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livros: Commando – A Autobiografia de Johnny Ramone
Sexta-feira, 8 de Março de 2013 (0:56:29)


Finalmente a visão do integrante mais bronco e estável dos Ramones - obrigatório





COMMANDO – A AUTOBIOGRAFIA DE JOHNNY RAMONE

Forte demais para morrer...


Título: COMMANDO: A Autobiografia de Johnny Ramone

Autor: Johnny Ramone

Formato: 16x33 / capa dura

Nº de páginas: 176

Preço aproximado: R$ 45,00 

Editora: LeYa


Por Max Merege


Pensem o que quiserem, mas verdade seja dita: Elvis, Beatles e Ramones são e sempre serão os maiores de toda a História do Rock'N'Roll. Nesse ínterim pouco importa se Jerry Lee Lewis era mais doido e fazia a terra tremer ou se Eddie Cochran e Buddy Holly foram compositores 

maravilhosos. Elvis sempre será o Rei. E daí se os Rolling Stones eram mais furiosos ou se os Yardbirds e o Who mandam muito melhor? Beatles sempre será o maior nome do rock britânico em todos os tempos, por mais que tentem provar o contrário. Pois bem, ainda que os Dead Boys e os New York Dolls tenham feito a coisa incendiar na América do Norte, e caras como Sex Pistols, Clash, Damned e Sham 69 tenham tentado com sucesso mandar algo similar nas Ilhas Britânicas, nada pode e nem nunca poderá se comparar aos Ramones no contexto universal. Exagero?! Talvez. Porém irrefutável.

Mix das memórias de John Cummings, desde a infância proletária até sua luta contra o câncer que o ceifaria em 2004, passando por toda uma trajetória de vida - um rapaz que deixou de ser pedreiro para virar guitarrista de rock e, por acréscimo, homem de negócios; Commando mostra uma outra faceta da maior banda da história, desta vez sob a ótica do guitarrista Johnny Ramone – ou ao menos, o mais próximo possível, já que trata-se de um compêndio póstumo de memórias, fotografias e inúmeras peças de seu acervo pessoal, que contou com a produção executiva da viúva Linda Cummings, sob os cuidados do manager Joe Cafiero e do editor Henry Rollins.

A despeito do estereótipo de “sargentão”, imagem que o tempo e as más línguas cuidaram de forjar acerca de si, Johnny mostra-se um sujeito metódico e extremamente organizado, e não apenas com a banda que conduziu por mais de 20 anos, mas com todos os aspectos de sua vida pessoal, desde a administração de seus cartões de beisebol até a forma como poupava grana para sua aposentadoria.

Vemos também o quão arduamente Johnny e Tommy trabalharam para que a banda se tornasse o referencial que sempre foi, tanto na sonoridade, quanto na temática das letras, figurino e tudo mais que fez do nome Ramones um dos mais amados e respeitados da história. Afinal das contas, alguém precisava ter o controle daqueles freaks pra que a coisa de fato andasse, já que tanto Joey quanto Dee Dee padeciam de sérios distúrbios físicos e mentais que, se não fossem devidamente gerenciados, poriam tudo perder.

Diferente de outras obras congêneres, em Commando podemos facilmente entrar na vida do menino simples do subúrbio que nasceu logo após a Segunda Guerra, entender o adolescente marginal e vivenciar um pouco do garoto que sonhava ser milico ou astro do beisebol. Não obstante, gozamos do prazer em conhecer um pouco mais daquele fã devoto de Elvis Presley, que embora fosse pouco dado a entrevistas, sempre teve seu lugarzinho cativo no coração dos fãs, pois além do artista, evidencia-se o ser humano justo por natureza que mesmo apontando os defeitos alheios - principalmente de seus companheiros de banda - não deixava de enaltecer-lhes as virtudes que os faziam grandes.

Obra obrigatória de se ler e ter, é o tipo do livro que pode tranquilamente dividir o mesmo espaço na estante com Poison Heart, de Dee Dee Ramone, e On The Road With The Ramones, de Monte Melnick. É claro que o livro de Melnick é um apanhadão geral de duas décadas na estrada, e o Dee Dee algo mais introspectivo e, diga-se de passagem, discorre sobre a vida de um rapaz atormentado que passa seus dias "fazendo monstros para seus amigos", ao passo que Commando transmite a mesma energia usada por Johnny nos shows, sem precisar suar em bicas nem tampouco se desesperar, com o controle total da situação em suas mãos. Aliás, depois de ler o livro é comum nos tornarmos um pouco Johnny Ramone, principalmente quando passamos a tecer constantemente paralelos entre coisas corriqueiras da vida com estratégias militares e partidas esportivas (no nosso caso, futebol).

