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entrevistas: King Khan
Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013 (18:47:08)

 

Punk psicodélico dos anos 60, R&B old school, funk de Nova Orleans dos anos 60 e um pouco da loucura do Sun Ra




 


+ entrevista 

KING KHAN 


Por Rich Tupica

richtupica@hotmail.com / http://turnit-down.blogspot.com.br/


King Khan é uma figura excêntrica na cena garage-punk há mais de uma década. Embora tenha notoriedade por seus shows loucos (e frequentemente sem roupa), ele tem um catálogo de gravações que prova ser mais do que um showman. Khan, que nasceu no Canadá, iniciou sua carreira musical ao lado de seu amigo Mark “BBQ” Sultan, como integrante de uma das maiores bandas garage de Montreal, o The Spaceshits, que misturava punk e o verdadeiro rock’n’roll. Desde então, ele expandiu seu som, saindo em turnê tanto com King Khan & BBQ Show quanto com o soul psicodélico do King Khan & The Shrines.

The Shrines está atualmente na estrada e trabalhando em um novo material. Khan descreve o trabalho como uma "mistura de punk psicodélico dos anos 60, R&B old school, funk de Nova Orleans dos anos 60 e um pouco da loucura do Sun Ra," disse. "Geralmente gosto de descrevê-lo como um monstro de animação japonesa destruindo coisas com oito cretinos."

Para saber mais sobre o contrato recente de Khan com a Vice Records, sobre o novo álbum com o BBQ e sobre seus conhecimentos em voodoo, deem uma olhada na entrevista abaixo:


Ouvi dizer que você cresceu em uma família musical. Você pode falar sobre isso?

Bem, aparentemente meu bisavô tocava cítara mas não teve muito sucesso e se viciou em ópio. Meu pai também tentou tocar cítara quando eu era criança e, na verdade, destruiu uma. Sem brincadeira! Ele tinha um temperamento difícil. Pobre cítara. Pobre de mim. Eu e meus irmãos mais novos começamos a tocar instrumentos quando éramos bem jovens - eu tinha uns 12 anos. Na verdade, nós temos gravado músicas nos últimos oito anos. Minha irmã toca piano no Del Gators – mas está ocupada agora fazendo filhos - e seu projeto solo chama-se Cocobeurre. Meu irmão tem um lance tipo Lou Reed e Mississippi John Hurt. Espero lançar o Best of Moon Studios esse ano, pois tem um monte de coisas deles.


Soube que você se interessa por voodoo. Como isso aconteceu?

Lembro de minha avó me contando, quando eu era criança, histórias sobre bruxas indígenas que podiam roubar sua alma com uma coruja. Desde então, fiquei bem interessado nisso. O primeiro lance voodoo começou a acontecer quando eu e minha esposa compramos umas velas Chango. Nós compramos porque elas tinham um cheiro bom e tinham umas figuram bem legais - a gente não fazia ideia de onde estávamos nos metendo. Então minha esposa começou a acender essas velas sempre que eu viajava. Essa é uma tradição das mulheres dos marinheiros alemães, toda vez que eles partiam. Depois de um tempo, nós começamos a percebem que coisas ruins aconteciam se não acendíamos as velas. Bem, eu basicamente deixei o espírito de Chango entrar na minha vida e fiquei mais atento aos sinais e ao “hocus pocus”.  


Você já praticou realmente o voodoo?

Quando eu e o BBQ fomos ao Brasil, tivemos um grande aprendizado. Estava nessa aventura onde me vestiria como o demônio e jogaria tarô esperando ser a voz dele. Fui até uma enorme igreja voodoo e eles me disseram que isso era muito perigoso, mas se algo de ruim acontecesse, eu poderia ser purificado ali. Então fiz e foi divertido e assustador. Toda vez que tirava as cartas para alguém, aparecia a carta do Diabo, toda vez! Eu e o Cole, do Black Lips, costumávamos jogar isso - quando você espalha as cartas e tenta encontrar o Diabo. A primeira turnê que fizemos juntos, no sul, ele conseguiu tirar a carta do Diabo todas as manhãs, na primeira tentativa – ele é um cara bem mágico. A viagem pelo Brasil foi maravilhosa. Esperava ficar bem assustado e ver algum demônio negro, mas ao invés disso fomos acampar numa mata e nos machucamos no jardim do Dr. Mengele. Então, de alguma forma, encontrei o esconderijo do demônio - ele era branco, alemão e morto há muito tempo, graças a Deus.  


Como é viajar com o Shrines?

