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Terça-feira, 21 de Maio de 2013 (0:12:29)

 

Tudo o que você sempre quis saber sobre The Doors e tinha medo de perguntar



 

 

 

30 anos sem jim morrison

THE DOORS

Quando a música termina

 

Por João Eduardo Veiga

 

Julho de 1971.  Corria pela Europa uma notícia dizendo que Jim Morrison, 27 anos, estava morto.  Mas ninguém levava aquilo a sério.  Jim “morria” praticamente toda semana, geralmente em acidentes de carro ou overdoses.  Boatos, sempre boatos.  Mesmo assim, Bill Siddons, empresário dos Doors, resolveu ir até Paris – onde Jim e sua namorada Pamela estavam morando havia quase quatro meses – para descobrir o que realmente ocorrera.  Deu de cara com uma Pamela desesperada, um caixão lacrado e um atestado de óbito que dizia “ataque cardíaco”.  No dia seguinte, o caixão já estava sendo sepultado no cemitério Père Lachaise, ao lado dos túmulos de Balzac, Molière e Oscar Wilde. 

O que aconteceu naquela noite de sexta-feira, 2 de julho de 1971?  Jim Morrison foi sozinho ao cinema assistir a um filme estrelado por Robert Mitchum.  Não, na verdade ele foi a um bar parisiense barra pesada chamado Rock And Roll Circus, passando a madrugada enchendo a cara de álcool e drogas.  Ou talvez tenha ficado o tempo todo em casa, e no meio da noite não se sentiu muito bem e levantou para tomar um banho.  Ninguém sabe.  O certo é que, na manhã do dia seguinte, seu corpo foi encontrado por Pamela na banheira de seu apartamento. 

Não houve autópsia.  A versão oficial diz que ele já estava há alguns dias sentindo falta de ar e reclamando de dores no peito.  Mas há quem não aceite isso, especulando que sua morte foi causada por uma overdose de heroína (apesar de todas as pessoas que conviveram com Jim afirmarem que ele nunca usou a droga, tendo pavor de agulhas), suicídio ou até fruto de uma conspiração envolvendo o FBI – a mesma que teria vitimado Jimi Hendrix, Janis Joplin e Paul McCartney (que, como todos sabem, foi substituído por um sósia no final dos anos 60).  

Existe ainda aquela velha história de que Jim Morrison não estaria morto.  A idéia parte do mistério em torno de seu último dia, reforçada pelo fato de que Pamela e o médico que comprovou o óbito foram os únicos que viram seu cadáver.  Pamela morreu em 1974, e ninguém nunca descobriu quem era o tal médico.  Além disso, o comunicado oficial sobre o falecimento do cantor só veio seis dias depois do ocorrido.  É o que basta para gerar infinitas teorias sobre Morrison vivo, uma mais bisonha que a outra:  virou agente da CIA, monge tibetano, sumiu na África para seguir os passos de Rimbaud... 

Tanto faz.  Morrison já estava morto bem antes de chegar em Paris.  Aquele Jim dionisíaco e confrontador – o Jim que se autodenominava o Rei Lagarto, o Jim das calças de couro, o Jim sem camisa e com os braços abertos de sua foto mais famosa – havia dado lugar a uma figura cabisbaixa e envelhecida que ostentava uma enorme barba, vestia roupas largas e estava visivelmente bem acima de seu peso.  Era um Jim Morrison que não gostava mais de tocar ao vivo e estava cansado dos Doors.  Sua morte física foi apenas uma conclusão previsível de algo que vinha se manifestando há tempos.

   

 

“Ele é quente, ele é sexy, ele está morto”

 

A frase acima apareceu na capa de uma edição da revista Rolling Stone, em 1981.  Hoje, exatos trinta anos após a sua morte, Jim Morrison está mais morto-vivo do que nunca.  Os Doors cada vez conquistam mais admiradores - a maioria adolescentes cujos pais ainda eram crianças quando a banda estava em atividade – e o rostinho bonito de Morrison ilustra camisetas por todos os cantos (quem foi ao último Rock in Rio pôde ter uma boa amostra).  E isso não é um revival momentâneo, uma tendência começada agora que vai acabar daqui a poucos meses.  O culto a Jim Morrison e aos Doors teve início assim que o grupo terminou, e só cresce desde então.

