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Sábado, 28 de Dezembro de 2013 (23:06:15)

 

Os 20 discos de 2013 para Marcelo Shaw





OS 20 DISCOS DE 2013 PARA MARCELO SHAW

Por Marcelo Shaw

 

20- The National - Trouble Will Find Me

O National caiu na armadilha de ficar confortável demais em sua personalidade. Trouble Will Find Me é um disco típico da banda, tão típico que por vezes parece uma compilação de sobras dos trabalhos anteriores. Em Annie Hall, o Woody Allen compara seu relacionamento estagnado com um tubarão morto, já que o pobrezinho precisa se mover para frente ou morre antes de cumprir sua gloriosa missão de matar todos os surfistas do mundo. O Trouble Will Find Me é um tubarão morto, mas é um tubarão que morreu de pantufa no ar condicionado jogando Super Mario. Funciona porque o National pode ficar confortável, eles existem em um plano com seu próprio senso de gravidade, suas próprias leis, seu próprio tempo. Há um charme impenetrável nessas músicas tristes para amantes que não curtem tomar banho. Então não importa quantas vezes o Matt Berninger cante no barítono mais macio do mundo o quão merda sua vida é, eu ainda vou estar lá para escutar.


19- These New Puritans - Field of Reeds

Eu estava sentado no ponto de ônibus perdido no piano da “Fragment Two” quando uma mulher perguntou onde era polícia porque tinham invadido a casa dela e instalado câmeras por tudo. “Eu sei que eles estão observando tudo, eles controlam tudo, minhas senhas, minha agenda, eles conseguem até ver se meus sonhos são coloridos” – disse antes de sumir na escuridão da noite que já tinha o aroma irresistível de Kaiser. Não sei porque esse contexto fez tanto sentido com o Fields of Reeds, mas dali em diante sua versão hot pocket de Univers Zero ou Art Zoyd sempre me fez prestar atenção em quem presta atenção em mim. Vida intensa moçada! Comecei a ficar consciente demais sobre estar consciente demais e rapidamente mudei a música, começou a tocar Journey e até então eu não parei de acreditar!


18- Rhye – Woman

Não existe algum gênero mais espetacularmente parodiável do que R&B. “I’m a fool for your belly”, canta Mike Milosh logo aos 38 segundos de Woman só para garantir que é hora de dançar juntinho. Uma vez meu irmão usou meu computador para baixar Charlie Brown Jr. e tinha um troço chamado “Ela Gosta é de Barriga” e eu só consigo imaginar o Chorão cantando canções doces para enroscar o pézão em frente à lareira na lareira depois de tomar um château branaire-ducru. Quem sabe ele faça um 0800 para mandar uma versão swingada de “meu escritório é na praia”. Ah, assim como uma porrada de gente eu também achava que o Milosh era uma mulher cantando, o que acabou gerando uma certa ambiguidade sexual e deixando o disco ainda mais interessante. Na linha “Oh, make love to me one more time before you go away, why can’t you stay?” eu estava vencido. Se você ouviu o Kaputt do Destroyer e se perguntou “meu imagina se o Dan Bejar fosse uma mina mas na real não fosse não”, esse disco é total para você.


17- The Field - Cupid’s Head

A tentação de copiar e colar aqui meu parágrafo sobre o The National quase me domina. Assim como no caso do quinteto de Cincinnati, o Axel Willner também chegou em um ponto de sua carreira onde seu som é notório e ele não faz esforço algum para dar uma variada, mas sim para aperfeiçoar. Cupid’s Head é o disco mais amplo de 2013, com camadas de sintetizadores derretendo escapando para todos os lados. Típica definição de disco para se ouvir com fones de ouvido, seu minimalismo expansivo continua indo daqui para o sublime.


