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entrevistas: Zefirina Bomba
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013 (4:36:45)

 

Rock antropofágico. Talvez essa seja a definição mais próxima do som da banda paraibana Zefirina Bomba. Exagero? No DNA deles tem punk, cordel, literatura, Hermeto Pascoal tocando Nirvana.



 

 


+ entrevista

ZEFIRINA BOMBA 

A hostilidade em nome do progresso 

Por Márcio Sno

 

Entre outras particularidades, eles costumam tocar pelo Brasil a bordo de um Fiat Uno, possuem um violão customizado (que faz mais barulho que uma guitarra), têm um pedal safenado... Os mais alternativos podem chamar isso de “faça você mesmo” ou “do it yourself”, mas eles preferem chamar de outro nome. Com dois discos lançados (sendo o primeiro pela Trama e o segundo pelos selos Tamborete e Sub Folk), fizeram recentemente uma tour pela Europa, que foi repleta de aventuras e situações inusitadas, só pra variar. Essa entrevista foi pensada há dois anos e realizada em três etapas, em diferentes épocas, logo, pode-se dizer que já tivemos algumas versões até chegar a atual. Conversei com o vocalista e violonista (ou seria guitarrista?) Ilsom Barros, que falou sobre todas essas peculiaridades que envolvem o Zefirina Bomba, a vivência na Europa, o selo da banda e um pouco sobre o disco novo.

 

No encarte de Nós Só Precisamos De 20 Minutos Para Rachar A Sua Cabeça você colocou as letras das músicas de acordo como o original, ou seja, no rascunho, com as mudanças riscadas coisa e tal. Mesmo assim, ouvindo as músicas, algumas palavras foram trocadas. Você é muito indeciso ou vai de acordo com a situação do momento?

Na verdade, a ideia era dividir a construção das coisas com as pessoas, pra que elas possam acompanhar de onde veio até virar o som que se tá ouvindo. Acho que isso desprotege a criação, mas eu sei que muita gente que nos ouve também toca ou pelo menos pensa em tocar. Imagino que o fato de ter os rascunhos acabe ajudando a visualizar o que estamos fazendo. O “...20 minutos...” é um disco bem artesanal, as colagens foram montadas na mão e todo o disco foi gravado muito rápido, sem retoque. É assim que as coisas funcionam pra gente! Quanto à indecisão?! Eu imagino que o meu problema é não pensar muito nas coisas, geralmente vou lá e faço. Depois penso "fudeu!", aí já era... 

 

Segundo disco é sempre um grande desafio para qualquer banda. Qual foi a repercussão desse trabalho?

Pra gente foi meio "lego", tinha umas 4 que sobraram do “Noisecoregroovecocoenvenenado”, mais a “Molde” que era pra um EP em 2008 mais 8 que deveriam ser outro EP (que a gente pretendia chamar de “Nós só precisamos de 20 minutos...”) e que devia ter saído em 2009... Só que as coisas foram andando e quando a gente viu, tinha 26 músicas pra fazer um disco. O Rafael [Ramos, produtor] ajudou muito na hora de montar, e acabou saindo desse jeito 22 músicas + uns vídeos + as demos acústicas. Quanto à repercussão: estamos vendo isso aos poucos. Na verdade vários jornais falaram bem, nós mandamos o disco para todos os jornalistas que haviam resenhado o primeiro, a ideia era que independente de estarem ou não nos mesmos veículos de comunicação (a maior parte continua). Então, eles teriam de certa forma mais base pra sacar o que rolou de um disco para o outro, mas o fato de não estarmos mais em uma gravadora [o primeiro disco foi lançado pela Trama], nos fez ver que alguns meios de comunicação ignoram o trabalho. Isso é uma merda corporativa, que infelizmente a gente viu que existe.  Na verdade, o que a gente queria era fazer um disco que somasse ao primeiro, e eu acho que isso todo mundo entendeu. O “...20 minutos...” tá seguindo bem! Aliás, tocamos em Belém e Manaus e as pessoas pediam músicas dele! Isso deve ser um bom sinal! 

 

Por que optaram em gravar o disco em mono ao invés de estéreo?

