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vinteum: J Mascis, Several Shades Of Why (2011)
Quinta-feira, 15 de Maio de 2014 (23:28:12)

 

Menos barulho e mais contemplação




 

+ clássicos do novo milênio

J MASCIS, SEVERAL SHADES OF WHY (2011)

 

Por Marcos Nascimento 

 

Se houve uma banda do fim dos anos 80 em diante que melhor do que ninguém soube usar as referências de Neil Young e do rock sulista dos anos 70 foi o Dinosaur Jr. Os riffs que levavam a canção em cadência irresistível e a mescla de ganchos do country e folk que ajudavam a tornar tudo aquilo tão consistente e de fácil assimilação. E de alguma forma J Mascis, líder e guitar hero da banda jamais abandonou essas ferramentas para trás mesmo quando embarcou em outros projetos ao longo da carreira.

Após lançar um primeiro álbum solo em 96 intitulado “Martin And Me” com performances acústicas que incluíam alguns covers e ainda montar um grupo chamado The Fog com o qual lançou dois discos, Mascis decidiu que era de voltar ao formato acústico, dando ênfase a suas melodias e harmonias tão festejadas na potência de sua Fender Jazzmaster. Era a hora de fazer silencio ou ao menos deixa-lo aparecer de maneira mais constante em suas canções. Para isso ele assumiu os violões e chamou um time do atual rock alternativo de primeira. Kurt Vile, também adotado por Thurston Moore do Sonic Youth, marca presença em cinco das dez canções fazendo o trabalho de coringa, ora tocando violão, guitarra e outras fazendo um órgão ou piano de fundo. Outros dos convidados são músicos de bandas como Broken Social Scene, A Silver Mt Zion e Godspeed You Black Emperor!

A canção de abertura “Listen To Me” já conquista de cara pelo vocal doído e a melodia melancólica mas doce na medida certa. A seguir vem a faixa título que pelo violino de Sophie Trudeau e o dedilhado de violão ganha uma aura de música barroca inglesa com ares de Nick Drake.

“Can I” é das poucas em que a guitarra está como protagonista e Mascis narra mais do que canta sobre uma base sombria, a letra em um momento diz “Can I go to sleep? Is there a dream where I could find out what's inside? ”

Sabendo a aproximação que Mascis possui com a meditação e a filosofia oriental torna-se uma grande leitura estudar as letras cheias de indagações e signos que mais supõem do que se deixam mostrar, o enigma é belo por não deixar-se completamente nu. Há algo que cada um precisa interpretar por si mesmo a partir das chaves que estão sendo dadas.

“Is It Done” talvez seja o grande hit do álbum se é que isso é possível dentro de um disco tão coeso e amarrado. Um belíssimo solo surge para lembrar que o guitarrista ainda está ali e sabe o que fazer quando a oportunidade se apresenta. “I’ve been waiting for an answer but the question takes too long” diz a letra.

Dona de um belo clipe lançado “Not Enough” é uma das favoritas daquelas que podem ficar no repeat o dia todo, melodia com ganchos ótimos e um Mascis questionando sua identidade interior e se resignando de que certas coisas precisam de mudanças. 

J Mascis assinou mais um grande álbum dentro de sua discografia já rica e digna ainda de novos clássicos.






 
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