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entrevistas: The Offspring
Sábado, 31 de Agosto de 2013 (2:41:03)



Em entrevista a PRP, o Offspring abriu o jogo sobre disco novo, 20 anos de Smash, possível volta à Epitaph, e claro, o show do Rock in Rio






+ entrevista

THE OFFSPRING
De volta aos 30 anos

Por Bruno Eduardo

Em 1994 o punk chegou às lojas numa linguagem mais abrangente - mais engajada para o mercado atual (e sedento!). Tal estilo musical foi definido como “punk rock melódico”, tendo o Offspring como um dos grandes responsáveis por essa safra. De quebra, o grupo passou de banda independente (título esse, que eles carregavam há uma década) a um dos grupos mais rentáveis do rock americano. Smash, lançado naquele ano, marcou uma geração que trazia nomes como Green Day, Pennywise, Rancid e NOFX. Atualmente o grupo planeja uma turnê comemorativa dos trinta anos de estrada e está prestes a se apresentar no palco do Rock in Rio (dia 14 de setembro). Abaixo, você confere uma exclusiva do Offspring, que o guitarrista da banda, Noodles, concedeu ao Portal Rock Press, por telefone.
 
 
Noodles, primeiro nos conte o segredo da banda estar ainda na estrada com sua formação quase original por praticamente três décadas.


Tocar sempre foi uma paixão em comum para nós. No início, era uma forma aberta de diversão. Juntávamo-nos apenas pelo simples prazer de tocar, de fazer algo de que amávamos. Nos primeiros dez anos, inclusive, era o que nós fazíamos nas férias de verão. Nós amávamos isso! E quando Smash saiu isso passou a ser o que nos sustentava, o que fazíamos pra viver. Não sei o porquê, as pessoas amaram as músicas do disco, e depois que você passa dez anos fazendo isso, sabe, numa van, viajando pelo país e até pela Europa (fomos pra Europa pela primeira vez em 93), isso te dá uma nova visão. Nós amávamos a música, mas não ganhávamos dinheiro com ela. Então quando Smash foi lançado, nós já tínhamos 10 anos de estrada e pensamos: “bom, isso não vai nos mudar”. Continuamos fazendo o que já fazíamos. E nós amamos isso. Esse é o segredo.
 
Alguns veículos chegaram a noticiar que vocês estariam voltando para Epitaph Records. Isso realmente faz parte dos planos da banda?

Nós não temos planos pra isso no momento.  Atualmente nós não temos contrato com ninguém. A última gravadora com que trabalhamos foi a Columbia, e a Columbia foi ótima pra nós, assim como a Epitaph... Não sei o que vamos fazer, é um mundo muito diferente e nós ainda estamos tentando descobrir um caminho. Não tem planos de voltarmos para a Epitaph, como não temos planos de ir a lugar nenhum agora. É um mistério pra nós também.
 
No recente disco do grupo, Days Go By, há canções mais rápidas, mais enérgicas do que em discos como Splinter e Rise And Race. Mas há também algumas experimentações bem improváveis. Há uma tentativa de mudança na direção musical da banda?

Na verdade não acho que há uma mudança de direção musical no último álbum de forma proposital. Inclusive no single “Days Go By”, acredito ser a mesmo punk rock que nós sempre nos propusermos. Acho-o até meio parecido ao que fizemos nas canções mais rock de Americana (lançado em 1998), como “Hurting As One”, por exemplo. Acho que há sim, algumas experimentações com pop, com pianos, com algo mais acústico em alguns momentos. A diferença é que tentamos abordar alguns outros estilos, mas não houve uma decisão pré-estabelecida para sabermos a direção musical do álbum durante a gravação.
 
Muito tem se falado sobre uma turnê comemorativa dos 20 anos de lançamento de Smash, e gostaríamos de saber se isso é mesmo verdade.

Bom, é... Nós estamos conversando sobre isso. Ano que vem é o aniversário de 30 anos da banda, aniversário de 20 anos do Smash e é o aniversário de 25 anos do nosso primeiro álbum. Então estamos tentando descobrir como juntar tudo isso em uma grande festa, acho. Estamos em turnê tem um ano e meio, e ainda vamos até dezembro. Então não sei se vamos fazer um álbum, ou se vamos sair em turnê... Não temos ideia. Estamos tentando nos resolver.
 
O Offspring é tido como um dos ícones de um estilo chamado “punk rock melódico”. Olhando hoje, vinte anos depois do estouro, que herança você acha que foi deixada dessa época?

Felizmente as bandas que surgiram junto com a gente ainda estão na ativa, ainda fazem shows como Rancid e Pennywise. Essas eram as bandas que estavam junto com a gente antes (nos anos 90), até mesmo antes de 94. Fizemos alguns shows com Operation Ivy, antes mesmo deles serem o Rancid. Esse era o tipo de música que amávamos, esse era o nosso cenário. Muitos deles ainda estão por aí. O cenário musical em rádios, canais de música e tudo isso, mudou bastante... Mas nem tanto! Sempre é primeiro o pop, depois rock e rock alternativo, soft rock e aí hard/fast rock. Não parece ter muito hard/heavy rock hoje em dia, mas parece estar voltando. É uma coisa meio cíclica.
 
