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entrevistas: Larry Hardy, In The Red Records
Sexta-feira, 26 de Julho de 2013 (20:32:12)

 

Entrevista com Larry Hardy da gravadora de garage punk In The Red Records 



 

 

+ entrevista 

LARRY HARDY /IN THE RED RECORDS 

Por Brohammer/ Low Cut

Dez singles de punk rock puro e cru e então encerrar atividades, era a meta original estabelecida por Larry Hardy, da In The Red Records. Mais de 130 lançamentos e 12 anos depois, os tentáculos sônicos da In The Red agarraram uma boa quota de punk rock puro e cru, como também bandas com uma identidade musical mais diferenciada. King Khan & Bbq Show, Pussy Galore, Dirtbombs, Lost Sounds, Cheaterslicks, Bassholes, Country Teasers e The Fuse, passando por The Ponys, Clone Defects, Miss Alex White, The Deadly Snakes, The Horrors, Speedball Baby, The Hunches, Piranhas, Mystery Girls, The Intelligence e muitos mais.


Frequentemente você vê resenhistas, selos etc. etc. referindo-se ao “som” da In The Red,  apesar de haver mais de 40 bandas diferentes no catálogo, que não soam parecidas de modo algum. Como você descreveria o fator estético unificante entre as diferentes bandas (se você consegue ouvir algum)? 

Acho que quando o selo começou, há uns quase 15 anos, havia um som unificante na maioria dos lançamentos da ITR. Na época eu preferia trabalhos extremamente lo-fi e abrasivos, um som de que ainda gosto. Depois de alguns anos, à medida que eu ia lançando mais coisas, eu deliberadamente escolhi uma variedade de artistas com quem trabalhar, já que eu não queria ter um selo que fosse conhecido apenas por um tipo de som, como um cachorro que só conhece um truque. Com o passar dos anos meu catálogo foi ficando bem diversificado, algo de que me orgulho. A despeito dos meus esforços para abrigar uma variedade de estilos parece que o selo ainda é chamado de “selo de garagem”. Eu vejo a ITR como um selo que lança rock n’ roll excêntrico e não-comprometido. Esse é o único fator unificante que eu sinto haver entre os artistas com quem trabalho – eles não se comprometem com nada além da música.


Eu vi um filme de Hollywood, uma versão do livro de Elmore Leonard, “The Big Bounce”. Há uma música na trilha sonora dos Deadly Snakes. Só por curiosidade – você teve algo a ver com essa música entrando ali, e se sim, pode nos contar a história de como isso aconteceu? (E talvez nos dizer se você acha que isto traz algum interesse para o selo, de pessoas fora do círculo usual?).

Existem algumas firmas de colocação de músicas aqui nos EUA para as quais eu mando meu material, daí elas tentam colocar minhas músicas em comerciais ou filmes, etc. Em ocasiões muito raras algumas de nossas músicas foram usadas por empresas grandes que remuneraram as bandas muito bem. No caso de “Big Bounce” [“Cheque sem Fundo”, no Brasil] , The Deadly Snakes teve uma música solicitada porque o diretor gostou muito dela, e, sendo um filme da Warner Bros, eles foram muito bem pagos. Outra banda com quem trabalho, The Clone Defects, teve uma música usada num comercial de carro da Mitsubishi que pagou extremamente bem. Sempre somos requisitados por diretores de produções independentes para cedermos músicas gratuitamente, e sempre dizemos “sim” pra esse pessoal, porque respeitamos e apoiamos filmes independentes. Tenho minhas dúvidas sobre se esse tipo de uso das nossas músicas pode converter os que antes não conheciam a banda, mas com certeza mal não faz. Qualquer exposição extra é uma boa coisa, e a grana ajuda muito a banda a sobreviver.


Você lançou o álbum do The Sparks nos EUA. Após mais de 130 lançamentos de punk rock e Rock n’ roll não-mainstream, agora você está encarando um tipo diferente de público e exposição. Como você pegou essa oportunidade e como você está se preparando?

