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club limbo: Entrevista Onion Balls
Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015 (15:37:36)

 

 

Como fazer amigos usando uma camiseta de banda





ONION BALLS 

De volta ao básico, ou “Como fazer amigos usando uma camiseta de banda”

Por Cleiner Micceno

 

Eu tenho vários amigos de algumas décadas, que conheci apenas por estar usando a camiseta de alguma banda. Em épocas de menos acesso à informação, gostar de rock era uma coisa mais rara e encontrar quem gostasse das mesmas coisas era mais raro ainda. Uma camiseta dessa ou daquela banda já representava um motivo para iniciar uma conversa e, com sorte, conhecer mais uma galera, obter mais informações musicais ou conseguir aquela fita K7 gravada com bandas novas.

Hoje, tudo isso parece distante. Com tantas redes sociais e informação saindo pelas orelhas isso é coisa do passado… Bem, nem tanto. 

Um tempinho atrás fui visitar uns parentes em Arapongas, no Paraná, e, como estava isolado em um sítio onde não tinha sinal nem de internet nem de celular, precisava ir regularmente ao “centro” da cidade achar alguma lan house para poder checar e-mails e outras coisas. Em uma dessas incursões eu estava com uma camiseta de uma banda psychobilly brasileira, o Sick Sick Sinners. Quando eu estava colando meus pés pra fora da Lan House para voltar ao sítio, um sujeito me aborda e fala: “Muito boa essa banda.”

Foi nesse encontro ao acaso, por causa de uma camiseta, que vim a conhecer um dos poucos caras que gostam de rock na cidade interiorana, o Almir, que já na sequência me perguntou se eu conhecia os caras do Wolf Attack. Falei que já tinha ouvido falar deles, pois eram uma banda conhecida na cena underground daquela região, mas não os conhecia pessoalmente, até porque a banda tinha se dissolvido havia uns dois anos. “Porra, você tem que conhecê-los, eles ensaiam em um SILO (!?) aqui perto, só que agora são só os dois irmãos em uma nova banda.”

Não passaram nem cinco minutos e eu já estava no estúdio dos caras, que foi montado dentro de um velho silo desativado. Conheci os irmãos Dema e Fred Pegorer, mais conhecidos como Bola e Cebola, de onde saiu, inclusive, o nome da nova banda: Onion Balls. 

Foi uma amizade instantânea. Conversamos um tempo sobre bandas, sobre o cenário musical dos arredores e de seus polos mais próximos: Londrina, que fica a uns 40 km de distância de Arapongas, e Maringá, que fica um pouco mais longe. Nesse contato inicial acompanhei o ensaio dos dois, um lance pouco ortodoxo que conta apenas com o guitarrista que também assume os vocais e o baterista. Como eles não têm baixista, a guitarra é plugada em dois amplis com regulagens diferentes. Tive uma grata surpresa com o resultado do som sujo e pesado, que é uma mistura de punk rock, alternativo anos 90 e pitadas de shoegaze e garage rock. 

Passados uns dois anos desse nosso primeiro encontro, o Onion Balls lança seu primeiro CD, que transporta para os anos 90 em um pulo, com as guitarras distorcidas e a bateria intensa. As letras e bases são bem construídas, sem o polimento usual das bandas mais recentes. Como acompanhei de perto essa história, fiz uma entrevista com os irmãos Pegorer.



Falem sobre a trajetória de vocês.

Fred – Bom, podemos começar a contar a nossa história no rock, como banda, a partir da metade de 1997, quando começamos a tocar juntos. Começamos com a banda Devaneers, em que tocamos até 2004 e gravamos tres CDs. Além de nós dois que tocamos do começo ao fim da banda, passaram ainda por ela vários outros amigos nossos. Quando acabou o Devaneers, a banda Wolf Attack já vinha se articulando paralelamente e se tornou o projeto único e principal, depois de algum tempo, um EP e um disco gravados, surgiram algumas composições que não se encaixavam no Wolf Attack, foi quando começamos a tocá-las só os dois, e com o tempo surgiram mais algumas músicas. 

