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entrevistas: The Mullet Monster Mafia
Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013 (0:57:26)



Entrevista com uma das bandas mais legais de surf power music: The Mullet Monster Mafia








+ entrevista

THE MULLET MONSTER MAFIA

Por Flavio Loco Ferraz


(originalmente publicada em Loco A Go-Go )

Do interiorzão de São Paulo, mais exatamente de Piracicaba, vem uma das bandas mais legais de Surf Music ou Surf Power Music, como se auto rotulam: The Mullet Monster Mafia. Ed Lobo Lopez (guitarra), Emiliano Ramirez (batera) e Marcondez Verniz (baixo) já tem um EP de 4 sons: Power Surf Orchestra (2009) e Dogs Of The Sea (2011). Ambos foram lançados pelo selo próprio Orleone Recs. No Brasil agitaram tudo o que tem de direito... inclusive uma mega tour abrindo pro Agente Orange. Participaram de festivais de primeira linha como o Abril Pro Rock, Virada Cultural –SP, Psycho Carnival e e Red Foot Stomp. Além disso, já fizeram duas tours pela Europa, onde definitivamente a Surf Music é mais respeitada, alias acabaram de voltar da segunda, e é toda essa historia que arrancamos da banda e mais umas outras curiosidades básicas... Let´s Go.

Confira a entrevista com Emiliano (Batera) e Ed Lobo Lopez (Guitarra)


Piracicaba é famosa pelas suas Pamonhas, pelo seu peixe ali no Dezoitos Restaurante incrível a beira do Rio Piracicaba), mas nunca pensei que fosse ficar famosa pelo surf music... como brotou essa ideia? Quais as influencias de vocês e de onde vieram essas influencias??

Emiliano - É vero... As pamonhas são mais famosas que os peixes, mas os peixes são muuuuuito melhores que as pamonhas aqui. Hahahaha... Sobre a banda, a ideia surgiu de conversas com um grande amigo, o JC que tocava trompete na banda. A idéia de montar uma banda instrumental com fortes referencias pessoais foi muito atraente pra gente, porque não estávamos montando uma banda pra tocar um estilo cravado, abraçamos a idéia pelo fato de ter um mundo de possibilidades a nossa frente. A Surf Music nos deu a possibilidade de explorar todas as nossas influencias pessoais dentro do estilo, mesclando Metal, Punk, Ska, Indie e muito da própria Surf Music em nossas musicas. O melhor da Surf Music é o fato de ser um estilo ilimitado.

Ed Lobo Lopez - Tudo começou com o Emiliano e o JC, antigo trompetista. EU (Ed) tinha uma banda de ska com o JC e a gente tinha parado de tocar já há mais de um ano. Na verdade eu até já tinha desencanado de tocar com banda, aí o JC me apresentou o Emiliano e eles falaram que estavam a fim de montar uma banda de surf music. Pensei, nunca toquei surf music, seria massa tirar uns sons só pra curtir com os camaradas, num precisa nem decorar letra. Mas essa porra num vai dar nada né, vai ser só por curtição mesmo, pensava. Começamos tentando tirar o surf music básico, uns Ventures, Dick Dale, Surfaris. Mas a coisa tava difícil. O batera tocou metal e hard core a vida inteira eu já tinha tocado de tudo quanto é peso também, mas nunca surf music. Tava duro de encaixar, aí falamos, porra vamos fazer um som. Foi quando a gente criou Sinister People Secrets e descobriu o que a gente iria tocar dali pra frente.

De onde pintou esse nome, The Mullet Monster Mafia ?

Emiliano - Cara, essa é uma pergunta que nunca soubemos responder com clareza porque a gente num sabe memo... depois de definir que íamos montar a banda comecei a rabiscar algumas coisas no papel buscando um nome bacana, e acabou piando o Mullet Monster Mafia, que num é um nome fácil, mas é bacana porque possui palavras que podem ser compreendidas em diversas línguas e ainda nos da a possibilidade da abreviação, o que é sempre legal pra grafia.