16- Earthless - From the Ages

Você chega no bar e rapidamente percebe que a noite acabou. Como? Poderia ser pelos sobreviventes de Chernobil que decidiram sair de casa hoje. Poderia ser pela estrutura de madeira que parece estranhamente insegura. Poderia ser pelo magrão de regata segurando um skate e fumando maconha escondido para não chamar atenção do segurança. Poderia ser pelo verdadeiro filme de terror que deve ter ocorrido no banheiro. Mas não! Você entra e dá de cara com uma banda de cabeludos tocando Deep Purple. Nada faz um cidadão de bem exalar um sincero “puta que pariu” do que uma visão dessas. O Earthless existe como um resgate de decência aos rapazes que por algum motivo misterioso se negam a cortar o cabelo. From the Ages é o som que o hard rock seria se não fosse num geral o gênero mais enfadonho da história do mundo e o Isaiah Mitchell toca guitarra melhor do que qualquer coisa que eu possa fazer na minha vida. E ele não tira fotos vestido de hippie em 2013! Puta que pariu!!!


15- Fuck Buttons - Slow Focus

O Fuck Buttons tem uma certa inabilidade para fazer um disco inteiro bom. Todos os seus trabalhos tem sempre momentos meio chatos ou outras partes que se prolongam por mais tempo do que deveriam. O Slow Focus total não é a exceção, mas ele mantém uma outra verdade sobre o duo inglês: quando eles acertam não há absolutamente nada que possa se comparar. Após “Surf Solar” e “Olympians” tocarem na abertura das olimpíadas de 2012 muitos poderiam achar que a banda relaxaria e aproveitaria as coisas lindas da vida. Não! O Slow Focus é barulhento, conturbado, agressivo e vai marretar sua cabeça durante toda sua duração. Mas sua violência é poética e vai te sugar para o seu mundo, mesmo que o preço seja qualquer senso de sociedade que você podia ter antes.


14- Julia Holter - Loud City Song

“Etéreo” é uma palavra que ficou um pouco descontextualizada com o passar dos anos. Basicamente todo mundo sabe o que significa, mas ainda assim lhe é atribuído um valor qualitativo onde não deveria haver. Eu posso chamar o Esquenta de etéreo, porque o ódio que a Regina Casé não é nem palpável, pode ser sentido sem nunca poder ser explicado. Ainda assim, o Loud City Song descontextualiza ainda mais o termo “etéreo”. Seu som fora desse mundo flutua em si mesmo, existe quase como ilusão, como um sonho que você não lembra muito bem, como um medo que parece ter vindo contigo de outra vida. Nada aqui parece imaginado, seu padrão de composição não segue qualquer forma de lógica, não consigo imaginar um outro ser humano sentando e criando tudo que há aqui. Ao criar uma peça que parece uma invenção de nosso próprio cérebro que nunca conseguiríamos inventar, Julia Holter redefiniu não só o sentido de “etéreo”, mas sim todo um dicionário de adjetivos.


13- Dirty Beaches - Drifters / Love Is The Devil

Mas você está sim no show da banda dos cabeludos! E agora eles estão tocando “Hey Joe”. Você se senta do lado de fora, espremido entre diversas pessoas que usam as mesmas roupas, e acende um cigarro. Ao ver a fumaça indo em direção à lua, sua cabeça finalmente abstrai e você chega quase a se convencer de que não, você não está gastando dinheiro para estar ali. Enquanto seu pesadelo lúcido se prolonga, o que passa pela sua cabeça deve ser assustadoramente parecido com o Drifters / Love Is The Devil. Disco duplo do tailandês demente Alex Zhang Hungtai, o trabalho mais recente do Dirty Beaches é um filme de terror metafísico, uma pílula de psicopatia. “What do you see about me?” é uma das poucas frases nítidas nesse oceano de arrependimentos e frustrações.


12- Oneohtrix Point Never - R Plus Seven

Após dois trabalhos que brincam com a memória, Daniel Lopatin começa seu novo disco com um órgão de igreja e um clima quase pastoral. Mas algo parece fora do lugar, há algo perturbador em sua paz. Aí quando você finalmente repara que deve ser por causa da “percussão” nervosa, sons furiosos começam a correr de um lado para o outro. Muita gente tem medo de demônios, mas ver alguma aparição de santo deve ser um troço assustador pra caralho também. Quando eu era pequeno eu morria de medo de ir mijar e encontrar Jesus Cristo no meio do caminho. O nome da música? “Boring Angel”. Assim que ela acaba o Oneohtrix Point Never volta ao seu modus operandi mais usual, com samples hiperativos e instrumentação desconfortável. Mas há ao longo de todo o R Plus Seven uma paz tensa, um sentimento divino no pior (e melhor) sentido imaginável.