No começo dos anos 80 foi lançado o disco ao vivo Alive, She Cried que, descobrindo gravações inéditas no fundo do baú da banda, conseguiu levar os Doors outra vez à lista dos mais vendidos.  Logo vieram os vídeos Dance On Fire (coletânea de clipes, imagens de shows e de bastidores), Live At The Hollywood Bowl (a única apresentação dos Doors filmada na íntegra) e The Soft Parade (Dance On Fire, parte dois), todos organizados pelo tecladista Ray Manzarek.

O filão já vinha rendendo muito bem quando, em 1991, surgiu o maior responsável pela popularidade do grupo nos anos 90:  The Doors, o filme.  Dirigido por Oliver Stone (o mesmo de Platoon e JFK) e estrelado por Val Kilmer (que não interpretou, mas incorporou Jim Morrison), a fita apresentou a poesia de Jim e a música dos Doors a uma nova geração.  O filme pode não ter sido um arrasa-quarteirão nos cinemas, mas até hoje é bastante concorrido nas videolocadoras e reprisado exaustivamente nas TVs por assinatura (todo mês é exibido em algum – ou até em mais de um – canal, mas evite a versão mutilada e terrivelmente dublada da TNT).

Depois disso a imagem dos Doors começou a ser ainda mais explorada, geralmente pelos próprios ex-integrantes da banda.  Lançamentos requentados surgiram de montão, entre eles The Doors Box Set (1997), caixa de quatro CDs com conteúdo supostamente inédito que os fãs vinham aguardando ansiosamente.  Mas quase tudo ali era facilmente encontrado em bootlegs e até mesmo em álbuns oficiais – um dos discos era uma verdadeira encheção de lingüiça, reunindo as faixas preferidas dos integrantes sobreviventes.  No ano passado foi criado, em parceria com a Elektra Records, o selo Bright Midnight Records, que vem lançando, via Internet, CDs com mais material supérfluo.

Entre relançamentos, tributos e documentários, o produto mais bizarro com a marca dos Doors a chegar recentemente às lojas foi o boneco Jim Morrison.  Fabricado pela McFarlane Toys, o brinquedo tem cerca de 15 cm de altura e tenta retratar Jim durante um show - segurando o microfone com ambas as mãos, de olhos fechados, botas, calça de couro e... sem camisa.  Mas Jim Morrison nunca se apresentou sem camisa (quem arranjar uma foto que prove o contrário ganha um doce), o que deixa o boneco parecendo mais com Iggy Pop ou Anthony Kiedis.

Lembrando o trigésimo aniversário da morte do vocalista, fanáticos pelos Doors marcaram um encontro em Paris.  Para não repetir o caos de 1991, quando  centenas de malucos chegaram a derrubar os portões do cemitério e promoveram um verdadeiro bacanal lá dentro, o Père Lachaise – de onde o corpo de Jim esteve para ser despejado várias vezes – desta vez reforçou a segurança e proibiu álcool e música, fazendo uma versão careta do “paz e amor” sessentista reinar no local.  Na saída, os fãs já organizavam a festa de 2011.

 

 

Tudo o que você sempre quis saber sobre THE DOORS e tinha medo de perguntar

 

@ A banda surgiu durante o verão de 1965 em  Los Angeles, Califórnia, quando Jim Morrison e Ray Manzarek – que poucos meses antes haviam se formado em cinema na UCLA – se reencontraram na praia de Venice.  Jim revelou estar escrevendo algumas músicas e, timidamente, cantarolou um trecho de “Moonlight Drive”.  Fascinado com o que acabara de ouvir, Ray, um pianista clássico, sugeriu que formassem um grupo de rock. 

 

@ Após gravarem um precário disco demo com a ajuda dos irmãos de Ray (que entrou na The Doors Box Set), conheceram um baterista de jazz e um violonista flamenco em um grupo de meditação oriental.  Assim surgiu a formação clássica dos Doors:  Jim Morrison (vocal), Ray Manzarek (teclados), John Densmore (bateria) e Robby Krieger (guitarra).