Tocar rock aqui no Brasil já é osso, no interior, pior ainda...e pra culminar Surf Music!!! Como vocês conseguem tanto gás pra lutar e batalhar por um lugar ao sol, ops um lugar nos buracos undergrounds?? Vocês mantem a banda, o selo, correm atrás de shows e tour (inclusive gringa), agilizaram uns clipe...passem o segredo ai...porque tem muita banda precisando!!!

Emiliano - É difícil mesmo, mas acho que temos muito claro o que queremos pra gente. Nunca tivemos a pretensão; (nem temos) em ser uma banda "grande", assinar contratos com major ou algo assim. A gente é macaco véio, ja quebrou a cara demais e preferiu organizar as coisas de uma forma que fosse menos nocivo pra gente, porque temos família, filhos... Precisamos dividir nosso tempo, e cada segundo que dedicamos a banda tem de ser bem aproveitado, por isso cuidamos com extremo zêlo de cada passo, cada show. Optamos por cuidar de tudo, arte dos cartazes de shows, flyers, arte dos CDs, camisetas, gravação, agendamento etc... O mundo de hoje nos possibilita isso. A internet é uma ferramenta muito poderosa na divulgação e temos de usar isso. A gente vem da época das cartas, flyers xerocados, fanzines, então sabemos o quão importante é este canal hoje em dia... Nós montamos o nosso selo porque sabemos que podíamos fazer as coisas do nosso modo. Lançamos 2 discos por nós mesmos e ainda lançamos o segundo álbum dos nossos amigos do Hillbilly Rawhide. Nosso último disco foi lançado por um selo da Bélgica, a Drunkabilly Records porque temos a consciência que eles podem nos ajudar muito no continente europeu, mas ainda assim, tudo é feito a nossa maneira. Pedimos edição em vinil, vinil branco com CD encartado, CD com bônus e conseguimos tudo isso porque apesar do acordo com o selo para edição deste disco, nós cuidamos de tudo, e nós mesmos agendamos a tour pela Europa, que foi incrível. Os clipes nós sempre ganhamos de nossos amigos. Alguns deles nós nem sabíamos que tavam sendo feitos, mas também acredito que isto tem muito a ver com o fato dos nossos amigos se identificarem com a nossa proposta, meio que abraçam a gente como uma causa coletiva, algo que é importante pra todo mundo, até porque sem nossos amigos e nossa família ao nosso lado nada disso ia ter sentido.

Ed Lobo Lopez - O segredo é gostar do que se faz. Tomar uns não na cara e mandar outros não também faz parte. Você tem que saber o que você quer e ir caminhando de acordo com o que está ao alcance. Num adianta montar uma banda e achar que vai fazer tour na Europa daqui uns anos. A gente só conseguiu tour na gringa porque a gente tinha um lastro bem cuidado no Brasil. Não fizemos a banda pensando em tour ou onde a gente podia chegar, fizemos a banda pensando em música.

Quando foi a Primeira Tour pela Europa e como agilizar esse feito? Qual foi o saldo da viagem?

Emiliano - A primeira tour foi em outubro de 2011. Lançamos nosso segundo disco e Dogs of the Seas e fomos pra lá fazer 10 shows em 4 países ao lado do SURFING HENCHMEN da Dinamarca. Foi muito doido o processo de agendamento e acabou dando certo. Encontramos essa banda pelo Myspace e vimos que eles tinham uma proposta sonora parecida com a nossa, Surf porradão. Aí foi troca de mensagem, de material e definimos as datas da tour. Eu comecei a falar com alguns conhecidos e buscar shows nos clubes da Europa e eles fizeram o mesmo, ai foi natural. Encontramos-nos em Amsterdam e rodamos pela Holanda, Bélgica, França e Alemanha. Foi alucinante!!! O mais impressionante disso tudo foi poder realizar um sonho que sempre tivemos poder fazer uma tour na gringa, e na realidade foi melhor do que qualquer sonho que já tivemos.

Ed Lobo Lopez - A primeira tour foi em 2010. Como a gente diz aqui, foi feita na unha, com um inglês bem do sem vergonha. Entrando em contato com alguns camaradas de lá e enviando a nossa música para os pubs. Traçamos uma rota e mandamos nosso som pra tudo quanto é lugar que tinha pra tocar. Tentamos fazer uma tour curta pra saber como era, afinal nenhum de nós nunca tinha ido pra Europa antes e o inglês né, nossa senhora, daquele jeito todo estranho. Mas o saldo foi bem positivo. Fizemos muitos amigos que nos ajudaram muita nesta última tour. Fizemos o que propomos fazer, até porque tocamos na maioria dos bares que nos tocamos na primeira tour.

