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entrevistas: grindhouse hotel
Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013 (18:26:18)


Som pesadão e vocal ora rasgado ora gutural; guitarras fuzztone e bigmuffin – confira a entrevista com o Grindhouse Hotel






 + entrevista

GRINDHOUSE HOTEL

Por Max Merege


Som pesadão e vocal ora rasgado ora gutural; cozinha bem marcada por batera seca à la Helmet mais um baixo com precisão nuclear; tudo isso temperado com guitarras mergulhadas na mais pura distorção clássica de fuzztone e bigmuffin. Confira a entrevista com o batera da GHH, Gustavo Cardoso:


Como é fazer um compacto com a potência de um full-lenght?

Ah, foi bem fácil na verdade, hehehehehehe!! Brincadeiras a parte, foi um disco feito sem essa pretensão, ou não. Como seriam apenas duas músicas, optamos por escolher as músicas mais recentes e que, na nossa cabeça, eram as melhores pra expressar aquele momento da banda.


É comum ouvirmos que o GHH é uma banda stoner, mas o som desmente isso, mostrando que a banda vai muito alem dessa rotulação simplória. Vocês se consideram stoner?

Na verdade, somos apenas uma banda de rock and roll. Mas, as pessoas tem essa necessidade de rotular tudo e acabaram nos "encaixando" no stoner, o que pra gente foi muito legal pois escutamos muitas bandas e gostamos muito do estilo. É uma cena particularmente nova no Brasil e é muito bom poder fazer parte e ser abraçado por ela.


Como foi o processo de criação do disco? Vocês já tinham essas músicas prontas ou as compuseram especialmente para o EP?

Sim, as músicas já estavam prontas. Escolhemos três delas, ensaiamos bastante e fizemos uma demo de pré-produção. Depois, foi só gravar. Porém, depois de tudo pronto, foi que vimos que todas as músicas tinham mais do que cinco minutos e, infelizmente, somente duas iriam pro vinil. A terceira música, Red Pill, será lançada agora em junho, juntamente com um web clipe.


Quanto tempo demoraram para gravar e mixar as faixas?

Acho que tudo levou, mais ou menos, umas tres semanas, devido a nossa rotina de trabalho fora da banda. Cada um ia gravar num horário e num dia diferente.


Foi tudo tranquilo, numa sentada só, ou precisaram de vários takes até ficar no jeito?

O processo todo foi bem rápido, na verdade! Fizemos poucos takes. Foi mais aquela "passada" pra dar uma aquecida e depois mandamos ver. Eu, por exemplo, fiz apenas dois takes de cada bateria. Como acabamos fazendo um som mais direto, sem muitos instrumentos adicionais e coisas do gênero, não tinha muito o que ficar enrolando, hehehehe!!!


Há quanto vocês estão juntos?

A banda já existe há tres anos, mais ou menos. Porém, a formação atual, com o Roger Marx no baixo, existe há um ano e meio.


De onde surgiu o nome Grindhouse Hotel?

Pergunta complicada. Fizemos o primeiro show com o nome de "The Wild Adults", no extinto CB Bar, aqui em SP. Logo depois do show, rolou uma crise de identidade e bateu uma dúvida sobre o nome. Depois de um "quase eterno" brainstorm, o Luiz, nosso guitarrista, veio com essa idéia. O nome foi inspirado em filmes de terror, principalmente em filmes B. Mas, foi apenas um nome que ele sugeriu e todos acharam legal, não tem nenhuma explicação além disso.


Nessa corrida da divulgação, vocês já devem ter ido a muitos cantos interessantes. Dentre as bandas que dividiram o palco com a GHH, quais as que mais chamaram a atenção de vocês?

Sim, já tocamos em vários lugares desde livraria, casas de shows de rock, casa de shows de hardcore, tocamos na Casa Fora do Eixo, que foi uma experiência bem interessante pelo tipo de evento e pela participação do público em geral. Dentre as bandas que tocamos, além do Red Fang (que fizemos a abertura do show deles aqui em SP) , com certeza a banda que mais chamou a minha e porque não dizer a nossa atenção, foi o Hellbenders, de Goiânia. Os caras são músicos extremamente competentes e fazem um stoner bem diferente de tudo o que estamos acostumados a ver por aí. Vale e muito a pena conferir o som dos moleques!


Em qual lugar vocês mais gostariam de tocar?

Pergunta complicada essa. Acho que, no momento, queremos poder fazer um circuito de festivais. Ano passado, tocamos no Goiânia Noise e foi muito bom pra gente, deu uma repercussão muito foda. Queremos tocar de novo esse ano, hehehehehe. Na verdade, não tem um lugar especial, queremos mesmo é tocar bastante e divulgar nosso trabalho.


O que vocês mais têm ouvido ultimamente?

Acho que, no momento, estamos ouvindo stoner de maneira geral. Gosto muito de conhecer novas bandas do gênero e ir descobrindo as bandas que essas bandas escutam e por aí vai. Fora isso, estou ouvindo muito Queens of The Stone Age, Alice in Chains, Sleep, Nightstalker (que é uma banda de stoner da Grécia), Hellbenders e algumas outras bandas nacionais, não necessariamente de rock!!!


 

+ resenha

GRINDHOUSE HOTEL

(Monstro)

Nota 8


Tudo o que deveria constar em um full-lenght, encontra-se devidamente concentrado nos dois lados desta bela bolachinha: de um lado temos "Chosen One", e do outro "Monkey Rule". Neste epê somos agraciados com uma pauleira pra lá de competente. Soaria até de certa forma ofensivo rotulá-los de stoner ou seja lá do que for, pois trata-se de um encontro dos primórdios da pauleira (Blue Cheer, Grand Funk Railroad, MC5 etc) com os requintes da experimentação krautrock (Neu!, Can, Faust...). Som pesadão e vocal ora rasgado ora gutural; cozinha bem marcada por batera seca à la Helmet mais um baixo com precisão nuclear; tudo isso temperado com guitarras mergulhadas na mais pura distorção clássica de fuzztone e bigmuffin. Vale uma(s)boa(s) conferida(s)! (Max Merege)



 
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