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rip: DAVID BOWIE
Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016 (19:17:36)


Now Ziggy plays... the stars!





rip

DAVID BOWIE

 

por Max Merege


Como expressar em poucas palavras o significado de uma figura tão importante, não só para este humilde obituarista, mas para a música e todo um contexto cultural em si? Exageros à parte, nada mais adequado para se conhecer David Bowie que seu legado, principalmente sua música, ainda que o cara fosse ótimo em tudo que viesse a se meter. A seguir, um resumo de sua discografia básica, já que o mais certo para se entender esse grande ser que passou pela Terra e nos ensinou valiosas lições, ainda parece ser conhecê-lo fase por fase de sua jornada sonora.

David Robert Jones nasceu em Londres, dia 8 de janeiro de 1947. Foi um guerreiro que atacou em todas as frentes possíveis e impossíveis no âmbito artístico. Quando menino, foi estudar na  escola de artes, onde apanhou e ganhou um olho de cada cor. Montou bandas com amigos, e entre '63 e '67, gravou uma série de singles sob diversos monikers, até efetivamente fazer seu primeiro full-lenght sob o nome de David Bowie (afim de evitar confusões com o cantor Dave Jones do Monkees, homenageando assim as famigeradas bowie knives), em 67, no qual ainda mantinha firme o espírito mod, flertando forte com a psicodelia e o folk-rock.

Inspirado na obra '2001' de Arthur Clarke e no filme de Stanley Kubrick, em 1969, explodiu com Space Oddity, êxito este seguido nos próximos cinco anos por uma série de albuns que contribuíram significativamente para a reviravolta no comportamento de toda uma geração: 'The Man Who Sold The World', 'Hunky Dory', 'Ziggy Stardust', 'Aladin Sane', 'Diamond Dogs' e 'Pin Ups'.

Em 1975, sob influência do soul, fez 'Young Americans', que teve participações de Luther Vandross e John Lennon. Em seguida fez o experimental 'Station To Station', que além de conter muito de seu antecessor, também prenunciava uma nova faceta do Camaleão, que ao mesmo tempo assombraria e deleitaria o público...

Da parceria com Brian Eno, entre '76 e '79 fez a aclamada trilogia Berlim: 'Low', 'Heroes' e 'Lodger'; que além do forte teor krautrock, contou com toda sorte de experimentalismos, influenciando sobremaneira o pós-punk e a coldwave, então encabeçados por Joy Division, Bauhaus, Siouxsie entre outros.

'Scary Monsters', de 1980, pode ser tido como um divisor de águas entre as experimentações germânicas e o pop que o tornaria um ícone máximo dos anos 80.

Três anos mais tarde, 'Let's Dance' toma de assalto o mundo, com participações de Nile Ridgers, Stevie Ray Vaughan e Robert Sabino, é um desses raros casos em que todas as faixas são singles de sucesso.

Ainda que sejam bons discos, à época, 'Tonight' e 'Never Let Me Down', não foram bem recebidos por público e crítica. Assim mesmo, Bowie ainda alcançou considerável êxito com os singles 'Absolute Begginers' e 'This is not America' (1985), que contavam com a força de grandes parceiros como Rick Wakeman, Peter Framptom e Pat Metheny; e claro, a trilha sonora do filme 'Labirinto, a Magia do Tempo' (1986), parte de uma empreitada entre George Lucas, Jim Henson e Frank Oz.

Cansado de como as coisas andavam naquele final de década, Bowie novamente surpreende o público. Agora, como membro de uma banda: Tin Machine. Fizeram 3 discos: Tin Machine (1989), Tin Machine II (1991), e ao vivo Oy Vey, Baby (1992).

Uma das maiores características do Bowie anos 90 é o 'resgate' de icônicos parceiros. 'Black Tie, White Noise' (1993), tem a produção assinada por Nile Rodgers (o mesmo de 'Let's Dance') e participações de Mick Ronson, Reeves Gabrels entre outros; "The Buddha of Suburbia" (1993) tem um então pouco conhecido Lenny Kravitz tocando guitarra; a bilogia "Outside" (1995) e 'Earthling' (1997), retoma com elegância a parceria com Brian Eno na produção.

Seu último album da década, 'Hours', de 1999, além de entrar para a história como o primeiro disco de uma major a ser disposto na íntegra para download, também é marcado por apresentar diversas referências a um Bowie pretérito e também por ter entre seus coautores um internauta chamado Alex Grant, que contribuiu com a segunda parte da letra de "What's really happening?".

Na primeira década dos anos 2000, Bowie lançou apenas dois albums: 'Heathen' (2002) e 'Reality' (2003); ambos fortes, marcantes e profundamente reflexivos.