Foi tudo isso...que proporcionou a Segunda Tour? Dessa vez foram quantos países e quantos shows?

Emiliano - Esta segunda tour foi bem mais extensa. 24 shows em 30 dias, passando por 8 países. Foram mais de 11.000 km rodados e uma resposta surpreendente do público, que ficou comprovada pela reação e pela quantidade de merchandising que vendida. Foi incrível mesmo. Começamos na Holanda, fomos pra Alemanha, Bélgica, França, Suíça, Itália, Áustria, Republica Tcheca e voltamos pra Alemanha e Holanda no final.

Ed Lobo Lopez - Desta vez foram 23 shows em sete países: Holanda, Bélgica, França, Alemanha, República Tcheca, Itália e Suíça.

Como é o esquema, vocês levam seus instrumentos, alugam lá??? E o rolê, Vão de Van? Alugada ou brodagem...e por falar em brodagem tocaram com que bandas lá? Essas bandas se tornaram parceiras ou só o esquema de show e cada um pro seu lado?

Emiliano - Na primeira tour como fizemos todos os shows com o The Surfing Henchmen, da Dinamarca, nós dividimos os custos. Desta vez fizemos o giro praticamente sozinhos, e isso acabou sendo bem bacana, porque conseguimos fazer na Europa o mesmo esquema que fazemos aqui no Brasil, ou seja, tocar com bandas de diferentes estilos e nos mais distintos lugares... Desta feita a melhor maneira de fazer esta logística foi locar uma van com todo backline (batera, amplificadores de guitarra e baixo) e cair na estrada. Locamos a van por um preço bacana com um amigo nosso da Alemanha, e ele pilotou pra nói toda a tour. Levamos o que era pessoal. Pratos de bateria e caixa, guitarra e baixo. Tocamos com várias bandas e essa é sempre a parte mais legal; conhecer gente, trocar informações, experiências e poder traçar planos futuros, tanto na gringa como no Brasil. Na Holanda tocamos com o Tonomats (excelente banda de Surf Music classicão), e com o Del Toros (que talvez venham a Brasil em breve, tamo conversando). Na Alemanha e Bélgica nós tocamos com o Spellbound da Irlanda que divide o Split vinil com a gente, banda clássica de Psychobilly (28 anos de estrada). Na Suíça com uma banda de Crust, o Schäefer, banda boa demais... Na Itália foi no maior festival de Surf Music do mundo, ao lado dos mestres do Atlantics (Australia), Insect Surfers (Usa), Apemen (Holanda), Speeedball Jr (Belgica), e mais um monte de bandas bacanas... Em Padova dividimos o palco com uma das melhores bandas de punk'a'billy da atualidade (na minha opinião), o Green Moon Sparks. Fizemos alguns shows sozinhos e fechamos ao lado do The Surfing Henchmen, que tinha acabado no ano passado, e voltou só pra fazer umas datas conosco, puta honra...

Ed Lobo Lopez - A gente leva os instrumentos, o backline a gente aluga lá, pois os bares não tem. As bandas costumam tocar com seu próprio backline, por causa de timbragem esse tipo de coisa, o que faz o maior sentido. Mas todos os bares têm PA e um som nervoso para música ao vivo. Alugamos a van e o backline do mesmo mano, Dirk, um alemão. Com certeza a maioria das bandas que estão no circuito é brodagem, como Tonomats, Surfing Henchmen, Del Toros, ......and the Pussies, uma pá de banda boa e gente fina.

Outra parada cabeluda deve ser hospedagem e rango...dá um relato sobre isso pra gente!!!

