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club limbo: entrevista Wry
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015 (0:18:51)


Após quatro anos sem tocar, o Wry volta com toda energia





Club limbo

+ entrevista

WRY

Flames in the head 

Por Cleiner Micceno

Fotos por  Fabrício Viana 


Parece que foi ontem a primeira vez que vi o Wry. Era um final de ano bastante quente naquele 1993, em Sorocaba, cidade que ainda hoje é chamada de Manchester Paulista – a referência vem da cidade inglesa, pela história industrial e, claro, também, pelo número de bandas de rock, em alta na cidade. 

Naquela tarde, em um local mais quente ainda (uma espécie de barracão, com paredes claras e teto de zinco que tornavam o ambiente irrespirável) foi que rolou o primeiro show, um tanto incomum, do Wry, que na época ainda se chamava Piso Sonoro. Apesar do nome diferente, a banda já tinha todos os elementos que a acompanhariam por toda a trajetória. Nesse dia, a Piso Sonoro foi boicotada pela banda que iria fechar o dia. Por medo ou, mais provavelmente, por incompetência, algum integrante dessa banda cortou o áudio dos vocais do Mario Bross. O fato é que, mesmo com o boicote pouco discreto, o show foi visceral, tomou a casa de energia, sobrando pouco para a banda nada honesta responsável pelo boicote, da qual sequer consigo me lembrar do nome, pois sumiu do cenário musical logo após esse “incidente”. Já a Piso Sonoro, ou melhor, o Wry, foi longe, muito longe.

Um festival que foi bastante importante para o cenário alternativo brasileiro, o Juntatribo, que aconteceu em 1995, em Campinas, não só lançou o novo nome da banda, como os colocou em evidência no cenário alternativo nacional. E de lá pra cá a história tomou rumos bastante inusitados para uma banda brasileira: mudança para Inglaterra, a participação do cenário musical dessa cidade que é a Meca do estilo shoegaze, a volta para Sorocaba depois de sete anos, e a inauguração do Asteroid, um dos bares mais descolados do interior, que abre espaço para bandas de todo país. O Wry ficou fora da estrada por alguns anos (quatro, para ser exato), mas depois dessa pausa, necessária na época, voltaram com toda energia, fazendo turnês e com novos trabalhos engatilhados. 

Segue a entrevista que fiz com Mario Bross sobre a trajetória da banda e, logicamente, sobre essa nova etapa de shows e trabalhos.

 

Conta um pouco da trajetória do Wry.

Mario Bross – O Wry começou a aparecer na cena alternativa nacional na segunda metade da década de 1990, mas ficou mesmo relevante pra cena toda nos anos 2000. Lançamos vários discos e vídeos por aqui e temos fãs em todas as cidades que tocamos. Adoramos tocar nessa banda que descreve até nossa própria história. Somos o que somos devido à banda.

Como surgiu a ideia sobre a Inglaterra e como foi o tempo de vocês lá? Principalmente sobre o cenário musical e a interação de vocês com outras bandas?

A ideia de ir pra Inglaterra é primordial, já antes de tudo, em nossa adolescência, pensamos em ir pra lá, daí deve ter vindo o pensando "vamos montar uma banda e ir?", [risos]! Depois já morando lá, nossa interação foi bem legal, bem local, ficamos amigos dos londrinos da cena de lá, organizamos clubs semanais, tocamos com bandas inglesas, conhecidas e desconhecidas. Acabamos trabalhando em bares onde a cena brotava, até de bandas que viriam a ficar famosas mundialmente. As bandas que mais interagimos foram Ash, The Subways, The Rakes, The Cribs, The Early Years, pra citar algumas.

O que mudou depois da Inglaterra?

Londres veio na hora certa, na hora de crescer como ser humano. Depois de Londres, parte de nós virou empresário, a ponto de fazer o negócio dar certo para poder se dedicar ao Wry por quase completamente.

Fale da volta e readaptação ao Brasil - por que ficaram anos sem tocar?

Foi muito fácil essa readaptação, somos biologia pura, nos adaptamos como qualquer outro animal [risos]! Paramos de tocar por um "momento" de quatro anos, porque a maioria de nós teve que se concentrar ao trabalho de fazer com que a casa noturna e de shows Asteroid desse certo, isso exigiu muito de nosso tempo e foco. Agora, estamos mais estabilizados, podendo nos dedicar a outras coisas também, sem tirar o olho e as mãos do Asteroid, é claro!

O que você acha da cena independente no Brasil hoje?

O cenário independente no Brasil é legal, dá pra fazer shows, ter pessoas que vão no show, ganhar até um cachê, dependendo do nível da sua banda e de onde toca, pode ser um cachê razoável. Mas é um cenário que cresce acompanhando todo o resto, toda a evolução normal da vida. Nada extraordinário, mas legal e interessante, pois temos que lembrar que na veia do brasileiro corre a música brasileira, o samba e seus derivados, é muito difícil o rock ter um espaço amplo, pois já está no gene. Rock aqui tem pouco tempo de estrada.

Sorocaba sempre foi um polo de bandas…

Acho que é porque a gente come bastante coxinha, só pode ser! Hahaha!

Fale sobre os novos projetos, a volta do WRY e a turnê recente e, claro, sobre quais os projetos futuros?

Estamos para lançar dois vinis de 12 polegadas pela gravadora independente americana com a qual acabamos de assinar, chama-se Sonovibe Records. Vamos lançar antes do fim do ano uma edição Deluxe da junção dos EPs Whales and Sharks, a princípio lançado somente na Inglaterra, e de Deeper in a Dream que foi lançado em cassete no fim do ano passado. No primeiro semestre do ano que vem iremos lançar um trabalho novo, das músicas que estamos compondo agora entre um show e outro. A turnê, diferente de antes, é quase non-stop, fazemos blocos de 8-10 shows, em várias cidades do Brasil, nos reconhecendo de novo, reaprendendo o entretenimento, se adaptando ainda mais e vendendo muito material!

[Faz mais de 20 anos que entreguei a letra de Red Shoes para o Mario, escrita em um papel de pão. Eu trabalhava em uma loja de discos nessa época e a letra tinha muito mais a ver com o Wry do que com a minha banda de Psychobilly da época. E, diga-se de passagem, eles a melhoraram muito e fizeram um som fantástico com ela. Eu ainda dirigi os primeiros clipes do Wry e mais um trash movie, Dominium, no qual eles atuaram (esse filme, inclusive, está no limbo e precisa ser resgatado). Depois desses anos todos, ver um show do Wry ainda é instigante, parece sempre que é a primeira vez. Só que agora, não tem mais boicotes. Ainda bem.]

 

WRY é:

Mario Bross (voz/guitarra)

Lou Marcello (guitarra)

William Leonnoti (baixo)

André Zanini (bateria) 

 

Online:

www.mondowry.com.br

www.facebook.com/mondowry

www.twitter.com/wry


Você encontra WRY no iTunes, GooglePlay, Amazon, Spotify

e em outros sites de música, para ouvir ou baixar.


*Cleiner Micceno é cineasta, diretor e produtor de documentários e curta-metragens. Entre outras coisas dirigiu a “História do Rock em Sorocaba”. Toca atualmente nas bandas Old School Punx Jam Session e Rain Street Lords. 

 

primeiro clipe do WRY – Red Shoes 

 

segundo clipe do WRY – Jesus Beggar

 

In the hell of my  head 

 

Whirlwind

 

 

Waves 

 

Dois corações e o sol


 
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