Isso faz da minha vida uma montanha russa interminável, mas enquanto eu tocar – eu vivo a vida que amo e amo a vida que vivo. Sustento minha família com a música e tenho muito orgulho disso. As turnês constantes podem ser dolorosas às vezes, mas é a única coisa que quero fazer. A melhor parte é, obviamente, fazer shows intensos, ver as pessoas ficarem frenéticas e me juntar a elas. Na verdade, melhor do que isso é o sentimento de voltar para casa e ver minhas meninas surtando quando eu abro a porta. A pior parte é ficar sentado na estrada e comida que não foi feita com amor.


Qual foi a primeira banda que você já tocou? Qual o estilo de música?

Minha primeira banda se chamava The Krishnas e eu me vestia de índia ... eu tinha uns 12 anos. Meu melhor amigo da infância ia lá para casa com seu irmão menor e nós fizemos um filme bem constrangedor sobre isso. Nós tocamos nossa "Indian music" com uma cítara, tablas e um harmônio. Era mais uma comédia musical do que uma banda. O mais engraçado é meu colega que estava na banda que agora cria brinquedos adultos. Ele tem um  vibrador revolucionário que irá abrir os portões para a próxima grande revolução sexual, mas infelizmente não posso divulgar mais informações sobre o assunto. Minha primeira banda real foi com o Danny, do Spaceshits (CPC Gangbangs, Del Gators). Nós fizemos o jardim de infância juntos e começamos a tocar com uns 17 anos. Chamava-se Maury Povitch 3 e fazíamos um tipo de indie rock – coisas punk. Então, fui para o Spaceshits e minha vida foi salva pelo rock ‘n’ roll.


Por que você saiu do Canadá?

Apaixonei-me, tive filhos e comecei uma nova vida na Alemanha. 


Como é viver na Alemanha? Como é a vibração?

As pessoas são maravilhosas e têm a mente aberta. A cerveja é incrível e abundante e o cachorro-quente foi inventado aqui, eu acho. Quantos prós a mais você pode dar para um país? Também gosto de dizer que me tornei pai na Fatherland (referência ao livro de Robert Harris, que se passa na Alemanha de 1964).


Com que frequencia você compõe? O que inspira sua música?

A inspiração vem em insights, como a maioria das coisas maravilhosas da vida. Sou preguiçoso, então nunca consigo sentar realmente e escrever coisas – ela geralmente começa com uma sensação e depois flui!


O que seus filhos acham da sua música?

Tenho duas filhas e elas amam. “Teenage Feotus” é a música preferida da Saba Lou. A favorita da Bella é “Why Don't You Lie.” Saba Lou acabou de lançar seu primeiro single via Die Slaughterhaus Records. Elas me deixam certos de que o futuro será bom para o rock ‘n’ roll.


Qual foi seu momento de mais orgulho como músico?

Tiveram muitos, entre os melhores eu diria tocar em São Paulo e ver minha amiga chupando o namorado no palco enquanto eu e BBQ tocávamos; curtir com a Sun Ra Arkestra no quarto de hotel durante três noites  - eles me deixaram dormir no sofá; gravar  “Let It Bloom”, do Black Lips, na minha sala e basicamente toda vez que gravo uma música com minha família. 


Agora que você está na Vice Records, quais são as novidades para você e o The Shrines? Já tem algum plano com a gravadora?

Já que nenhum álbum do The Shrines foi lançado oficialmente nos EUA, nós fizemos a compilação Supreme Genius. O próximo álbum também sairá pela Vice Records. Os planos não mudaram desde que começamos – nós somente planejamos a dominação do mundo.


Tirando a música, quais são seus hobbies?

Preguiça, pintura, tirar melecas, ser a fada do dente, cozinhar, comer, fazer amor, comer molho apimentado até doer.


Você e o BBQ vão lançar outros álbuns do King Khan & BBQ? Algum plano para o futuro próximo?

Nós acabamos de gravar sete músicas no Moon Studios, aqui em Berlin, e terminaremos o resto das músicas em Montreal neste verão – então acho que no início da ano que vem nós devemos gravar um novo álbum. Com o The Shrines o processo é um pouco mais longo, mas acho que em algum momento no ano que vem deve sair um novo disco.


No que mais você trabalha atualmente?

Além de trabalhar meus abdominais, estou preparando uma invasão do The Shrines nos EUA em julho. Também gravei algumas músicas novas aqui com minhas filhas. O verão finalmente chegou e é hora de fazer uma viagem.


King Khan recomenda três álbuns:

MF Doom - MM..Food? (Rhymesayers)

The Instant & Minit Story - Various (Charly)

Ethiopian Modern Instrumental Hits LP - Various, (L arome Productions)


King Khan & the Shrines

http://www.myspace.com/kingkhantheshrines

KK & BBQ Show

http://www.myspace.com/thekingkhanbbqshow

Haramazda

http://www.myspace.com/haramzada

Cocobeurre

www.myspace.com/cocobeurre (irmã de Khan)

Moon Studios -Berlin

http://www.myspace.com/moonstudiosberlin






 
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