Emiliano - Cara, fechamos todos os shows com hospedagem e rango. Às vezes dormíamos em lugares excelentes, outras em lugares não muito confortáveis, mas vai que vai... Por vezes ficávamos nos alojamentos de bandas que diversas casas de shows possuem, outras vezes na casa do pessoal das bandas e também em alguns lugares que parecia recém-saídos do programa Acumuladores que passa na TV... A comida também é trem duro, porque nós estamos muito bem acostumados no Brasil. Comemos muito e muito bem, lá dá pra sofrer um pouco... As vezes rola uns rangão, os amigos fazem umas paradas massa, como rolou na Austria e Strassbourg que a negada fez arroz e carne pra gente, ou na Republica Tcheca, que tacamo 1 kg de lombo de porco frito a milanesa pra barriga, mas isso é excessão... Normalmente a gente perde umas grama mai compensa na cerveja...

Ed Lobo Lopez - Hospedagem ou é em hostel, que é mais barato que hotel ou é no próprio lugar em que se toca. Vários lugares têm quartos reservados para os músicos. O que pra banda é melhor, pois não precisa ficar se deslocando toda hora. O rango é cabuloso mesmo pra nós, num tem arroz feijão né e a parada dos caras é tudo sem sal, mas os chocolates são demais, vixe.

Conheço algumas bandas punks que já estiveram na Europa e fizeram um circuito de Squats, foi o mesmo pra vocês??? Quais os melhores picos pra tocar ??? E como estava o publico de vocês, casa cheia toda noite, dava pra levantar um troco?


Emiliano -
Cara, tocamos em Squats, pubs pequenos, casas de shows e festivais, rolou de tudo, e o mais bacana sempre era o público. Lá, fazendo um giro deste você acaba percebendo o quão equivocados estamos em diversos aspectos. Tocamos num squat podreira e tava cheio de gente "normal" saca? Minininha de vestido, arrumadinha e tudo, num tem esse preconceito que tem muito por aqui, tipo "num me misturo", "sou melhor que você" saca? Isso é massa porque agrega, soma, e ajuda a roda a girar, e penso eu, que pras bandas no geral isso é ótimo. Sempre digo que o maior desafio de uma banda é tocar fora de sua "casa", sair do seu bairro, conquistar novos públicos do zero, e este tipo de atitude na Europa contribui em muito pra isso... Nós fizemos 24 shows e como viajamos com nosso próprio backline posso dizer que todos os shows foram excelentes. Tem show que tá bombado, tem show que tem pouca gente (tipo de segunda, terça feira), mas no geral compensa demais. Ganhar dinheiro num ganha não. Zerar as contas é vitória, porque o custo é alto, mas pra quem tem isso no sangue, que cresceu com isso, é ALUCINANTE!!! Se pudesse faria isso com mais frequência...


Ed Lobo Lopez -
Tocamos em um squat na Suíça. Pra mim um dos melhores shows. Lotado, rapaziada gente boa, mulher bonita e uma bagunça danada. Num tinha preço fixo na portaria, cada um dava o quanto queria e mesmo assim eles levantaram uma grana muito boa pra pagar a banda, mais que o combinado na verdade. Pra tocar o melhor país creio que seja a Holanda. A gente tocou até de segunda-feira, então de fim de semana era sempre cheio, as segundas depende do lugar, mas sempre tinha uma galerinha boa.

Qual a diferença do publico brasileiro e do gringo? As tribos lá se misturam???

Emiliano - Na gringa eles estão acostumados com um circuito intenso de shows, bandas de todas as partes do mundo passam frequentemente por diversas cidades de vários países, isso naturalmente aumenta o nível de exigência, o que é sempre bom para as bandas de locais como a América do Sul, porque acaba funcionando como uma prova de fogo. Mas aqui nós somos mais calorosos.

Ed Lobo Lopez - A gente tocou em vários lugares diferentes, alguns redutos de rock, outros bares de música ao vivo. No nosso caso, a surf music abrange muita gente, desde os punks, bangers até os mais velhos, que curtem o surf tradicional, então era uma mistureba de gente.


Falando em publico, imagino que a primeira tour tenha conquistado uma galera, mas agora vocês tão com uma gravadora na gringa A Drunkabilly que você comentou mais acima...como isso rolou, vocês correram atrás ou o brilho do TMMM levou a Drunkabilly a correr atrás de vocês?? Agora o que o povo quer saber...esse bom-bocado chega por aqui? Caso sim, como se faz pra consegui-lo??