Foi preciso um intervalo de uma década para que voltasse a lançar algo, e eis que 2013 'The Next Day' vê a luz do dia. Com a parceria de Tony Viscont, o disco foi feito todo em segredo, até o dia de seu lançamento, e de certa forma, serve como um prenúncio para seu album de despedida e derradeiro epitáfio 'Blackstar', lançado em seu 69 aniversário.

Vítima de um câncer contra o qual lutava havia um ano e meio, Bowie morreu dois dias depois.

 


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A partir de 20 de julho de 1969, a canção “Space Oddity” ficaria atrelada para sempre na memória dos britânicos – e consequentemente do mundo – e faria deslanchar a carreira daquele que viria a ser um dos grandes gênios do rock´n´roll. 

DAVID BOWIE

Como a trágica odisseia do astronauta Major Tom antecipou a ida do homem à lua há exatos 40 anos


Texto e tradução/adaptação de Abonico Smith

 

A noite de 20 de julho de 1969 marcava um acontecimento histórico do Século 20. Sentados à frente da televisão, desde pouco antes da virada da meia-noite, os britânicos acompanhavam com os olhos grudados na telinha das emissoras BBC (canais 1 e 2) e ITV a tão aguardada chegada do homem à lua, através da tripulação da nave americana Apollo 11, liderada pelo astronauta Neil Armstrong.. Foram onze horas ininterruptas e ao vivo pela TV – fato raro em um tempo no qual transmissões via satélite ainda não faziam parte de nosso dia-a-dia. 

Entre os comentários e narrações feitos pelos jornalistas nos estúdios, flagrava-se a reação do público pelas ruas, celebridades e políticos emitiam suas opiniões, atores consagrados liam poemas que exaltavam o fascínio e os mistérios de nosso satélite natural e o Pink Floyd providenciava uma trilha sonora exclusiva e instrumental (a obra “Moonhead” depois estaria disponível logo depois, em vários bootlegs do grupo). Complementando o misto de show e jornalismo, diversos músicos de jazz, rock e pop apresentavam no decorrer do falatório composições também voltadas aos temas lua e espaço. Uma delas, talvez pela ousadia do ineditismo e pelo realismo da letra, provocaria nos telespectadores tal sensação de estranhamento e curiosidade que acabaria por marcar para sempre a transmissão.
 
O responsável pelo feito era ainda um cantor e compositor ainda desconhecido do grande público. David Jones, recém rebatizado David Bowie (o sobrenome foi intencionalmente trocado para evitar confusões com Davy Jones, integrante de um grupo pop de sucesso da época chamado Monkees), tinha nas mãos a maior oportunidade de sua carreira. E não a desperdiçou. A partir daquela madrugada, a canção “Space Oddity” ficaria atrelada para sempre na memória dos britânicos – e consequentemente do mundo – e faria deslanchar a carreira daquele que viria a ser um dos grandes gênios do rock´n´roll.

 
Jogada de marketing

Mas a música já existia havia um ano. Ela foi composta em 1968, inspirada pela corrida espacial que acirrava a disputa de Estados Unidos e União Soviética pela conquista do espaço. Entre janeiro e fevereiro de 1969, o britânico rodou as cenas de Love You Till Tuesday, um média-metragem promocional bolado por ele e seu empresário na época, Kenneth Pith, para projetar sua iniciante carreira de cantor, compositor e ator. “Space Oddity” entrou no roteiro de última hora, por decisão do próprio Bowie, que interpretava os dois personagens da letra: o astronauta Major Tom e o responsável pelo Ground Control (a base que auxilia o foguete na Terra). 

O filme de meia hora de duração, entretanto, não obteve muito sucesso – nenhuma distribuidora quis comprá-lo e o artista também não chamou a atenção das grandes gravadoras da época. O público só pode assisti-lo de fato em 1984, quando o videocassete revolucionava o mercado do audiovisual em todo o planeta. (Vinte e um anos depois, a produção ganhou sua edição em DVD.)
 
A BBC desencavou aquela desconhecida pérola que descrevia uma trágica odisseia espacial e o mundo conheceu a ficcional história do astronauta Major Tom. Contudo, há que se registrar a nova (e grande) jogada visionária de Bowie e Pith: nove dias antes da teledifusão da música, já visando o gigantesco apelo trazido pelo pouso lunar da Apollo 11, foi lançado um compacto com a faixa cuja produção, negada anteriormente por George Martin e Tony Visconti, caiu nas mãos de Gus Dudgeon (que logo depois faria fama nos estúdios com os primeiros discos de Elton John). A “ajudinha” da BBC só deu o grande empurrão para alavancar as vendas. O sucesso foi tanto no Reino Unido que veio uma nova edição do single, voltada especialmente para o mercado americano. 
 
