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vinteum: Nebula, Charged (2001)
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014 (15:48:36)


Nebula: guitarras no deserto 




 

 

+ clássicos do novo milênio

 

NEBULA, Charged (2001)

 

por Marcos Nascimento 

 

No começo dos anos noventa, enquanto Seattle vendia o grunge ao mundo, uns malucos na Califórnia curtiam mesmo era chapar e fazer festas “generator parties” movidas a muitas guitarras afinadas pelo menos um tom abaixo no melhor estilo Tony Iommi. Tudo isso acontecia no deserto de Palm Springs e as principais bandas que faziam a trilha daquele momento eram: Kyuss, que posteriormente daria origem ao Queens of The Stone Age; e o Fu Manchu, de onde sairiam os fundadores do Nebula. Muitas bandas viriam a se formar a partir dessas duas e outros tantos projetos veriam a luz do dia, um que ficaria bem conhecido é o Desert Sessions que renderia dez discos com muitas participações, incluindo PJ Harvey, Mark Lannegan, além de toda a turma e amigos da época. As gravações aconteciam em um estúdio no deserto de Joshua Tree, o Rancho De La Luna, que até hoje é referência para muitas bandas atuais.

Eddie Glass, guitarras e vocais e Ruben Romano, bateria, iniciaram a banda em meados de 1997, logo depois Mark Abshirer, o baixista do Fu Manchu também entrou na empreitada e o trio estava formado, quando o termo stoner rock já estava bem consolidado na cabeça de quem buscava uma sonoridade baseada em ótimas fontes dos anos setenta como ZZ Top e Hawkwind. O trio foi fechado com a vinda de Mark Abshire, baixista e antigo companheiro de Fu Manchu, sabendo dosar os riffs mântricos com frases de blues abusando de slides, a banda assinou um contrato justamente com a Sub Pop, gravadora responsável por promover as bandas de Seattle e não demorou para que Jack Endino, um dos produtores mais requisitados do período e por quem buscava um som cru e sem muitas intervenções, produzisse os discos da banda.

O álbum Charged mostrou a banda com uma vontade de mostrar canções mais diretas sem os longos instrumentais típicos das primeiras gravações. A produção ficou nas mãos da própria banda e de John Agnello.

Muitas dessas canções captam o clima de um grande dia de sol com cerveja e desregramento com amigos, qualquer radio rock pode escolher de olhos fechados uma das canções para rolar que não vai se decepcionar. Aqui as coisas seguem um caminho mais Iggy Pop do que Hawkwind, solos encharcados de wah-wah e letras que valorizam o sexo e a diversão como formas de transcendência imediata. Os destaques ficam para “Do It Now”; “Ignition” e “Beyond” que possui uma guitarra e uma melodia que me lembram bastante o refrão do último sucesso dos Artic Monkeys, “Why’d You Only Call Me When You’re High”, que andaram buscando o som e o cheiro do deserto em seu disco “Humbug” gravado no estimado Rancho de La Luna e com a produção de Josh Homme. Claro que a sonoridade dos ingleses e os equipamentos usados não lembram em nada as bandas de stoner mas ainda assim dá para captar algumas passagens, ouça a canção “Pretty Visitors” do disco citado.

Logo depois de Charged, o Nebula deixou a Sub Pop e assinou com outra gravadora pela qual fez mais dois discos e entrou em um hiato não definido a partir de 2010.


 




 
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