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Sábado, 22 de Março de 2014 (17:20:08)


Heróis de uma cena em cena





HERÓIS DE UMA CENA EM CENA

Idiotas Berrantes, Relespública E Pelebrói Nãosei

 

Por Max Merege


IDIOTAS BERRANTES

Enquanto o sol ainda raiava em Curitiba, por volta das oito da noite (22/12/13), o público timidamente chegava ao Espaço Cult, um lugar notório por receber alguns dos melhores shows do universo roqueiro no Brasil. Ao som mecânico, nenhum DJ em especial, pois apenas um modesto notebook fazia as vezes de jukebox, tocando clássicos sessentístas, e deliciosas pedradinhas do roque brasileiro.

Não demorou e os Idiotas Berrantes, os convidados de honra, oriundos da vizinha cidade de Campo Largo, começavam a tocar. Mesmo com o som da casa ainda se acertando, os rapazes não deixavam a peteca cair e fizeram uma excelente apresentação. Pegada fortíssima, misto da sonoridade Belfast '78 com Minutemen, e pitadas bastante pontuais da fleuma cronista  do rock gaúcho com requintes de opereta. Pauleira do começo até o final no decorrer de meia hora. Rei da Zona, Desamor, Jovens Suicidas Que Nunca Morrem etc, foram apenas algumas das pérolas desta brilhante trupe que, além de tocar com excelentes amplificadores de fabricação própria, ainda deram um verdadeiro show de profissionalismo e carisma.


RELESPÚBLICA

De volta ao som mêcanico e mais um show se preparava... passados outros 20 minutinhos e a Relespública enfim sobe ao palco. Mal voltaram de um considerável período de "férias" marcado por diversos outros projetos muito bem sucedidos - enquanto Emmanuel e Ricardo trabalhavam com releituras para clássicos sessentístas e na produção de outros artistas, Fábio Elias abraçava o rock rural; e "finalizado" com uma viagem à Inglaterra, onde além de pegarem shows de The Who e Rolling Stones, também gravaram material no lendário estúdio Abbey Road; trouxeram um novo gás para esta banda que em 2014 completa 25 anos de atividade.

Começaram tocando "Boogie", um instrumental perfeito para preparar os ânimos do povo, sucedido por uma belíssima sequencia de sons escolhidos a dedo, a começar pela trinca de "Dê Uma Chance", "Mod de Vida" e "Mudando Os Sentidos"; a seguir outra sequência de petardos com "Garoa e Solidão", a novíssima "Faça O Que Quiser" e a clássica "Capaz de Tudo".

Mal tocam os primeiros acordes de "Boatos de Bar" e sobe ao palco uma fã fervorosa de nome Marcela, que além de cantar esta junto com a banda, também emendou com "A Fumaça É Melhor Que O Ar". Uma pequena pausa, Fábio Elias agradece a todos os amigos e fãs presentes, e aí sim, detonam com "Nunca Mais", uma canção que tal qual todas as demais da banda, constitui um hino daqueles se canta de pé e em uníssono.

Não obstante, a influência de The Who no som da banda tornou-se muito mais evidente em um bloco iniciado com a "rendição" para "Substitute", seguido por "Sonhando Acordado" (no melhor estilo "Empty Glass" de Peter Townshend), "Eu Soul" (uma homenagem da banda à canção "The Ox") e finalizando com "Eu Sou Terrível" (uma versão não creditada que a dupla Roberto e Erasmo Carlos espertamente fizeram para "Out In The Street"). 

"Camburão" (que vai na mesma levada de "Ain't That Lovin' You, Baby" de Jimmy Reed) faz a ponte com o glorioso fechamento, com "Minha Menina" (de Jorge Benjor) encaixada com o clássico leminskiano "Oração de Um Suicida".

Pois bem, nada mais resta a dizer de um show da Relespública a não ser um modesto "antológico", já que não se trata apenas de uma simples apresentação, mas de um verdadeiro Show mesmo, digno de reverencia! 

 

PELEBRÓI NÃO SEI

Segundo o crooner Oneide Diedrich: "o Pelebrói só toca umas quatro vezes por ano"; uma vez que o baterista Guilherme Bandeira, atualmente morando e trabalhando na capital Goiana, vem esporadicamente a Curitiba. Em outras palavras, show do Pelebrói é um raro prazer, desses que merecem ser aproveitados em cada segundo, pois nunca se sabe quando rolará outro.

Na ativa desde '98, PNS tornou-se banda cultuada não apenas no meio punk rock ou apenas no Paraná, mas ganhou dimensões universais, já que tudo o que figura em suas letras compõe nosso dia dia, principalmente quando fala das roubadas em que alguem cego por supostas facilidades da vida acaba se metendo. A formação continua a mesma de quinze anos atrás: Oneide (vocais), Joca (guitarra), Paulo (baixo) e Guilherme (bateria).

Por mais que não lancem nada de novo, para suas canções ainda vale a máxima de que "clássico é clássico e viceversa". Não teve uma música que o povo não cantou uníssono. Afinal, não de tratava de um compêndio de hinos engraçadinhos, mas de pedaços cruciais da vida de cada um dos presentes. Entre mortos e feridos, e covers incidentais de Xuxa, Balão Mágico e Popozudas, tudoS se salvavam....

Show terminado e eis que ocorre uma bela confraternização entre velhos amigos, regada a muita cerva Diabólica e conversas descontraídas que nos põem a entender na prática que o tempo é apenas relativo ....




 
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