Depois do novo êxito do outro lado do Atlântico, “Space Oddity” ainda ganhou uma versão com os versos vertidos para o italiano, na época um fortíssimo mercado fonográfico não alcançado pelas faixas cantadas no idioma inglês – na verdade, uma decisão tomada pelo selo do artista, no rastro da ameaça do surgimento de versões “não-autorizadas” feitos por grupos obscuros da Itália. O britânico, então, voltou rapidamente aos estúdios de gravação para arriscar-se em “Ragazzo Solo, Ragazza Sola” ("Lonely Boy, Lonely Girl"). O compacto saiu em novembro com um Bowie crente, crente de que estava cantando a mesma história do Major Tom criada por ele. Pura ilusão. A nova letra, escrita pelo hitmaker local Mogol, falava do amor vivido por um jovem casal que se encontrara pela primeira no topo de uma montanha.
 
Duplo sentido

O maior mérito de Bowie ao compor “Space Oddity” foi ter feito uma letra dúbia, que conseguia retratar poeticamente – com extrema perfeição, diga-se de passagem – dois momentos históricos pelo qual a humanidade viva naquele tempo. Se os versos forem analisados da forma mais primária, você verá que a música conta a história de um astronauta que, embora acostumado com o status de herói da corrida espacial, acaba sendo traído pelo acaso e perdendo todo o contato com sua base na Terra e condenado a passar o resto de sua vida flutuando pelo espaço como um mero dejeto sideral.
 
Nas entrelinhas, porém, estava algo ainda mais impressionante e que ia muito além da mera crônica artística daqueles dias de expectativa pela ida do homem à lua. Movido por toda a outra efervescência da época, Bowie pincelou o crescimento sócio-psicodélico da contracultura, com a juventude cada vez mais jogada de cabeça nos ideais da liberdade de comportamento e pensamento e erguendo os estandartes dos excessos de sexo, drogas e rock´n´roll. Então, Major Tom não seria um astronauta, mas sim um hippie junkie que não conseguia lidar com sua vida real até perder de vez a conexão com a “Terra”.
 
A odisseia vivida por Major Tom prosseguiu muito além da missão bem-sucedida dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin em solo lunar naquele julho de 1969. Quando reeditado nos EUA por uma grande gravadora (a RCA), em janeiro de 1973, o segundo álbum da carreira de David Bowie (que então levava apenas o seu nome) foi rebatizado como “Space Oddity” e assim permanece até os dias atuais. Para o lançamento, um novo vídeo foi feito para a canção mostrando Bowie já com o visual transitório entre Ziggy Stardust e Aladdin Sane. É este clipe o que sempre é exibido pelas grandes emissoras de televisão (MTV inclusive). O mesmo disco ganhou nova versão britânica em 1975 – foi quando “Space Oddity” ganhou um novo compacto (com “Velvet Goldmine” e “Changes” como b-sides) e deu ao artista seu primeiro número 1 nas paradas de seu próprio país.
 
Hoje, quarenta anos depois, Major Tom é celebrado como o primeiro grande personagem da bem-sucedida trajetória camaleônica de David Bowie nos palcos e filmes para o cinema durante os anos 70. Depois viriam o alienígena Ziggy Stardust, o andrógino Aladdin Sane, o sombrio Thin White e o isolado artista kraut dos discos gravados durante o autoexílio na então murada cidade alemã de Berlim. Até que vieram os anos 80 e a confirmação de Bowie como um megastar do rock´n´roll, agora desprovido de personas e alter-egos. O sinal para a definitiva mudança na carreira, foi a segunda chance dada ao querido Major Tom. Bowie despediu-se dele revivendo-o brevemente na letra (e no videoclipe) da música “Ashes To Ashes”, agora produzida por Tony Visconti. Encarando-o como um junkie, então, transformou-o definitivamente em cinzas.
 

 




INSIDE – DAVID BOWIE
 
"Space Oddity"
 

Ground Control to Major Tom
Ground Control to Major Tom
Take your protein pills and put your helmet on
 
Ground Control to Major Tom
Commencing countdown, engines on
Check ignition and may God's love be with you
 
Ten, Nine, Eight, Seven, Six, Five, Four, Three, Two, One, Lift off
 
This is Ground Control to Major Tom
You've really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it's time to leave the capsule if you dare
 
This is Major Tom to Ground Control
I'm stepping through the door
And I'm floating in a most peculiar way
And the stars look very different today
 
For here am I sitting in a tin can
Far above the world
Planet Earth is blue
And there's nothing I can do
 
Though I'm past one hundred thousand miles
I'm feeling very still
And I think my spaceship knows which way to go
Tell my wife I love her very much she knows
 
Ground Control to Major Tom
Your circuit's dead, there's something wrong
Can you hear me, Major Tom?
Can you hear me, Major Tom?
Can you hear me, Major Tom?
Can you....
 