Sim, estou extremamente empolgado por estar lançando o novo álbum deles –The Sparks é uma das minhas bandas favoritas desde que eu tinha 12 anos. Ainda não acredito que eles me pediram pra fazer isso. Um amigo meu, Steve McDonald do Redd Kross, é atualmente o baixista da Sparks, e ele me apresentou aos caras. Eles precisavam de um selo pra América do Norte e a coisa simplesmente rolou. Eu hesitei um pouco por achar que talvez fosse haver alguma confusão, talvez alienar parte do público que compra coisas da ITR, mas, como eu disse antes, estou tentando manter um selo diversificado. E também acho que The Sparks se ajusta com o critério de música excêntrica e não-comprometida, então eu os acho perfeitos pro projeto. Naturalmente vamos ter que usar alguns caminhos mais mainstream para a publicidade e exposição no caso dos Sparks, o que não ocorre com outros artistas da ITR. Duvido que tenhamos que mandar um kit de imprensa dos Sparks pra Maximum Rock n’ Roll [fanzine punk icônico criado em 1977 e ainda na ativa], por exemplo. O último álbum dos Sparks foi lançado por uma major e não teve o desempenho que eu acho que deveria ter tido (é um disco brilhante), e estou convencido que um selo pequeno que trate a banda como prioridade número um e seja apaixonado pelo trabalho pode fazer um trabalho bem melhor que um selo grande com mais dinheiro. Vamos ver o que vai acontecer, mas estou extremamente otimista.


Eu li que sua primeira “paixonite” musical foi pelos Rolling Stones, quando você era um pré-adolescente. Algum comentário sobre esse aspecto, de toda a grana alta que rola no Rock n’ Roll e que os Rolling Stones levaram ao extremo, ou sobre como eles ainda são capazes de vender a versão deles do mito do Rock, apesar de já não parecerem lá muito jovens ou rebeldes?

É, os Stones foram a primeira banda por quem fiquei fanático, e eu ainda os amo. É esquisito quando eles saem em turnê e a turnê é patrocinada por um companhia de telefone celular ou sei lá o que, mas acho que o mais importante ainda é a música, e eles fazem uma puta música ao vivo. Eu os vi nessa última turnê no Hollywood Bowl – a primeira vez que os vi desde 1981. Eu não tenho a tolerância de ir prum estádio de baseball e ficar de pé no meio de 40.000 pessoas pra ver uma banda a dois quilômetros de distância – não é assim que se deve experimentar rock n’ roll. Foi muito bom ver os Stones tocando numa estrutura menor, porque quando você chega mais perto você se dá conta de que existe um motivo pra eles serem a maior banda de rock do mundo – eles são fantásticos. Eu ainda os colocaria em pé de igualdade com qualquer um aí.

 

Depois de tanto ir a testes de banda, shows, ouvir demos, testes de álbuns e sei lá o que mais, você ainda encontra tempo para aproveitar e ouvir música que não tenha relação com o selo? Se for o caso, você poderia nomear algumas de suas favoritas atualmente (velhas ou novas)?

Sim, ainda sou um obcecado por música, e compro discos o tempo todo. Eu compro mais coisas antigas, já que a maior parte da música recente que eu curto sai por selos pequenos como o meu, e eu posso consegui-la de graça. Quanto a bandas recentes que não estão no meu selo, eu amo de verdade The A-Frames – eles são incríveis. Tokyo Electron, Aluminium Knot Eye, Gris Gris, The Fatals, Knaughty Knights…Claro que há outros. Ando ouvindo muita música de quando eu era mais jovem. Os trabalhos iniciais do Roxy Music e os discos do [Brian] Eno, The Sparks, David Bowie, T. Rex, coisas assim. E também ando revisitando os álbuns britânicos que mudaram minha vida quando saíram - The Buzzcocks, The Damned, Sex Pistols, The Fall (cujo disco novo é incrível, por sinal) etc. Steve Jones dos Sex Pistols tem um show de rádio numa estação aqui de Los Angeles que vai ao ar diariamente do meio-dia às duas, e é fantástico. Eu acompanho religiosamente.

http://www.intheredrecords.com


Discografia da In The Red discography disponível em: 

http://www.grunnenrocks.nl

 

 

 


 
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