Vocês planejam algum lançamento? Muito se fala sobre um primeiro disco ao vivo do Offspring.

Nós não temos planos de fazer isso agora, mas é algo que conversamos sobre. Nós temos gravado algumas coisas, acredito que um single vez ou outra, com uma versão ao vivo. Nós nunca fizemos um álbum totalmente ao vivo. Talvez seja algo que faremos ano que vem, quem sabe pro nosso aniversário de 30 anos. Quem sabe? Ainda estamos decidindo o que vamos fazer para comemorar ano que vem.
 
O Offspring vem ao Brasil para se apresentar no Rock in Rio, que é considerado o maior festival de rock de nossa história. Como é fazer parte de um evento, com essa importância, em seu país de origem?

Nós participamos antes somente na Europa [o Offspring tocou em 2008 na edição de Lisboa], então estamos empolgados de fazer o Rock in Rio no Brasil, da maneira que é pra se fazer, no Rio. Sei que vamos fazer o show num palco secundário (Palco Sunset), mas ainda acho que vai ser um dos maiores shows que faremos nesse ano. Eu acho que vai ser incrível! 



 


THE OFFSPRING - A DISCOGRAFIA
 
THE OFFSPRING (1989)

O primeiro álbum do grupo é o mais cru da carreira (no bom sentido da palavra). Ele saiu pela Nemesis Records com tiragem limitada de 3.000 Lps, e reapareceu nas lojas em 1995, já no formato CD – um ano após o estouro do grupo na mídia. É tido pelos fãs como o álbum mais punk rock do grupo. A curiosidade é a faixa “Kill The President”, que foi exclusa do álbum em 2001.


IGNITION (1992)

Com contrato assinado junto a Epitaph Records, selo de Brett Gurewitz do Bad Religion, Ignition serviu para consolidar o Offspring em um novo o nicho de bandas punk, que surgia na cena americana – que incluíam o próprio Bad Religion, Pennywise, Rancid e NOFX. O disco ganhou versão remasterizada em 2008.


SMASH (1994)

Smash é um dos mais influentes discos de rock dos anos noventa – sendo um dos pilares do chamado “punk rock melódico”. Músicas como “come out and play” e “self steen” se tornaram hinos para a molecada, e o Offspring enfim conheceu a fama. O disco está em quase todas as listas essenciais, e é até hoje o álbum mais vendido da história por um selo independente. A abertura de Smash, conta com a participação de ninguém menos do que Jello Biafra, líder dos Dead Kennedys.


IXNAY ON THE HOMBRE (1997)

O último disco do grupo pela Epitaph Records traz pancadas como “All I Want” e “Gone Away”, mas acaba soando como uma cópia menos inspirada do seu antecessor, Smash. Em algumas versões, há a inclusão de faixas extras: "Kiss My Ass" no CD e "Cocktail" no vinil.


AMERICANA (1998)

Este é o disco mais popular do Offspring. Americana acabou por estabelecer o grupo ao seu novo modelo (cada vez mais distante de suas origens punk). Nessa época, eram onipresentes na programação da MTV, e figuravam como headliners em todos os maiores festivais de rock do mundo. Tal superexposição afastou os fãs mais tradicionais, mas em compensação, serviu para fincar de vez a banda como um dos maiores nomes do rock anos 90.


CONSPIRACY OF ONE (2000)


O último álbum do grupo com Ron Welty manteve o mesmo formato radiofônico de seu antecessor - com melodias de guitarra bem tramadas e completamente voltado para lado comercial. Conspiracy Of One vendeu mais de 4 milhões de cópias, e traz hits prontos, como por exemplo, “Original Prankster”.


SPLINTER (2003)

Mesmo com o sucesso do single “Hit That”, o disco não decola. Splinter é curto, mas excessivamente burocrático. Curiosamente, o disco foi gravado por Josh Freese, mas ele não participou do processo de composição do disco - já que Ron Welty deixou o grupo no mesmo ano em que o álbum foi lançado.


RISE AND FALL, RAGE AND GRACE (2008)

Após longo período de hibernação criativa, o Offspring volta com mais um disco irregular. Com produção assinada por Bob Rock, há uma considerável inclusão de canções enérgicas como, por exemplo, “Hammerhead”. Mas nada suficientemente empolgante, ou com a mesma inspiração melódica de outros trabalhos.


DAYS GO BY (2012)

Um bom disco, que volta a focar nos trabalhos de guitarra – quase sempre certeiros de Noodles. Músicas como “Hurting As One” demonstram que o grupo ainda possui energia suficiente para agitar grandes arenas. Days Go By marca permanência de Bob Rock na produção e traz uma reedição de “Dirty Magic” – presente no segundo disco do grupo, Ignition.








 
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