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vinteum: Dap-Dippin’ With Sharon Jones And The Dap-Kings (2002)
Sexta-feira, 23 de Maio de 2014 (2:35:30)

 

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DAP-DIPPIN’ WITH SHARON JONES AND THE DAP-KINGS (2002)


Por Marcos Nascimento 

 

Gabriel Roth vulgo Bosco Mann decidiu no início do novo milênio abrir uma gravadora com o propósito de resgatar o som do soul, do funky e do R & B no coração de Nova Iorque, a Daptone Records funciona numa ruazinha do Brooklyn para ser mais exato. Visando as grandes épocas em que a Motown e a Stax fabricavam o que de melhor havia na música negra dos anos 60 e 70, Gabriel procurou ter o que havia de mais original e orgânico em seu elenco, além de montar uma banda fixa de estúdio que ficasse responsável por dar uma dinâmica e o som singular que como as gravações de seus cantores e cantoras favoritos das décadas passadas, mostrariam que havia um senso de unidade e arranjos em todas a discografia de sua gravadora mas ainda assim conservando as principais virtudes de cada artista. Na melhor tradição James Brown e de sua infalível banda de acompanhamento JB’s.

A escolhida para ser a número um desse catalogo que hoje está perto dos quarenta discos, foi a veterana Sharon Jones, ela já havia participado de algumas gravações em meados dos anos 90 com a primeira banda que Bosco Mann (como é creditado nos álbuns em seu lado de musico) criou chamada Soul Providers que depois viria a ser a base da banda da própria Daptone.

O primeiro disco cheio de Sharon juntaria as composições e produção de Bosco Mann com os arranjos executados pelos Dap-Kings e a voz de quem realmente sabe o que é cantar as agruras da vida e as desilusões amorosas com propriedade e franqueza. E é isso o que o ouvinte recebe durante as onze faixas do álbum.

Já iniciando numa pegada vibrante com “Got A Thing On My Mind” e seguindo num belo cover de “What Have You Done For Me Lately” da Janet Jackson, os sopros sempre pontuam as passagens dos versos de várias canções sempre dando um sabor de ação em uma trilha sonora de um filme noir e o clima de noites que teimam em não terminar tamanha a sequência de emoções e fatos intercalando a história do disco.

Devido a arte da capa e a maneira como os títulos estão postos e todo o conceito vintage que ilustra a apresentação do disco, alguns compradores e colecionadores acharam que se tratava de alguma gema perdida da era de ouro da música funk soul americana.

Em “Make It Good To Me” as luzes se apagam para que o clube noturno possa dançar de corpos colados, balada perfeita pra voz de Sharon sangrar de compaixão. O espirito de James Brown é saudado em “Pick It Up, Lay It in The Cut”, grande canção com a guitarra no wah-wah dando o toque de despedida ao grande debut de uma artista que não aquieta e mantem grandes discos no seguimento de sua carreira que tardou a raiar mas que aparenta seguir sem descanso e firme numa sonoridade que não deve envelhecer.

Vale lembrar que essa mesma banda alguns anos depois através do produtor Mark Ronson gravaria no estúdio da Daptone o álbum aclamado Back To Black, que projetaria Amy Winehouse para uma fama de níveis que nenhum artista do elenco da gravadora alcançou até os dias de hoje.

 

 




 
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