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vinteum: McLusky, McLusky Do Dallas (2002)
Sexta-feira, 30 de Maio de 2014 (21:29:34)

 

McLusky - demência é arte





+ clássicos do novo milênio

MCLUSKY  

McLusky Do Dallas 

(2002)


Por Marcos Nascimento 

 

Um trio que gosta de tocar alto e de fazer barulho com um vocalista que sabe berrar ao ponto de parecer saído diretamente de um manicômio. Sim, você já leu e ouviu essa história antes mas ela sempre funcionou, não é?

Com a banda de Cardiff, País de Gales, o resultado saiu da maneira que o rock já viu algumas vezes.

Desde que os Ramones decidiram que a salvação do rock estava em deixá-lo no osso até só sobrarem três acordes e eletricidade, toda juventude de cada cidade grande ou perdida no mapa do mundo aprendeu bem o tratado mais simples do fazer você mesmo - basta ter energia e culhões.

O McLusky surgiu do encontro de três amigos que tinham uma banda chamada Best (em homenagem a Pete Best, primeiro baterista dos Beatles). Com apenas um single e uma demo lançados, após a saída do batera, os dois remanescentes convidaram um outro amigo do bairro pra se juntar na nova empreitada agora com novo nome; Andy Falkous (guitarra e voz), Jonathan Chappel (baixo e voz) e Jack Egglestone (bateria) lançaram pelo pequeno selo Fuzzbox o primeiro álbum. Porém foi com o segundo disco, com uma maior distribuição, que tiveram a chance de ser mais conhecidos além da Ilha Britânica - o clássico Do Dallas chegou a ter edição no Brasil na época do lançamento.

Se de cara o som do grupo era instantaneamente comparado ao Pixies, o fato de ser gravado por Steve Albini não pareceu esconder a predileção por um som cru e áspero buscando a sensação de uma gravação ao vivo e direta.

Tudo cheira a urgência e notas nervosas, o disco abre com uma pancada nos ouvidos que periga ser a canção mais barulhenta do início do novo milênio: “Lightsabre Cocksucking Blues”, um nome longo pra uma canção de apenas um minuto e 50 segundos.

E assim segue - uma pausa para respirar chega em “Fuck This Band” - títulos adoráveis são uma das especialidades dos garotos. “The World Loves Us and Is Our Bitch” e “To Hell With Good Intentions” são outros exemplos de como fazer arte através de sentimentos mais psicopáticos e esquizofrênicos.

Infelizmente, bandas como essas não podem durar muito tempo e o grupo se separou após mais um álbum, também com a mão de Mr. Albini. Falkous e Ecclestone criaram o Future Of The Left e depois de alguns anos se renderam e tocaram algumas canções de seu antiga e mais estimado projeto.

Vida longa aos que criam através de seus estados mais atormentados pois só a arte cura e salva mesmo em meio ao caos.

Destaque para o hit torto “Alan is A Cowboy Killer” e “Garret Brown Says” cujos gritos lembram um b-side perdido nunca tirado da gaveta por Black Francis.

 

 






 
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