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matérias: A volta do Coquetel Molotov
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015 (17:14:18)

 


A volta do Coquetel Molotov, a primeira banda de skate punk do país





A VOLTA DO COQUETEL MOLOTOV 

por Guto Jimenez

Fotos Andrea Murat


Entre 1981 e 82, o movimento punk começou no Rio de Janeiro, mais especificamente na pista de skate de Campo Grande. As transições daquele local também testemunharam o surgimento da primeira banda punk da cidade, Coquetel Molotov, que tinha três skatistas em sua formação original: o campeão de vert Jorge Luiz “Tatu” nos vocais, o streeteiro Olmar “Marreco” no baixo e o freestyler Lúcio Flávio na bateria, tendo Cesar Ninne completando o grupo – o único músico entre eles, aliás. Eu tive a sorte e o privilégio de acompanhar essa primeira formação em quase todos os shows e ensaios que fizeram, de buracos como o Guaiamum e o Dancy Méier até grandes festivais realizados no Circo Voador e em Juiz de Fora.

Pouco mais de 31 anos depois, a saga recomeçou. Após cerca de dois meses de ensaios, o Coquetel Molotov voltou a fazer shows. Unindo os originais Olmar e César ao vocalista Rod Santoro e o baterista Sérgio Conforti, a banda fez o seu retorno triunfal no Subúrbio Alternativo no último sábado, no show “30 Anos de Punk RJ”. A casa vem se tornando um local de encontro dos que gostam de música alternativa na cidade, funcionando com um sistema de autogestão no qual os próprios clientes pegam as suas bebidas e não são cobrados ingressos: cada um colabora com quanto puder.

A noite teve shows de outras bandas históricas do Rio. O primeiro foi do Pacto Social, o grupo do militante Wladimir que há quase 30 anos vem agitando a cena punk no estado. Após gravarem o DVD de 30 anos no Hangar 110 de SP, trouxeram alguns de seus grandes temas como “Final do mês”, “Vaticano”, “A culpa de quem” e a clássica “País do futuro”. Logo em seguida vieram os Cynics, banda de skate punk surgida nos anos 90, tendo o vocalista Hugo Cesar e o guitarrista Reinaldo Gore Doom como membros originais. Eles voltaram a chamar a atenção no ano passado, quando gravaram “World Cup 2014” detonando o tal mundial de fut, e no show tocaram faixas de seu cd homônimo lançado há 17 anos, como “Pragmatismo”, “Que se foda” e “Parabéns”.



Logo depois, foi a vez do Ethiopia (foto acima), um grupo de pós-punk carioca que surgiu na mesma época de outras bandas do gênero no país, como Arte No Escuro e 5 Generais. O vocalista original Paschoal Ferrari juntou vários músicos experientes (Nelson Milesi na guitarra, Wlad Pinto no baixo e Robson Riva na bateria) e fez um set coeso e animado, no qual tocaram seus clássicos: “Vazio”, “Feito navalha” e “Guerra”, além de um cover demolidor pra “Medo”, um tema eterno do Cólera.



Fechando a noite, o retorno do Coquetel Molotov agitou o local. Muita expectativa antes e muitas vibes positivas na hora do show deram o tom da apresentação, que foi montada somente com o repertório clássico da banda. Não era por menos – afinal, ali estavam alguns dos caras que foram responsáveis pelo surgimento de uma cena musical na cidade... Não é todo dia que se tem uma chance como essa! Foi ótimo ouvir de novo músicas como “Subúrbio”, “Anarquia”, “Sinta, veja, diga” e “Capitalismo religioso”. O grande momento ficou pro final, quando foi tocado o maior clássico da banda que encerrou os trabalhos: “Ódio às tevês”.

Em algum lugar naquela Grande Pista, tenho certeza de que o “Narigudo” deve ter gostado, e feito um animado pogo como ele sempre fazia... Tatu vive! Punk’s not dead!



 
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