 

@ Não havia baixista na banda.  Ray fazia as linhas de baixo com a mão esquerda, num Fender Rhodes Piano Bass, ao mesmo tempo em que tocava órgão com a direita.  Mas, nas gravações de estúdio, o grupo quase sempre contou com o auxílio de baixistas contratados.  Um deles foi Lonnie Mack, legendário guitarrista de blues.

 

@ O nome The Doors (as portas) foi tirado do título de um livro de Aldous Huxley chamado The Doors of Perception (um ensaio sobre as experiências do autor com

substâncias alucinógenas), que, por sua vez, veio de um verso do poeta inglês William Blake:  “Quando as portas da percepção forem purificadas, todas as coisas aparecerão como realmente são – infinitas”. 

 

@ O single de maior sucesso dos Doors foi “Light My Fire”, que ocupou o primeiro lugar das paradas norte-americanas por três semanas seguidas, quando perdeu a posição para “All You Need Is Love”, dos Beatles. 

 

@ Em uma apresentação na cidade de New Haven, em 1967, Jim Morrison se  tornou o primeiro músico a ser detido durante um show.  Depois de ser abordado por um policial no backstage e ter gás paralisante borrifado no rosto, o cantor entrou no palco e fez um discurso contra a polícia.  Acabou preso por provocar baderna, atentar contra a ordem pública e resistir à prisão.  Foi solto sob uma fiança de US$ 1.500. 

 

 @ Morrison continuou tendo problemas com as autoridades.  Em março de 1969, chegou atrasado e extremamente bêbado a um show dos Doors em Miami.  Em um teatro superlotado, o vocalista xingou a platéia e, de acordo com testemunhas, exibiu seu pênis.  Por causa disso, enfrentou um desgastante processo judicial, chegando a ser condenado a seis meses de cadeia.  Quando morreu, sua situação ainda não estava definida. 

 

@ O nome Mr. Mojo Risin’, personagem que aparece em uma seqüência de versos na música “L.A. Woman”, é um perfeito anagrama de Jim Morrison.  Reordene as letras e comprove. 

 

@ Os Doors foram a primeira banda americana de rock a conquistar oito discos de ouro consecutivos.  Além dos seis oficiais de estúdio, o ao vivo Absolutely Live (na época em LP duplo) e a coletânea 13, ambos de 1970, também viraram ouro.

 

@ Mesmo com a morte de Morrison, a banda continuou gravando e lançou os discos Other Voices (1971) e Full Circle (1972), com Ray e Robby se revezando nos vocais.  Ambos foram grandes fracassos e nunca tiveram versões em CD.  Mas, para os curiosos, a faixa “Tightrope Ride” foi incluída na Box Set e “The Mosquito” apareceu como bônus na edição de 2000 da coletânea The Best Of The Doors. 

 

@ Os Doors restantes tiveram que se virar sozinhos.  Ray Manzarek gravou alguns discos solo e produziu bandas como Echo and the Bunnymen e X. Robby Krieger e John Densmore criaram a The Butts Band, que lançou dois discos em 1975.  Dois deles também se aventuraram pela literatura, escrevendo biografias do grupo.  John foi o primeiro, em seu Riders On The Storm:  My Life With Jim Morrison And The Doors, e Ray Manzarek contra-atacou recentemente com Light My Fire:  My Life With The Doors.

