Bem vindo a portal rock press 21 anos!
  Olá Anônimo!
Busca  
entrevistas: Los Bife
Quarta-feira, 24 de Julho de 2013 (1:07:28)

 

Rock autodepreciativo?  Los Bife tem influências desde indie rock a Sidney Magal 





+ entrevista

LOS BIFE

Por Guto Jimenez


“Rock autodepreciativo”. Não é todo dia que se sabe de uma banda que assuma que curte falar sobre experiências pessoais das mais diversas, muitas das quais muitos se esforçariam em esquecer. Assim são Los Bife, que lançaram seu álbum de estreia, Super Supérfluo, trazendo um mix de influências que abrange desde indie rock a Sidney Magal (!). Geniais ou retardados?! Leia a entrevista concedida pelo vocalista Igor Leão, cate os sons e assista aos vídeos – e mantenha a seriedade se for capaz...


Como é que surgiu a ideia pra vocês formarem uma banda? E como surgiu o nome bem original que vocês adotaram? 

Montamos a banda em tempos de colégio ainda. Eu (Igor), Dudu (nosso baixista) e o Daniel, nosso antigo baterista. Da minha parte, o que me despertou foi um show do White Stripes que vi em junho de 2005 no Claro Hall. Saí daquele show com a cabeça decidida que queria montar uma banda, que eu também queria fazer aquilo. No final do mesmo mês ia rolar um sarau na nossa escola e resolvemos formar uma banda cover de White Stripes. Usamos as iniciais de nossos nomes e nos demos o caloroso nome de “D.I.E.”. Queríamos continuar com as ideias das iniciais e acabou surgindo “Los Bife” que soava esquisito, não tinha concordância, possuía um trocadilho estranho mas era meio engraçado, sei lá, algo grudou. Em 2011 passamos por duas mudanças de formação, com a entrada do Guy, no comecinho do ano, assumindo as baquetas e, mais pro final do ano, com a entrada do Céia na guitarra, transformando a banda num quinteto. Ambos faziam parte de uma outra banda chamada Generais De Pijama.

 

Vocês são devastadores ao vivo, eu já tive a oportunidade de assistir a dois shows de vocês e fiquei bastante impressionado. Os ensaios são assim também ou vocês se contagiam com a presença do público? 

Opa, obrigado!  É um pouco dos dois, na verdade. Sabemos que nosso ponto forte é o show, então é ali que a gente joga toda nossa energia, mesmo. Pra mim é uma completa lavagem da alma. Eu começo a tremer e ter convulsões quando não tocamos por muito tempo (risos). Mas a participação do público é essencial, é isso que faz o show. É uma troca muito foda. Quanto mais animada a galera está, mais animados nós vamos ficando e quanto mais animado vai ficando o show, mais a galera vai pirando, é muito legal. Recentemente tocamos na Ocupação estudantil que está acontecendo no Canecão. Tocamos às 3 da manhã, todos com sono, numa sala com acústica de igreja e sem nenhuma iluminação. Quando a galera, que não nos conhecia e parecia meio tímida, abriu uma rodinha punk e começou a fazer coreografias, o show mudou completamente. Todo mundo entrou numa sintonia muito boa e fomos assim até o fim. Na minha opinião, o motor do show é o público. Com relação aos ensaios, o clima não é aquele de euforia dos shows, mas a gente tem se divertido pra caralho ultimamente,entrando em conversas completamente imbecis entre uma musica e outra e fazendo piadinhas ridículas.

 

Ainda em relação aos shows, eles são sempre lotados, o que é meio raro pra uma banda independente iniciante. Há um culto ao Los Bife no Rio? 

Nós já temos uma base legal de fãs que vão aos shows. Acho que não podemos chamar de culto ainda, mas todo dia nos surpreendemos com novos fãs que conquistamos. Já aconteceu cada história esquisita de pessoas completamente aleatórias que conheciam o Los Bife...

 

O mais legal do som da banda é que mistura tanta coisa que não dá pra definir num só termo. Quais são as influências musicais de vocês? 

Gostamos de falar que nossas influências vão de Sidney Magal a System of a Down, passando por White Stripes, Weezer, Tiitãs,Sandy e Júnior, Queens of The Stone Age, Rich Kids on LSD etc.

 

Igor, você é filho de um grande jornalista cultural (Tom Leão) que é um verdadeiro descobridor de sons novos, e eu acredito que isso deva ter te marcado de alguma forma. Teus pais te ninavam ao som dos Ramones, por exemplo? (risos) 

Quase, era Nirvana! Quando eu era bebê, no começo da década de 90, meu pai ouvia muito Nirvana e Chili Peppers e sempre que a gente saía de carro meus pais colocavam The Cure. Tenho certeza que essa foi a minha maior influência, aquele som ficou grudado pra sempre na minha cabeça. Com 5 anos de idade já cantava “Give it Away” e “Boys Don’t Cry”.

 

O Tom divide os sons que descobre contigo?  

Claro! Grande parte das bandas que ouço eu conheci pelo meu pai. Foi ele quem me mostrou o primeiro disco dos Arctic Monkeys, The Killers, Mars Volta, Arcade Fire. O interesse surgiu logo de cara!

 

Gostaria que o restante da rapaziada falasse a respeito de possíveis influências vindas de seus pais, sejam elas quais forem. Podem abrir seus corações com o tiozinho...