Dema – Com o fim do Wolf Attack, a Onion Balls se tornou o principal projeto, e resolvemos que seria em formato de duo mesmo, pois como já estávamos tocando assim, achamos que seria melhor continuar nesse formato.


Como funciona o duo de irmãos, e principalmente o lance de tocar sem baixista?

F – Tocar em dois é muito bom, pois é mais prático e tem uma energia diferente. Às vezes nós ficamos meio cabreiros achando que falta alguma coisa e tentamos deixar o som o mais cheio possível para tirarmos essa impressão, mas é bem menos complicado do que tocar em um monte de gente, para conciliar horários de ensaio e tudo mais. É muito mais prático, só temos duas opiniões e pronto. E, por sermos irmãos, isso ajuda, pois desde que começamos a tocar, tocamos juntos, acho que a dúvida é como seria tocar sem o irmão (risos).

D – Como contornar a situação de tocar numa banda só com dois instrumentos? Acho que o segredo é fazer o máximo de barulho possível, manter a química, ter o mesmo foco, mas tem alguns truques que funcionam também.


Como é o cenário musical de Arapongas e região?

F – Cara, o cenário de Arapongas e região é mais ou menos assim: sem bares que apoiam bandas com som autoral a parada é totalmente do it yourself. Quando lançamos nosso disco no final de agosto, fizemos de tudo, desde a limpeza do local para ficar adequado para receber as pessoas que viriam para a festa, organizamos o bar, entrada, segurança, banheiro químico, divulgação e, no final, até tocamos também (risos). Mas foi divertido.

D – Acho que a cena por aqui se resume em: se ficar parado esperando algum bar ou casa de shows chamarem para tocar vai ficar pra trás, infelizmente. O lance que tá rolando é as bandas se organizando e fazendo shows em chácaras e outros lugares. E acho até que tem bastante bandas autorais nas redondezas. Se considerarmos as cidades de Londrina e Maringá, que são as maiores da região, daria pra organizar um festival bem fera. E o lance de ser uma região rural… já dá pra ter uma ideia do que rola por aqui, só sertanojo.


Falem do CD e das influências.

D – Então… Gravar um disco sempre foi o que queríamos desde o começo do duo. Então, fizemos as músicas e partimos para o estúdio. Ele foi gravado no High Voltage, em Londrina, pelo Gustavo Di Iorio e pelo Willian Fernandez, que também são os produtores do disco. 

F – Quanto às nossas influências podemos falar que somos influenciados pelo nosso dia a dia, e isso quer dizer que vai desde Filmes B ou alternativos, alienígenas, literatura, a falta de cultura de nossa cidade, desilusões, tudo que vivemos, etc. Quanto às influências musicais, acho que vai desde o protopunk dos 60/70, passa pelo punk rock dos 70 e rock alternativo do fim dos 80 e década de 90.

D – Mas esse lance de influência é meio complicado, porque até coisas atuais que a gente ouve acabam influenciando, então acho que é uma parada constante. Podemos afirmar que não temos nenhuma influência de carimbo.


Quais os planos futuros?

F – Planos para o futuro imediato é tocar por aí, mostrando nosso som pra galera que é aberta a novidades e tal. Temos vontade de fazer vídeos de algumas músicas e também acho que logo gravar nosso próximo disco. E quem sabe sair numa turnê mundial de uns 02 anos também seria muito fera (risos).


Recado final.

D e F – Então é isso aí pessoal, estamos ai correndo atrás de shows pra rodar por ai mostrando nosso trampo ao vivo, que é quando a gente se diverte mais e se sente mais à vontade. E valeu, Cleiner, pelo espaço, você que é parceiro nosso e sabe da nossa luta.

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Uma camiseta ainda pode reunir amigos m/

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Sound Cloud: https://soundcloud.com/fred-p-pegorer 

Facebook: www.facebook.com/onionballs

 

E-mail:  onionballsband@gmail.com

 

 

 


 
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