 

Discografia

 

 

THE DOORS (1967) – Gravado em uma semana no final de 1966, o LP de estréia dos Doors tem lugar cativo em qualquer lista dos mais importantes discos de rock de todos os tempos.  O produtor Paul Rothchild acertou em cheio ao deixar a banda livre para gravar como se estivesse em uma de suas polêmicas e improvisadas turnês pelos bares de Los Angeles.  Entre a batida jazzística acelerada puxando uma guitarra feroz (“Break On Through”) e a despedida edipiana de onze minutos (“The End”), o disco viaja por todas as esquinas do universo do grupo:  belíssimas baladas (“The Crystal Ship”), rocks animados (“Soul Kitchen”, “Take It As It Comes”), gostosuras pop (“I Looked At You”), blues rasgados (“Back Door Man”, de Willie Dixon) e algumas bizarrias (“Alabama Song”, de uma ópera de Kurt Weill e Bertold Brecht).  E, claro, não podemos esquecer de “Light My Fire”, hit que virou hino daquele lisérgico “verão do amor” e guiou o disco para o primeiro lugar das paradas americanas. 

 

 

STRANGE DAYS (1967) –  Os Doors correram para provar que não eram banda de um sucesso só.  Com o repertório já composto, decidiram caprichar na pós-produção, lançando mão de vários elementos de estúdio (foi um dos primeiros discos de rock a utilizar o sintetizador moog).  O resultado foi uma coleção de canções simples e sombrias, feitas sob medida para noites geladas.  Depois de fugir da paranóia da faixa-título, entrar no cabaré dark de “People Are Strange” e passear de mãos dadas com os lindos fraseados da guitarra bottleneck de Robby Krieger em “Moonlight Drive”, chega a hora de apagar as luzes em “When The Music’s Over” – uma espécie de continuação de “The End”.  Repetindo a dobradinha entre o dom de hitmaker de Robby (sua “Love Me Two Times” logo estourou nas rádios) e a verve de Jim (a assustadora “Horse Latitudes” foi escrita por ele ainda na adolescência), Strange Days costuma ser subestimado tanto pela crítica quanto pelos fãs do grupo, mas é tão bom quanto seu antecessor. 

 

 

WAITING FOR THE SUN (1968) – Os títulos das canções não mentem:  quatro deles têm a palavra “love” no meio, e “The Unknown Soldier” é uma descarada – mesmo que um tanto surreal – música de protesto contra a guerra do Vietnã.  Ou seja, Waiting For The Sun é o disco paz e amor dos Doors, bicho.  O objetivo da banda era mesmo fugir das sombras de Strange Days e adentrar em território mais quente e iluminado.  A faixa de abertura “Hello, I Love You” (divertido e chicletudo sucesso que transformou os Doors pela segunda vez na banda número um da América) vem seguida pela gostosinha “Love Street”, a trilha perfeita para uma manhã ensolarada de sábado.  Mas nada disso impede que Morrison revele-se no auge de sua porra-louquice, nos brindando com as agressivas “Not To Touch The Earth” (uma bad trip onde ele assume a personalidade do Rei Lagarto) e “Five To One”.  Destaque ainda para simpática valsa “Wintertime Love” e para a melancólica “Summer’s Almost Gone”.

 

 

THE SOFT PARADE (1969) – Os Doors ficaram um ano trancados em estúdio e saíram de lá com seu pior disco nas mãos.  Algo de estranho aparecia logo no encarte:  a autoria das canções, antes sempre creditada aos quatro integrantes, estava dividida entre Morrison e Krieger.  Mas o grande problema de The Soft Parade foi a frustrada tentativa de se fazer uma obra experimental.  A produção exageradíssima abarrotou o disco de violinos, saxofones e harpas.  Enfim, uma verdadeira orquestra entrou em ação para descaracterizar o som da banda – ouça “Tell All The People” e entenda o que quero dizer.  O fracasso comercial veio junto, já que os antigos fãs achavam que o grupo tinha se vendido e as novas músicas não tinham o potencial pop necessário para conquistar o grande público.  De qualquer forma, rocks puros como “Wild Child” e momentos ternos como “Wishful Sinful” se salvam em meio à chatice de “Do It” e “Runnin’ Blue”.  O disco traz ainda a fácil “Touch Me”, o épico mutante “The Soft Parade” e a voz de Jim em sua melhor forma.