[Guy] Meus pais não foram nenhuma influência musical para mim, mas minha avó comprava os discos das bandas que eu via na TV e curtia quando eu ainda era pequeno, independente de como fosse o som da banda. Eram as coisas mais variadas que se pode imaginar: João Penca, Planet Hemp, Baba Cósmica, dentre muitos outros.

[Pacheco] Meu pai me doutrinou musicalmente até os 13 anos de idade. Beatles, Titãs, Pink Floyd, Caetano etc.

[Céia] Meus pais me influenciaram pouco em termos musicais. Lembro-me de escutar no carro dos meus pais os CDs do Phil Collins ou do Renato Russo em Italiano, mas ele não foram muito alem dali. A maioria das bandas que eu gosto foram apresentadas desde sempre pelos meus amigos, pela minha irmã e pela minha curiosidade.

[Dudu] Eu cresci ouvindo variedades nas fitas do meu pai e CDs da minha mãe. Não eram artistas específicos, mas gêneros. Então fui educado com muita música brasileira, disco e algumas coisas toscas como Tiririca. Só por volta dos 11, 12 anos, comecei a procurar bandas por mim mesmo, e o faço até hoje. 

 

Uma das músicas mais engraçadas que eu ouvi nos últimos tempos é "Elas são lésbicas", que é a música mais conhecida da banda. Outra do mesmo tipo é "Enquanto ela dá por aí"... Por acaso foi fruto da experiência pessoal de alguém da banda? Esse "alguém" pode ser revelado sem o risco de zoação eterna? (risos)

Sim, as duas músicas são minhas (Igor) e ambas são baseadas em fatos reais com poucas alterações dramáticas . Tenho muitos traumas... (risos)

 

Vocês lançaram seu primeiro disco, Super Supérfluo. O nome em si é bastante irônico, se pensarmos que muita gente considera os CDs como mídia extinta... A explicação pro título vai por aí ou eu viajei na maionese?

Na verdade o nome do disco não está muito relacionado com isso não, mas essa interpretação também é super válida. Chegamos na escolha desse nome incrivelmente rápido e concordamos na hora. A gente costuma falar que nosso som é “rock autodepreciativo”, então acho que esse título vai meio por esse caminho. Queremos ouvir as interpretações das pessoas também, às vezes são mais válidas do que a nossa!

[free download em http://losbife.com/ ]

Não vou cair no lugar comum de perguntar se vocês acham que conseguem transmitir a energia dos shows pro disco... mas enfim, vocês estão encanados com isso ou essa preocupação nem passa pelas cabeças de vocês?

Acho que essa foi a nossa preocupação maior pra esse disco. Como sabemos que os shows são nosso ponto forte, é essencial tentarmos trazer um pouco da atmosfera do show pro disco. Tentar trazer a histeria, a porrada, a descontração e a animação pras pessoas que estão ouvindo. Por isso utilizamos alguns artifícios que também usamos nos shows e tentamos dar um peso bacana pras músicas. 

 

Vocês fazem covers de músicas dos artistas mais variados possíveis nos shows. Por favor, citem alguns deles e expliquem o motivo de terem um repertório assim tão, digamos, eclético com licença da má palavra...

Ih, já tocamos cada cover. “”Dança do Quadrado”, “Dança do Créu”, “Piriguete”, “Tenho”, do Sidney Magal, “Ilha do Sol", do Nethinho, “Uma Arlinda Mulher”, dos Mamonas, e nossa cover eterna é “A Lenda”, da Sandy e do Junior. Tentamos escolher músicas que vão surpreender e animar o pessoal ou que possam encaixar bem nos shows. “Piriguete”, por exemplo, é um hard rock sensacional se você prestar atenção. É só fazer (risos). Gostamos de fazer versões das músicas e não só repetir exatamente a música original.

 

O que vocês não tocariam de jeito nenhum, nem por um milhão de dólares?

Olha, por um milhão de dólares e se fosse uma vez só tocaríamos qualquer coisa (risos), menos DragonForce, porque a gente não consegue. 

 

A Amy faz falta? É por isso que vocês fizeram uma balada pra ela?

A Amy faz falta, sim, por isso que sempre dedicamos essa música a ela. Mas a verdade é que essa música não foi escrita para a Amy Winehouse, foi só adotada por nós e pela galera como uma musica pra ela.

 

Agora é hora de dar tchau... Deixem seu recado após o bipe.

TCHAU!

 

www.facebook.com/rindodemim   Curtam nossa página!

www.twitter.com/LosBife   Sigam a gente!

 

Clipe de "Elas São Lésbicas":

 

 

Los Bife - Super Supérfluo (Álbum Completo)

 

 

 



 
 Links relacionados 
· Mais sobre Rock Press
· Notícias por admin


As notícias mais lidas sobre Rock Press:
Tudo que você queria saber sobre o U2


 Opções 

 Imprimir Imprimir


Tópicos relacionados


Desculpe, comentários não estão disponíveis para esta notícia.

Todos os Direitos Reservados Portal Rock Press ©

PHP-Nuke Copyright © 2005 by Francisco Burzi. This is free software, and you may redistribute it under the GPL. PHP-Nuke comes with absolutely no warranty, for details, see the license.