11- Jon Hopkins – Immunity

Uma das sensações mais indescritíveis da minha vida foi ouvir “An Ending (Ascent)” do Brian Eno pela primeira vez. Como podia uma música que eu nunca tinha ouvido antes parece tão familiar, tão reconhecível? Eu me vi de olhos fechados a ouvindo e tendo a clara sensação de já ter feito exatamente isso tantas outras vezes. O mais aterrador é que há algumas músicas que geram esse efeito de nostalgia por algo desconhecido, isso deveria ser assustador se não fosse tão bonito. Jon Hopkins, músico britânico que trabalhou com o Eno em Small Craft on a Milk Sea, parece buscar justamente isso em sua carreira. Após o Diamond Mine, feito em parceria com o King Creosote, com suas canções de ninar tortas e meio apagadas por um tempo que não passou, seu próximo passo foi buscar fugir ainda mais de uma noção de consciência em Immunity. O nome da primeira música, “We Disappear”, resume perfeitamente tudo o que acontece aqui: uma meditação em um outro planeta onde não existe nada além do que você sente. Uma meditação que você já fez tantas vezes.


10- Kurt Vile - Wakin on a Pretty Daze

Agora você odeia cabeludos! Se pega em casa encarando fixamente o espelho com uma tesoura em mãos e repetindo para si mesmo “CABEÇA OMBRO JOELHO E PÉ É A PUTA QUE PARIU”. Você está quase cometendo homicídio amplamente qualificado quando lembra que existe o Kurt Vile. É impossível não gostar do Kurt Vile. Seu disco novo começa com uma instrumentação extremamente preguiçosa e ele sussurrando “living low, lackadaisically so” com a dor mais sincera possível, a dor mais humana: a vontade de não fazer nada sendo cruelmente negada por um mundo que te vicia em desenhos japoneses e video games e te faz então gastar mais dinheiro do que você imaginava. Mas não aqui! O Waking on a Pretty Dase existe em seu ritmo, seu chefe não te manda e-mail em nenhuma das 11 músicas e seu despertador permanece firmemente desligado.


9- My Bloody Valentine – MBV

Quando o Loveless foi lançado eu tinha 1 ano. Desde então meus dentes de leite caíram, eu quebrei o dedo de uma mão jogando futebol, parei de gostar de futebol, me apaixonei por video games e abandonei qualquer chance de ser legal, engordei e emagreci mais vezes do que eu consigo me lembrar porque eventualmente eu descobri os encantos da Nova Schin (apesar de eu me lembrar da Velha Schin também, da qual nunca cheguei a desfrutar), me formei no ensino médio mesmo jogando Pokémon diariamente nas aulas e num geral permaneci um membro semi funcional da sociedade. 22 anos depois cá estou falando sobre um disco novo do My Bloody Valentine e eu não consigo nem entender comigo mesmo o sentido dessa analogia que eu tentei fazer aqui. Mas o MBV permanece uma entidade, o Kevin Shields continua o melhor guitarrista do mundo e nenhuma outra banda de shoegaze que apareceu desde então (e olha que aparece uma em cada esquina) conseguiu sequer chegar perto.


