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entrevistas: SPELLBOUND
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016 (0:55:15)


Entrevista com a banda irlandesa Spellbound





+ entrevista 

SPELLBOUND

Por Cleiner Micceno e Fabiana Pimentel


Tradução e revisão: Fabiana Pimentel

Fotos: Cleiner Micceno


Uma das bandas mais simpáticas e empolgadas do line up do Curitiba Rock Carnival foi, sem dúvidas, a irlandesa Spellbound. PORTAL ROCK PRESS entrevistou o vocalista Frankie Hayes logo após a apresentação no Curitiba Rock Carnival. Ele estava animado não só pelo show, mas também pela paixão dos brasileiros por música, uma coisa rara de se ver, segundo ele, em solo europeu. 

O vocalista da banda, que fez um show extremamente contagiante, fala um pouco sobre a história do grupo e, principalmente, sobre as dificuldades de tocar um estilo bem pouco comum na Ilha Esmeralda. Frankie fala ainda de suas impressões sobre o Brasil e sobre o novo disco que já está em fase final de produção, revelando ainda detalhes das gravações de um single realizadas na cidade de Piracicaba durante essa passagem da banda pelo país.


Como vocês se conheceram? Como a banda começou?

Frankie Hayes – A banda começou em 1986. Originalmente, éramos meu irmão, meu primo e meu melhor amigo. Tocamos em Londres e por toda a Europa, em todos os points da cena psychobilly. Então o baterista não podia mais tocar e o baixista ficou doente. Aí a gente parou de tocar em 1997. Por volta de 2002, 2003, com uma nova formação, retornamos em Londres.


E quanto à cena psychobilly na Irlanda e aqui? Que diferenças você pode apontar?

Lá não temos uma cena psychobilly, temos uma cena rockabilly. Nós temos a Imelda May. Ela é muito popular e é irlandesa e toca rockabilly muito bem. Mas a cena psychobilly não é muito boa. Agora, o povo brasileiro… muita gente escuta psychobilly! Na Irlanda o psychobilly não é muito apreciado. Aqui, nós tocamos, por exemplo, neste festival e vemos crianças, famílias, é incrível! Todo mundo vem, pessoas de oito a oitenta e cinco anos, e todos agitando! O brasileiro ama música, todos os tipos de música. Na Europa isso não é assim, é uma coisa mais restrita. Vocês são apaixonados! Isso é ótimo!



Já que você falou sobre o festival, como está sendo a experiência de tocar aqui?

Está sendo muito, muito bom pra nós. Na última vez que viemos ao Brasil, nós passamos duas semanas numa van e não vimos absolutamente nada, no máximo o palco e uma ou outra cerveja. Mas dessa vez está sendo ótimo, nós estamos passando mais tempo por aqui, pudemos ver as pessoas além do palco, conversar com elas, conhecer o pessoal do backstage. Está sendo uma experiência muito melhor do que antes, principalmente porque estamos conhecendo uma galera que realmente curte música. Nós estávamos um pouco nervosos, porque foi a primeira vez tocando em um festival como este, fora da Irlanda. Mas vocês são demais!


E quais são as novidades da banda?

Nós vamos tocar na Espanha, em Pineda, em julho e temos uma tour pela Europa marcada para outubro. Nós também vamos lançar um novo álbum, em maio, chamado “New Blood”. Já está gravado e nós temos esperança de conseguir lançar no Brasil, porque o público aqui é demais! É parte dos planos fazer uma tour brasileira do álbum. Além disso, durante essa visita ao Brasil, nós gravamos três músicas, em Piracicaba, e nós queremos lançá-las aqui no Brasil, em vinil. Ficamos em estúdio três dias, só gravando. São canções dos anos 50, do Johnny Burnette, duas dela já estavam no nosso primeiro álbum, gravado em 1986. Nós regravamos e vamos lançar o single aqui. Vai sair somente em vinil, um vinil colorido: laranja, branco, verde.


Em 2013 morreu o Phil Chevron (The Pogues), seu conterrâneo. Você pode nos dizer qual foi o impacto disso na música irlandesa?

A Irlanda é uma terra de poetas, de cantores e compositores, historiadores e comediantes… Mas é um país muito pequeno e muitos desses talentos tiveram que ir embora pra que as pessoas soubessem quem eles eram e eles não voltaram pra Irlanda. Mas o Phil, uma pessoa como ele, não precisou disso para conseguir todo o respeito que o público tinha por ele. O que define isso é paixão. Ele era um cara muito apaixonado. Foi uma grande perda.


Deixe uma mensagem para os seus fãs brasileiros.

Nós tivemos uma passagem maravilhosa pelo Brasil. Que país incrível! Que viagem! Nós queremos voltar, fazer mais shows… Toda vez que os estrangeiros vão para a Irlanda, como o Bruce Springsteen, Briam Adams, Madonna…, todos eles dizem que a Irlanda tem o melhor público do mundo. Absolutamente não! O Brasil tem as melhores pessoas do mundo! Porque vocês são apaixonados! Apaixonados por música! Obrigada, Brasil! E esperamos voltar logo!




 
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