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vinteum: De-Loused in the Comatorium, Mars Volta
Quinta-feira, 1 de Maio de 2014 (14:23:20)

 

Réquiem Para o Futuro: Como O Mars Volta tirou o mofo do rock progressivo





MARS VOLTA 

De-Loused in the Comatorium

2003


Por Marcos Nascimento


El Paso, Texas. Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez Lopez, respectivamente o vocalista e o guitarrista do At The Drive-In, uma das banda mais barulhentas do fim dos 90’s, decidem fazer das cinzas do noise algo com ingredientes altamente progressivos, uma alquimia em que ritmos latinos, arte de capa feita por Storm Thorgerson, autor de grande parte das capas mais clássicas do Pink Floyd, um disco conceitual com uma narrativa permeando as letras e os temas das canções, riffs hard com o melhor dos 70 em canções que ultrapassavam os sete minutos,  coisas que não pareciam mais possíveis em uma década tão afeita ao imediatismo e o consumo distraído da arte em geral.

O tema escolhido para ser o fio condutor do álbum seria baseado na história e o consequente suicídio de um amigo de Cedric, conhecido como Cerpin Taxt, contando sobre um homem em estado de coma durante uma semana após uma overdose causada por uma mistura de medicamentos.

As guitarras de Omar continuavam acachapantes e pesadíssimas mas agora também havia tempo para estruturas mais complexas, passagens contemplativas, criando paisagens que costuram o formato já conhecido das composições da dupla. A inventividade e o leque de técnicas utilizadas por Omar crescem a cada audição e durante o restante da década e até os dias de hoje ficaria claro o grau de obsessões que o guitarrista se propõe, vide o alto número de projetos que ele usa para desaguar tantos formatos de canções, das mais experimentais e tantas outras mais próximas de uma jam session em que improvisos e longos minutos são a especialidade da casa.

“Drunkship Of Lanterns” é um caos concentrado em uma canção, uma bomba H que periga não resistir até o fim da amostragem, os vocais de Cedric chegam aos mais altos em todo o disco. Certamente uma das canções para serem lembradas pelo alto nível de execução e performance. Das dez faixas, nove contam com a participação do baixista Flea e uma em especial com a presença de John Frusciante em “Cicatriz ESP”, uma longa tour de force que ecoa e vibra tamanha a quantidade de momentos em sequência. Frusciante viria a se tornar um parceiro frequente nos álbuns da banda e dos projetos solos de Omar.

Se o Mars Volta fosse a banda a tocar nas ruínas de Pompéia é possível que a cidade sofresse uma nova catástrofe digna de vulcões. 

Acid Rock, Jazz, Robert Fripp, David Gilmour, Peter Hammil, Steve Hackett, Santana, as grandes influências de um período tão produtivo são revisitadas e perpassam o instrumental da banda de uma maneira renovada, sem zonas de conforto e lugares cômodos, a banda se arrisca em busca de novas paredes sonoras e timbres únicos, algo que gerou algumas críticas negativas pois para muitos o som da banda era uma grande bagunça em que ficava difícil alcançar o conceito criado. Mas isso deve ser complicado apenas para quem não se expôs de uma maneira dedicada ao disco e ao sons de bandas que servem de referência ao grupo.

Lançaram mais um clássico, nomeado de Frances The Mute, esse já sendo recebido de uma maneira mais compreensível pela crítica, mas seu debut continua a ser uma pedra fundamental pra quem quer ouvir o que há de mais criativo da última década do rock.






 
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