8- Boards of Canada - Tomorrow's Harvest

O imediatismo da internet acaba gerando efeitos adversos inesperados. Olhe para o Boards of Canada, a banda em algum ponto aparentemente parou de existir como entidade musical e virou mito. Aposto que muita gente teria dificuldade de dizer se o Music Has the Right to Children foi lançado antes ou depois do Jurassic Park, mas ambos ocupam um mesmo espaço jurássico em nossa mente: os anos 90. Os longínquos anos 90. Talvez a notória reclusão dos irmãos Sandison ajude um pouco nisso, já que eles continuaram lançando excelentes discos nos anos 2000. No Tomorrow's Harvest eles abraçam de vez sua própria atemporalidade, lançando um disco que é difícil de localizar em qualquer noção de tempo e espaço. Algo como uma trilha sonora para um filme hipotético filmado em um deserto pós apocalíptico, ou um Mad Max hétero se preferir, o novo lançamento do duo escocês faz ressurgir e reafirma tudo que tornou o nome Boards of Canada como algo maior do que si próprio.


7- The Knife - Shaking The Habitual

Eu estava comendo um sanduíche de presunto quando assisti Begotten pela primeira vez e desde então não consigo não ter reações adversas ao flagrar um misto quente. A obra do Merhige não pode nem ser chamado de filme de terror, ele existe em um gênero próprio que se tivesse nome seria “filme de agonia”. Indo nos cantos obscuros da alma onde ninguém deveria poder ir, o Shaking The Habitual busca criar esse gênero também na música. Embora no Silent Shout já fosse apaixonantemente angustiante ouvir a Karin Dreijer Andersson se desdobrando em uma miríade de vozes, sua raiz ainda era compreensível. O Shaking The Habitual, no entanto, é simplesmente alienígena e não faz nenhuma busca de existir dentro de algum paradigma. Muito pelo contrário. Qualquer tentativa que você possa fazer de buscar um padrão no que você está ouvindo é então interrompida por uma obra que não se conforma com um ouvinte capaz de racionalização. Após espancar impiedosamente sua cabeça, o novo disco dos irmãos suecos não será esquecido. Cuidado pra não associar com nenhuma comida.


6- Baths - Obsidian

Obsidian, lançado apropriadamente com pouca fanfarra, é um disco frágil. Gravado após o Will Wiesenfeld se recuperar de uma grave doença (mas sem se isolar em uma cabana com um violão e voltar barbudão para ser citado ad aeternum pela rapazeada mais histérica nas redes sociais), o novo disco lançado por ele como Baths reflete em sua crueldade sobre a falta de gentileza existente. “Scared of how little I care for you” se segue com “And it is not a matter of if you need it, but it is only a matter of come and fuck me” e aí a obra poderia ser confundida com uma misoginia “anedonial” bastante clichê ultimamente. Mas é na voz do Wiesenfeld, na instrumentação esparsa e torta, nas linhas “I was never poetic and never kind” e “I have no eyes, I have no love, I have no hope” que dá para perceber a real natureza do Obsidian. Sua extrema fragilidade, melhor ilustrada pela voz serena e cansada com a qual todas as músicas são cantadas, parece tanta que seria capaz de interromper a própria música em qualquer instante. Isso não é tristeza, isso é não aguentar nem mais estar triste. “At the cold, the lifeless, the worsening souls” e a luz vai ficando cada vez mais longe no túnel.


5- Kanye West – Yeezus

Quem nunca foi numa padaria e ficou irritado com a demora para vir os croissants? Quem nunca ficou autista de tão bêbado ao ponto de bater no peito e dizer que essa putaria toda não consegue lidar contigo? Quem nunca pensou em metáforas sexualmente ofensivas e inacreditavelmente racistas envolvendo molho shoyo? Quem nunca enfiou sua Range Rover num Corolla? Quem nunca chamou seu próprio pinto de Shabba, o Jamaicano? Quem nunca agiu que nem o Bobby Boucher mesmo sem saber quem é esse porra? Quem nunca teve medo do Jerome que tá na sua casa, paúra ao ponto de te fazer olhar para sua própria boca (o que eu imagino ser impossível sem o auxílio de um espelho)? Quem nunca dirigiu enquanto o Baixinho matava? Quem nunca refletiu negativamente sobre o universo e a porra toda ao ver a outra pessoa mentindo na cara dura pro advogado? Quem nunca teve consciência de ser um lobo? Kanye West canta sobre o que todo mundo está pensando! Mas nada disso importa quando tudo soa num geral tão bem quanto soa aqui.


