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discos: Thee Oh Sees, Floating Coffin
Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013 (22:09:37)



Em Floating Coffin, Thee Oh Sees comprova que seu garage-rock-psicodélico segue perfeito e irresistível






THEE OH SEES
Floating Coffin
(Castle Face)


Nota 10
 
Por Bruno Eduardo
 
É maravilhosamente impossível definir a difusão imposta por John Dwyer e seu Thee Oh Sees. Em seus mais de 15 álbuns, sempre houve derramamento criativo de uma química espessa entre o pop-folk e a psicodelia. Ano passado, porém, com o lançamento de Putrifiers II, a banda encontrou uma mistura concisa de todos os seus ingredientes – raspando o garage, e expondo as melodias em tom agridoce.
 
Floating Coffin não só mantém a proposta estendida do disco anterior, como remete às raízes do grupo logo na faixa de abertura – a alucinante "I Come From The Mountain". Neste mais recente trabalho, o Thee Oh Sees oscila entre os riffs ganchudos de Dwyer e os versos de teclado - que progridem em uma repetição seiscentista (uma ode a Bob Dylan). "Toe Cutter - Thumb Buster " nada mais é que um classic-rock feito para arenas [cujo vídeo clipe você confere abaixo]. Já o punk-ruidoso da faixa-título, acaba por pontuar a direção do disco. O garage-soul-esquizofrênico e dinâmico do TOS ganha progressões ambiciosas na doce melancolia de “No Spell” – com uma linha de baixo pulsante -, e no blues-rock-floydiano de “Strawberries 1+2”.



 

É interessante como a voz de Dawson se torna elemento fundamental para o anseio do grupo em abranger novos prismas - mesmo que por muitas vezes, seja complicado perceber as intenções de algumas letras, por conta de seu estilo de voz.  Um exemplo dessa funcionalidade ambígua é a belíssima “Minotaur” – que parece um ponto de fuga para o lo-fi desenfreado de Dwyer. No entanto, Floating Coffin chega a ser revelador, quando se posto como uma análise da carreira da banda. Embora estejam indissoluvelmente ligados ao garage rock, há ainda momentos clichês, como na forte influência de Black Sabbath em “Night Crawler”, ou no côro de “Tunnel Time”. Mas talvez por isso esse Floating Coffin seja tão bom.



 
Thee Oh Sees é um dos poucos grupos do gênero que passa a mensagem de um garage-rock não estreito. O que temos aqui são a fúria e emoção de criar algo subterrâneo (rock feito em porão mesmo!), mas sem a necessidade absoluta de saciar uma fome externa. Provavelmente, deve ser por isso que Dwyer e companhia estão distribuindo morangos e mordidas (presentes na capa do disco). Ah, e, sim! esse é o meu mais novo, e predileto disco do grupo.








 
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