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Sábado, 2 de Março de 2013 (0:10:26)

 

MC5: Política e cultura rebelde no olho do furacão imperialista



 

 

 

MC5

Política e cultura rebelde no olho do furacão imperialista

Por Raphael Cruz 

 

"And right now... right now... right now it's time to... KICK OUT THE JAMS, MOTHERFUCKER!"

O MC5 gravou o lendário Kick out the jams entre 30 e 31 de outubro do agitado ano de 1968. No mesmo mês, enquanto os rapazes de Detroit gravavam o disco, o presidente Lyndon Johnson anunciava o cessar fogo terrestre, aéreo e naval ao Vietnam do Norte, estudantes mexicanos eram massacrados durante protesto, dez dias antes da abertura das Olimpíadas do México. E os atletas negros Tommie Smith e John Carlos levantavam os punhos, realizando a saudação dos Panteras Negras durante a vitória nos duzentos metros olímpicos. 1968 também foi o ano das greves selvagens operárias e estudantis na Paris sublevada de maio. Estava-se chegando ao final de um ano culturalmente e politicamente turbulento.

 

Contracultura esquerdista X puritanismo calvinista

Kick out the jams provem do mesmo caldo cultural de agitação política e convulsões sociais do qual participaram o movimento pelos direitos civis nos EUA, as demonstrações antiguerra nos campi universitários, as guerrilhas urbanas contras as ditaduras militares e as lutas de libertação nacional no terceiro mundo. Tudo isso acompanhado por alterações sócio culturais nos costumes de toda uma geração, do qual a revolução sexual dos anos 60, a luta feminista e negra são exemplos. Vivíamos num contexto global de acirramento ideológico da Guerra Fria, com os stablishments dos EUA e da URSS sendo questionados por forças internas rebeldes em ambos os lados, como os Panteras Negras e a Primavera de Praga. Kick out the jams foi produzido no olho do furacão imperialista norte americano carregado de mensagens políticas e culturais esquerdistas contra hegemônicas em choque com o puritanismo calvinista da terra do Tio Sam.

 

O disco de uma época

Quando o disco chegou as lojas em fevereiro de 1969 pela Elektra Records, Nixon já era presidente e a Guerra do Vietnã ainda se arrastaria até 1975. Kick out the jams é basicamente um disco ao vivo, mas talvez um dos mais importantes discos ao vivo do rock. Depois de 43 anos ainda dá pra entender porque se escolheu gravar dessa maneira. A energia do quinteto de Detroit ainda reverbera depois de quatro décadas de remodelações no cenário do rock, na indústria fonográfica e no mundo da política. Seu fôlego demonstra uma coisa, que o disco é um clássico, uma referencia não só do rock, mas de toda uma época.

 

Em busca do Kick out the jams de nossa época

Hoje, com a crise econômica mundial e o desemprego nos EUA e Europa, com a Primavera Árabe ainda ecoando, com os Indignados ainda gritando, com as greves gerais na Grécia e os conflitos de rua unindo trabalhadores e estudantes contra policiais e governos, ficamos no aguardo do Kick out the jams de nossa época. E ele já está demorando.

 


 
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