Emiliano - Isso é muito doido, porque as bandas do cast da Drunkabilly foram as principais referências no começo do Mullet. Além dos clássicos obrigatórios da Surf Music, ouvimos muito O'Haras, Fifty Foot Combo, Speedball Jr, Andrew Surfers e outras bandas que lançaram seu álbuns pelo selo. Lançar um disco em vinil colorido (branco), ao lado de uma das principais bandas de Psychobilly do Mundo pela Drunkabilly Records é atingir um objetivo que víamos a larga distancia quando começamos. Esta oportunidade surgiu quando trouxemos o Spellbound ao Brasil e pintou a ideia de fazermos algo juntos na Europa, porque a vibração foi muito boa. A princípio seriam alguns shows, e depois a coisa caminhou para o disco quando a Drunkabilly se interessou pelo nosso material. O Christopher (da gravadora) já conhecia o Mullet pelo nosso corre, e quando ele soube dos planos destes shows conjuntos na Europa fez a proposta pra gente. Com sempre fizemos todo nosso corre sozinhos, tem sido "novo" ter algum suporte do selo, que fez publicidade em algumas revistas da gringa e nos ajudou muito nesta tour, fazendo nosso merchandising e organizando um dos shows na Bélgica.

Imagino que deve rolar umas festas lá depois das gigs, é isso mesmo? Deve ter umas histórias insanas, manda uma ou duas ai pra galera!!


Emiliano -
Nó... Isso ai acaba destruindo as famílias cara... Hahaha... Sempre rola umas bagunça pós show. Bebedeira, farra, risada que num acaba. Na Suíça no Squat fi alucinante, porque tocou a gente, a banda Crust e depois rolou uma festa que parecia coisa de filme... Sonzeira rolando, cerveja a vontade, cana, cigarrinho de artista... Tava tudo certo até rolar Sex and Violence do Exploited, aí a negada pirou memo, começou a quebrar tudo, cadeira, mesa, espelho, era coisa vuando pra tudo lado... Garrafa, pneu, azolivre... Durou uns 10 minuto o terremoto. Só de lembrar já lembro da caderada que tomei no lombo, hahaha... Dali saímos varado pra tocar no maior festival de surf do mundo, o Surfe Joe Summer Festival em Livorno, na Itália, foram os 300 Km mais longos da min ha vida, nói tava quaiado na cana né... Mai valeu a pena demais.


Surf music é um som bem mais complexo do que os três acordes do punk rock... qual a formação musical de vocês?


Emiliano -
Então, o legal da surf music é isso. Pode ser feita com 3 acordes como o punk rock, pode ser complexo pra diabo, ou pode simplesmente ser do seu jeito, que é o que fazemos. Eu sempre ouvi Metal, Hc, Psychobilly pra caraio... O Ed lobo, nosso guita, vem da cena alternativa dos anos '90, pira em Pixies, Sonic Youth, Dinssaur Jr, mas tem o berço no thrash metal. O Verniz que toca baixo é talhado no Punk Rock; então acabamos misturando um pouco disso tudo no som do Mullet. No começo nos batizamos de power surf music pra já alertar a negada que nói gosta, respeita pra caraio, mas num toca no naipe do Ventures, Shadows, nossa pegada era mais power memo. Com o tempo começaram a nos rotular de várias maneiras, surf thrash, surf punk, speed latino surf, surf metal, Surf Core... Nói adora né cara, porque no fundo acho que tá todo mundo certo. Atualmente nói fala que somo SURF THRASH LENHA!

Quais seus anseios e planos pro futuro??