4- Darkside - Psychic

Para dois músicos que só começaram a tocar juntos há dois anos, Nicolas Jaar e Dave Harrington apresentam uma simbiose impressionante. O Psychic derrete demais para ter sido ensaiado, é estruturado demais para ter sido improvisado e não pode ser adjetivado tão simplesmente. Isso aqui é como um longo diálogo do Martin Scorcese misturado com o Michael Jackson perdido no parquinho da Havan e com 2001 de Kubrick assistido e interpretado por um lhama. As peças são longas, únicas e sem qualquer senso de estrutura capaz de proporcionar sequer uma dançadinha além de movimentos extremamente mongóis. O álbum mais fácil para se fazer metáforas merdas em 2013 e também a coisa mais original lançada no ano.


3- Arcade Fire – Reflektor

É impossível falar do Reflektor sem citar James Murphy ou tentar perceber alguma influência do LCD Soundsystem, ao mesmo passo que parece ser bem doloroso também falar dele sem citar que a banda o anunciou timidamente através do twitter como uma resposta para um fã. O que mais me encanta no Reflektor não é como ele já nasceu possibilitando uma quantidade incontável de clichês (porra, esse baixo é tão Michael Jackson! Isso é tecnobrega! Tem uma mangola na capa, eles não tão nem aí!), mas sim o como ele é o ponto ideal do amadurecimento do Arcade Fire. O Funeral é a raiva adolescente, o Neon Bible a prepotência dos anos de faculdade, o The Suburbs é o tédio da vida adulta e, finalmente, o Reflektor é a realização de que eles são uma banda e não uma pessoa, que eles não precisam amadurecer e que na real o canal é se render a farofice. Em um ano em que o ator do Velozes e Furiosos morreu por não se contentar em apenas ficar Furioso, o Arcade Fire não poderia querer continuar sendo uma banda conceitual. E não continuaram com muita força! Win Butler largou a porra toda, comprou um frango de televisão de cachorro, uma caixa de Itaipava, botou seu Rider e foi é pra praia cantar funk ostentação.


2- Danny Brown – Old

Envelhecer é uma merda. Suas costas começam a doer, mas você nunca para de rir de piada de pinto. Crescer, espiritualmente ou mentalmente, é um conceito abstrato demais. Como todo mundo que assistiu o Alexandre Frota participando de um quadro de perguntas e respostas no programa Sílvio Santos e soltando uns 30 “po Sílvio, sei lá!” muito bem sabe, é impossível de levar a vida a sério. Não tem como ter um crescimento espiritual num mundo onde o pessoal para tudo que está fazendo para postar no facebook sobre os benefícios de parar tudo que está fazendo para ler um livro. Nosso voyeurismo é tão insano que amar tornar público seu amor por livros se tornou algo infinitamente mais corriqueiro do que propriamente amar literatura. É que ler te torna gente grande, te torna maduro, te torna culto e isso é legal. Mas não te torna velho, porque ser velho é uma merda. Old é uma odisseia do Danny Brown pelos anos que passaram deixando apenas cicatrizes sem deixar qualquer forma de engrandecimento e é também o disco mais humano do ano.


1- Vampire Weekend - Modern Vampires of the City

Eu recentemente percebi uma certa incapacidade minha de escrever mais do que duas frases sem meter uma babaquice no meio. É sério, parece que surge naturalmente. Não digo nem que tento ser engraçado, mas é meio que minha única forma de me comunicar. Não aqui. Após uma lista difícil de montar pela qualidade de tantos discos lançados esse ano, aqui eu rendo qualquer justificativa em recurso estilístico pelas minhas gracinhas, aqui eu me rendo. Modern Vampires of the City é o melhor disco do ano e um dos melhores que eu já escutei na minha vida, realmente um salto imenso para uma banda que já funcionava no auge do mundo musical e se existe alguma coisa trouxa como “clássico instantâneo”, eu tenho certeza de que isso aqui seria basicamente a definição da expressão.



 
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