Conte mais sobre o processo de criação. Os outros membros da banda dão ideias também ou você mostra tudo pronto pra eles? A capa do Enigmascope é bem diferente da dos outros discos. Conte um pouco sobre ela.

Trabalho com design e ilustração há 15 anos e foi natural colocar isso a serviço dos Retrofoguetes. O conceito e as referências da banda estão muito dentro da minha cabeça e isso deixa tudo muito fácil. Normalmente, eu trago as ideias e apresento pros caras, nunca aconteceu deles reprovarem nada, ainda bem. Quando comecei a pensar no Enigmascope, queria deixar a zona de conforto. Sempre trabalhei com minhas ilustrações nos cartazes e nos discos anteriores. Queria fazer diferente dessa vez, entendendo que era necessário marcar esteticamente essa nova fase da banda. Eu e minha sócia, Iansã Negrão, começamos a desenhar o projeto do disco e já tínhamos algumas direções quando, fuçando o instagram, encontrei a foto da capa. Pico Garcez, diretor de cinema e fotógrafo, é um amigo de longas datas e, inclusive, dirigiu o primeiro clipe dos Dead Billies. Ele agora anda pelo mundo fotografando e descobri que essa foto fazia parte de uma série que ele vem desenvolvendo atualmente. Era perfeito pra compor o projeto gráfico do disco. Tem um clima de glamour, meio bond girls, um clima sixties, ao mesmo tempo dá ideia de disfarce, de falsa identidade, tá muito alinhado ao conceito do filme de espionagem. Além disso, queríamos fazer um projeto com clima de vinil antigo, tudo bem clássico, bem dentro das nossas referências de trilhas.

 

 

O disco se chama Enigmascope Volume 1. Podemos esperar um Vol. 2? O filme vai ter uma continuação ou farão outro filme imaginário? 

Já iniciamos o trabalho de composição prevendo a continuação. Temos muito material e seria inviável colocar tudo em um só disco. Já temos, inclusive, algumas músicas já gravadas. A ideia é continuar trabalhando no repertório e entrar em estúdio ano que vem pra gravar o volume 2. Essa coisa de continuação reforça ainda mais o link do nosso trabalho com o cinema. Aguardem o trailer.


Lançado em CD pelas Indústrias Karzov, o álbum logo sairá em LP, em uma parceria das Indústrias Karzov com a Reverb Brasil Records e Esta Noite Encarnarei no Teu Compacto. Você pode encontrar o CD nos shows da banda ou comprar online no site da Reverb Brasil

 

Confira as datas dos próximos shows da banda:

10/11/2016 – Sesc Jundiaí – SP

13/11/2016 – Lado B – Campinas – SP

15/11/2016 – Hocus Pocus – São José dos Campos – SP

17/11/2016 – A Autêntica – Belo Horizonte – MG

19/11/2016 – Teatro Unibes Cultural – São Paulo – SP

24/11/2016 – 92 Graus – Curitiba - PR

25/11/2016 – V8 – Curitiba – PR

04/12/2016 – Festival Radioca – Salvador – BA

18/12/2016 – Tchê Music Bar – Aracaju – SE



 
 Links relacionados 
· Mais sobre Rock Press
· Notícias por admin


As notícias mais lidas sobre Rock Press:
Tudo que você queria saber sobre o U2


 Opções 

 Imprimir Imprimir


Tópicos relacionados


Desculpe, comentários não estão disponíveis para esta notícia.

Todos os Direitos Reservados Portal Rock Press ©

PHP-Nuke Copyright © 2005 by Francisco Burzi. This is free software, and you may redistribute it under the GPL. PHP-Nuke comes with absolutely no warranty, for details, see the license.