Here am I floating round my tin can
Far above the Moon
Planet Earth is blue
And there's nothing I can do
 


"Odisseia Espacial"
 
Base na Terra para Major Tom
Base na Terra para Major Tom
Tomar suas pílulas de proteínas e colocar seu capacete
 
Base na Terra para Major Tom
Começar contagem regressiva, acionar os motores
Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você
 
Dez, Nove, Oito, Sete, Seis, Cinco, Quatro, Três, Dois, Um... Decolar
 
Aqui é Base na Terra para Major Tom
Você de fato cumpriu sua missão
E os jornais querem saber que roupas você veste
Agora chegou a hora de deixar a cápsula se você tiver a ousadia
 
Aqui é Major Tom para Base na Terra
Estou passando pela porta
Estou flutuando de uma maneira bem peculiar
E as estrelas parecem muito diferentes hoje
 
Por aqui estou eu, sentado em uma lata de estanho
Muito acima do mundo
Planeta Terra é azul
E não há nada que eu possa fazer
 
Ainda que esteja há mais de cem mil milhas
Sinto que está tudo sossegado
E eu acho que a minha nave espacial sabe qual caminho seguir
Diga a minha esposa que eu a amo muito e ela sabe disso
 
Base na Terra para Major Tom
Seu circuito apagou, há algo de errado
Você pode me ouvir, Major Tom?
Você pode me ouvir, Major Tom?
Você pode me ouvir, Major Tom?
Você pode...
 
Aqui estou eu, flutuando ao de redor da minha lata de estanho
Muito acima da Lua
Planeta Terra é azul
E não há nada que eu possa fazer
 


SAIBA MAIS
 
>> Assista aqui ao videoclipe da gravação original de “Space Oddity”, extraído do filme promocional Love You Till Tuesday, rodado por David Bowie nos dois primeiros meses de 1969.

 
>> Para celebrar os 40 anos deste clássico, um novo single da música foi lançado neste 20 de junho. O disco é na verdade um EP que reúne a versão mono feita para Love You Till Tuesday, as duas faixas em estéreo lançadas como single nos EUA e Europa em 1969 e ainda uma versão acústica gravada em 1979, para o lado B do compacto de “Ashes To Ashes”. Além dos quatro áudios, quem comprar o disco ainda levará todas as pistas da canção em separado e poderá fazer o seu próprio remix.
 
>> Além de reviver Major Tom na letra de “Ashes To Ashes”, lançada em 1980, Bowie voltou a fazer referência ao personagem em “Hallo Spaceboy”, single de 1995 e extraído do álbum Outside.
 

>> As versões gravadas em 1969 registram nos créditos: quem tocou piano e mellotron foi Rick Wakeman, que anos depois engataria uma bem-sucedida carreira como músico de rock progressivo.
 

>> Outras versões gravadas por David Bowie para “Space Oddity”: uma nova versão acústica feita para o b-side do single “Alabama Song” (1980); o registro ao vivo do concerto de despedida da respectiva turnê de 1973 no filme Ziggy Stardust – The Motion Picture (1983); um novo arranjo ao vivo gravado durante a turnê Diamond Dogs, que está no álbum ao vivo David Live (1974); e a execução em uma noite de outubro da mesma turnê do personagem Ziggy Stardust, que está em outro álbum ao vivo, Santa Mônica ´72 (1995)
 

>> Artistas de diversos gêneros musicais já fizeram cover de “Space Oddity”. Entre eles estão Natalie Merchant (vocalista da banda canadense 10,000 Maniacs), Brix Smith (ex-integrante do grupo punk/pós-punk britânico Fall), o francês Gérard Palaprat (que transformou a música em “Um Homme a Disparu Dans Le Ciel”), a diva indie Cat Power (trinta segundos para uma propaganda de TV), o Def Leppard (grande nome do hard rock radiofônico dos anos 80), o Helloween (ícones alemães do metal melódico) e até mesmo o brasileiro Seu Jorge (que verteu diversos clássicos de Bowie para o português-de-voz-e-violão na trilha do filme The Life Aquatic)
 

>> Major Tom e “Space Oddity” são parodiados ou citados em várias cenas de séries de TV e filmes de língua inglesa. Os exemplos mais famosos são Friends, Flights Of The Conchord e longas protagonizados por Hugh Jackman e Adam Sandler.
 

>> Na turnê mundial 360° Tour, os músicos do U2 entram no palco ao som da odisseia espacial cantada por David Bowie.


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