 

 

MORRISON HOTEL (1970) – Depois do trauma de The Soft Parade a banda caiu em si e percebeu que menos era mais.  Morrison Hotel não tem orquestras nem qualquer outro tipo de enfeite.  É rock’n’roll cru, despretensioso, regado a muito whisky barato e com botas de cowboy fincadas no blues.  Jim Morrison, Robby Krieger, Ray Manzarek e John Densmore tocam como se estivessem num bar vagabundo de beira de estrada, se apresentando para uma platéia de caminhoneiros e prostitutas.  A empolgação passada em “Roadhouse Blues”, “Peace Frog” e “Queen Of The Highway” mostra que os Doors estavam se divertindo como nunca.  E ainda tem “The Spy” (perfeita para embalar um striptease), “Blue Sunday” (onde Jim dá uma de Frank Sinatra) e “You Make Me Real” (rockão que orgulharia Jerry Lee Lewis).  Em “Maggie M’Gill”, Morrison revela:  “Sou um velho bluesman, acho que vocês me entendem/Venho cantando o blues desde que o mundo surgiu”.  É claro que a gente entende, Jim.

 

 

L.A. WOMAN (1971) – Pela primeira vez longe do produtor Paul Rothchild, os Doors improvisaram um estúdio em seu escritório – os vocais foram gravados no banheiro, onde havia uma melhor acústica – para preparar o último disco que deviam à Elektra Records.  Se em Morrison Hotel Jim Morrison soava extremamente relaxado, em L.A. Woman ele parece estar realmente de saco cheio de tudo.  Seu jeito de cantar assemelha-se ao de um velho e cansado cantor de blues, com a voz baleada pelas incontáveis doses diárias de Jack Daniel’s.  As canções “Been Down So Long” e “Cars Hiss By My Window” não fariam feio no repertório de John Lee Hooker – que é homenageado na releitura de “Crawling King Snake”.  Mas é claro que as peças centrais do álbum são as inesquecíveis “Riders On The Storm” e a faixa-título, que faz um city tour por Los Angeles enquanto compara a cidade a uma mulher.  O disco e o single “Love Her Madly” fizeram enorme sucesso, mas antes de seu lançamento Jim foi tirar umas férias em Paris.  E a gente já sabe o que                                                        aconteceu lá.

 

 

IN CONCERT (1991) – In Concert é na verdade um CD duplo que reúne os dois LPs ao vivo dos Doors, Absolutely Live (registros da turnê de Morrison Hotel, lançado originalmente em 1970) e Alive, She Cried (compilação de 1982 composta por gravações que ficaram de fora do primeiro), somados a algumas outras faixas inéditas até então.  Serve para mostrar o poder e violência da banda nos palcos, em versões furiosas de “Break On Through” (aparecendo aqui com uma introdução chamada “Dead Cats, Dead Rats”) e “When The Music’s Over”.  Além disso, traz boas canções que nunca chegaram a ser registradas em estúdio (“Love Hides”, “Build Me A Woman” e “Universal Mind”), covers de uns blues antigos (“Who Do You Love”, “Little Red Rooster” e “Close To You”) e uma versão definitiva para “Gloria”, de Van Morrison.  A imensa “The Celebration Of The Lizard”, que originalmente seria incluída em Waiting For The Sun, foi gravada pela primeira vez em sua versão integral.

 

 

AN AMERICAN PRAYER (1978) – Lançado mais de sete anos após a morte de Jim Morrison, An American Prayer tem como base gravações feitas quando Morrison entrou sozinho em estúdio para recitar suas poesias.  A maior parte desses registros ocorreu no dia 8 de dezembro de 1970, data do último aniversário de Morrison, quando o vocalista resolveu se presentear com algumas horas de solidão no Village Studios, levando consigo apenas um caderno de apontamentos (onde estavam rabiscados seus poemas) e um garrafa de scotch.  Essas fitas ficaram arquivadas até 1978, quando foram descobertas pelos ex-Doors.  É claro que todos concordaram em reviver a banda por mais um disco e, o melhor de tudo, com Jim Morrison outra vez nos vocais.  Assim, editaram os poemas e gravaram um fundo musical, possibilitando até a produção de um single para as rádios, “The Ghost Song”.  Em 1995 chegou às lojas a versão em CD, trazendo três faixas bônus.

 


 
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