Emiliano - Pô, cara, continuar tocando, se divertindo, acho que este é o plano. Como falei lá em cima a gente num quer ganhar grana com isso não. Queremos nos encontrar, tomar cerveja junto, dar risada e fazer a música que estamos a fim de fazer, sem perder muita grana, se divertindo com isso. A gente sabe que quando entra muita grana na jogada voa lama pra tudo lado. Quem vai mandar é o cara da moeda e nós não estamos nem um pouco a fim de melar algo que fazemos com integridade, pureza. O Mullet Monster Mafia é algo puro pra gente, uma parada que funciona como válvula de escape, como catalisador de boas energias pra realizar nossos sonhos, algo que mantém a gente vivo, pronto pro embate do dia a dia.

https://www.facebook.com/pages/The-Mullet-Monster-Mafia/165408520159700






 

+ discos

The Mullet Monster Mafia – Power Surf Orchestra (Orleone Records – 2009primeiro Cd do MMM)

Um vinhetinha e dá-lhe seis sons… Zuncando como opalões sem freio descendo a Anchieta.* Só instrumentais... da melhor qualidade.  Guitarras sempre nervosas exatamente como um mar revolto e pra atenuar um trompete que parece vai iluminando o caminho do som em rebeldia. Simplesmente lindo! Interessante que é um instrumental que não enjoa, que é uma coisa que mata muita banda por ai... e o MMM consegue tirar isso de letra, os riffs são sempre tensos e baixo e batera fazem um base nervosona. Empolga demais!! O som só dá um folego em Freshwater... mas nem por isso a qualidade cai. Um disco soberbo pra se escutar varias e varias vezes sem cansar!!
* (estrada que liga São Paulo a Santos (litoral) e é cheia de curvas)

The Mullet Monster Mafia – Dogs of The Seas (Orleone Records – 2011)

Nesse segundo trabalho encontramos a banda mais madura e como sempre demonstrando uma qualidade acima do normal. Pra quem escutou o primeiro disco e duvidava de um novo trabalho em alto nivel, quebrou a cara, pois o disco é foda também !!  O CD começa com um surfão clássico, estilão Dick Dale, lindo... na sequencia um som “a lá Western” tão bom quanto o surf clássico. É impressionante como o trompete da uma guia pro som do Mullets, e em Surf No Limits... o sopro chega a emocionar. Ele tira o peso da musica sem deixar ela caída. Acaba a sétima musica e você fica com aquela sensação de quero mais, mais um álbum brilhante pra discografia do Mullets Monster Mafia.

The Mullet Monster Mafia vs. Spellbound – Clash of The Irresistible (Drunkabilly Records – 2013) em LP com CD
Oh Boy... dá até tesão pegar um trabalho bem feito assim... pra começar o vinyl é branquinho.. lindo.. e pra agilizar a vida do caboclo, junto vem um CD com encarte completinho tem até um som bônus de cada banda... assim você só escuta o vinyl em ocasiões especiais.  Mas nem tudo esta tranquilo no mar do Mullet Monster Mafia, pois uma das minhas peças prediletas saiu da banda... O Trompete!! Será que isso vai abalar os som dos caras??? Bem antes de chegar nisso vamos falar do Spellbound a banda de Psychobilly que divide o disco com o MMM e justamente pra disparar esse split MMM e Spellbound fizeram alguns shows juntos na tour europeia dos Mullets.
O Spellbound trás um psycho clássico na verdade mais pro rockabilly que pro psycho... num é nada podre ou tosco, como o estilo costuma ser, o que acabou por me fazer curtir mais a banda, pois fazer um psycho sujão, tá meio complicado, escuto um monte de banda tentando e se perdendo, principalmente no referente a vocais, coisa que não rola com o Spellbound, que tem um vocal mais limpo e muito claro. O som é bom, nada do outro mundo mas bem interessante, destaque pra simpática versão de “Devil in Disguise”.
Agora sim... Mullet Monster Mafia... A primeira musica é Sands of Little England e vamos lá... Sim algo mudou. O som está diferente, mas continua ótimo! Tá mais pegado, mais forte e rápido, bastante energético. A banda sempre teve um som parrudo, mas agora isso se agiganta, o sopro suavizava e agora mesmo quando são mais lentos se percebe uma musica mais robusta. Boas partes das melodias remetem a coisas “épicas”: ondas gigantes, mar revolto, grandes batalhas, nessa linha. Acho que isso tudo fica claro no cover da banda: Holiday in Cambodia do Dead Kennedys e na faixa seguinte: SURFTRASHLENHA, que é como a banda autodenomina seu novo estilo de som!!!
Flavio Loco Ferraz







 


 
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