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discos: Courtney Barnett, Sometimes I Sit and Think and Sometimes I Just Sit
Segunda-feira, 6 de Julho de 2015 (13:20:10)

 

 

Courtney Barnett lança primeiro álbum solo




 

COURTNEY BARNETT 

Sometimes I Sit and Think and Sometimes I Just Sit

Por João Clemente


O primeiro álbum de Courtney Barnett (ou segundo, a depender de você considerar The Double EP: A Sea of Split Peas um álbum propriamente dito ou não) foi lançado no último dia 23 de março pela gravadora Mom+Pop Music. Intitulado “Sometimes I Sit and Think and Sometimes I Just Sit”, o disco fez jus à expectativa de seu lançamento - e, a julgar pelas críticas iniciais e o número de visualizações do seu primeiro single, “Pedestrian at Best”, ele quem sabe levará a jovem australiana a deixar sua marca no mundo da música.

A banda de Courtney - ela na guitarra e voz, Bones Sloane no baixo e Dave Mudie na bateria - é na verdade uma "debandada" do Immigrant Union, grupo de folk rock liderado por Brent DeBoer, do The Dandy Warhols, que agora vive na Austrália com sua mulher e filhos. Desde seus dois primeiros EPs, Courtney apresenta um rock com diversos elementos que levam o ouvinte direto para os anos 90. “Sometimes I Sit” poderia figurar sem nenhuma dificuldade no catálogo da Matador ou da 4AD Records, por exemplo. 

O disco abre com a rollingstoniana “Elevator Operator”, revelando Courtney como uma ótima contadora de histórias. A letra, divertida e rica em detalhes, é sobre um jovem cansado do seu trabalho, que decide chutar o balde, e a história finalizando com uma impagável conversa do rapaz com um ascensorista. Aí o disco emenda para seu suposto hit, “Pedestrian at Best”, uma sujeirada grunge que vai fazer você querer pular e, quem sabe, também quebrar alguma coisa. Refrão esperto: “Me coloque em um pedestal e assim só vou desapontar você/ Me diga que sou excepcional, e eu prometo explorar você/ Me de o seu dinheiro, e eu vou fazer um origami, querido(a)/ Acho você uma piada, mas não acho você engraçado”. Depois as coisas dão uma acalmada - mas não desanimada - com uma trinca de quase baladas, incluindo o blues indie “Small Poppies”, para depois retornar aos rocks de guitarras soltas e com bons refrões que muita gente sente falta nos dias de hoje. Com distorção ou dedilhadas, as guitarras chamam bastante atenção no disco, e talvez seja mesmo o elemento que traz o clima 90s - mas elas não são tão marca registrada como, é claro, a voz de Courtney: impassível, divagante, às vezes um tanto falada, porém sem perder nunca o senso melódico. 

E da voz vamos ao que talvez seja a maior qualidade da artista: suas letras descoladas e inteligentes, revelando uma observadora sensível do mundo a sua volta, e que também não tem medo de mostrar a bagunça de seus sentimentos. E são estas letras que fazem de “Sometimes I Sit” um disco memorável: se você puder conferi-las, será a diferença entre apenas curtir um disco bacana e descobrir uma obra de arte.

 



 
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