Tosco, rabugento, conservador e cabeça dura em todos os sentidos (too tough to die...), John Cummings revela-se também uma verdadeira alma revolucionária, que não dava a mínima para quaisquer rótulos ou atribuições fúteis acerca do que quer fizesse. Sim, era o tipo do cara que não dava ponto sem nó, jamais. E isso fica mais que evidenciado na sua composição textual, quando comenta determinado assunto, lá pelas tantas resgata inúmeros exemplos pretéritos, e lá pelas tantas o retoma, sem cerimônia e sem soar doutrinário ou escolástico, envolvendo mais e mais o leitor a cada sentença.

Em suma, para Johnny Ramone, o importante era fazer direito o serviço para não precisar refazer depois (... they do their best, they do what they can ... )


+ release

“Quando você estiver lendo este livro, não devo mais estar aqui. Mas tive uma vida maravilhosa, independentemente do seu desfecho” (Johnny Ramone)

 Calça jeans surrada, camiseta do Mickey, jaqueta de couro perfecto, tênis, a franja cortada impecavelmente. Os Ramones subiam e faziam história no palco sob o comando de John Cummings, que muito cedo largou esse nome para se tornar o legendário guitarrista Johnny Ramone.

A editora LeYa lança em fevereiro, “Commando – a autobiografia de Johnny Ramone”. Lançada oito anos após a sua morte, a obra mostra como o menino considerado o delinquente do bairro, que bebia o dia inteiro e nem queria fazer parte de uma banda, se tornou referência na história da música para sempre.

Johnny Ramone só se rendeu à música quando perdeu seu emprego em uma construção, em 1974. O amigo Tommy sugeriu que ele e Dee Dee, já amigos na época, montassem uma banda. Johnny assumiu a guitarra, Dee Dee os vocais e Joey, um esquisitão que sempre esteve por perto, comandava a bateria. O resultado foi desastroso. Foram precisos muitos ensaios ruins para perceber que as posições estavam erradas e convencer Tommy a integrar a banda. Aí as coisas começaram a se acertar. Cada um dos integrantes abandonou seu sobrenome para assumir o Ramone - inspirado em Paul Ramon, nome que Paul McCartney adotava às vezes quando se registrava em hotéis - mostrando a unidade da banda, que provou ficar só no nome.

Além da padronização dos nomes, Johnny achou que seria de bom tom se o grupo usasse um uniforme com que as pessoas pudessem se identificar. Então as jaquetas de couro e o corte de cabelo igual se tornaram marcas registradas da banda.

Johnny não permitia atrasos e nem que nenhum dos integrantes se apresentasse alcoolizado ou drogado. Tornar-se uma das maiores bandas de todos os tempos exigia alguns sacrifícios. Johnny opinava sem pudor no estilo de outras grandes bandas, e só uma pessoa com o sobrenome Ramone para dizer a Johnny Rotten, do Sex Pistols, que o show deles tinha sido uma porcaria. E só mesmo Johnny Ramone para chamar os ainda novinhos, mas ascendentes, Red Hot Chilli Peppers de babacas, por correrem pelados pelo palco.

Em “Commando”, Johnny Ramone deixa aos fãs um relato sincero de sua vida, mostrando que ele foi mais do que o cara esquentado que bateu em Malcolm McLaren por conversar com a sua namorada, ou mais do que o guitarrista que ficou com Linda, a namorada do Joey, e que por trás da postura equilibrada que apresentava no palco, a banda tinha uma história muito mais complicada e rancorosa do que qualquer fã jamais poderia imaginar.

Além dos textos do guitarrista, a obra ainda presenteia os fãs com extras como o prefácio de Tommy Ramone, o epílogo de Lisa Marie Presley, uma avaliação álbum a álbum da discografia dos Ramones e a lista dos “dez mais”, escritas por Johnny, e posfácio de John Cafiero e Linda Ramone.

Da preferência por Elvis Presley, filmes de terror, o seriado “Jeannie é um gênio” ao amor inegável por sua banda, “Commando” é um convite irrecusável para entrar na vida e na cabeça do cara que escreveu a cartilha do punk.



 
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