Na verdade, essa pilha era do Rafael. Ele queria trampar num disco mono e eu achei que pro Zefirina podia soar muito bem! Não usamos efeitos, nem camadas pra encher as músicas, simples assim! E acabou rolando!!

 

Esse último disco saiu uma parte em digipack e outra em envelope. Por que essa diferença?

Fizemos a primeira tiragem em digipack porque a gente tinha muita coisa pra encartar. Mas desde que comecei a pensar no SubFolk [selo de Ilsom] que a ideia era fazer tudo em envelope. Por ser mais simples e de certa forma mais viável. Então pensamos da segunda tiragem em diante tudo ser envelope. 

 

Você costuma personalizar seus violões em busca de uma sonoridade diferente. O que é que tem de tão especial nesse som captado em sua customização?

A coisa foi toda meio intuitiva, eu ia montando e ouvindo (aprendendo e anotando...) e hoje já saco um pouco de que tipo de captador funciona melhor com aquela madeira e onde encaixá-lo (mais perto da ponte, ou mais central... vai por aí). Hoje uso captador Kent Armstrong - HPAN1 e os violões são Del Vecchio. Mas eu acho que o segredo do som tá nas cordas Canário.

 

Tem um pedal que tem uma “ponte safena”, o que aconteceu com ele? 

Um overdrive DUAL da Boss [esse pedal saiu de linha] que deu um pau durante um ensaio. Foi foda, porque depois da Crate GX212 (amplificador que eu usei por muito tempo) era o mais pro som. Então tentei consertar, abri e comecei a procurar onde tinha dado a merda. Quando já tinha desistido passei a chave de fenda na placa e rolou sinal (foi sem querer mesmo!) a interferência era na placa, então pensei em fazer uma ponte pra pular a interferência. E deu certo!! 

 

Para quem não conhece o Ilsom foram dos palcos, não consegue fazer uma relação com o som do Zefirina, pois você é uma pessoa muito calma. Como é que rola esse equilíbrio? Você no palco é outra pessoa?

Boa pergunta... Não sei explicar o que a música faz comigo. Acho que rola algo lisérgico que me leva... Mas os shows mais caóticos foram porque alguma coisa não estava funcionando bem no palco. Foi assim a primeira vez que eu quebrei meu violão. 

 

Poucos sabem, mas você também é um grande pesquisador de músicas regionais, principalmente no que se diz respeito ao circuito alternativo do nordeste. Como um cara que curte ouvir Jaguaribe Carne pode levar um som como o Zefirina Bomba? Quais as pontes que faz entre os sons mais roots com o rock que fazem?

Aliás, o Discarga Violenta [banda anarcopunk do Rio Grande do Norte] tocava uma música do Jaguaribe Carne!! Cara, o Pedro Osmar e o Paulo Ró são dois músicos incríveis!!! A linguagem e a construção sonora deles é algo visceral, que eu sempre busquei pro Zefirina, mas sempre tive um certo pudor pra não soar muito igual, coisa que eu hoje desencanei. Nossa musica "do Zefirina" é muito plural!! Bebeu na psicodelia de Lula Côrtes [músico pernambucano], na afinação de Otacílio Batista [repentista pernambucano], nas palavras de João Cabral [de Melo Neto, escritor pernambucano], no Nirvana e Syd Barrett [um dos fundadores do Pink Floyd].  No segundo disco, várias destas coisas ficaram de fora! Mas, esses dias eu assisti a um documentário do Hermeto Pascoal!! Sensacional!! Música é isso!! E o Zefirina é parecido com tudo, por isso vai soar sempre como algo que as pessoas vão se identificar independente de parecer ou não.

 

Diante desse monte de cruzamentos, influências, ligações, como se pode definir o som do Zefirina? Aliás, é necessário rotular o seu som?

NOISECOREGROOVECOCOENVENENADO, na verdade isso rolou quando a gente foi fazer o [programa] Banda Antes da MTV. Eles precisavam explicar o som e eu pensei nessa colagem. Acho que algumas vezes é necessário ter um referencial. Quando a gente chegou aqui ninguém tinha ideia do que era a Zefirina e isso aconteceu de novo na Europa. Lá apresentavam a gente como “noise/surf/punk...” e isso acabou sendo legal. Acho que nesses casos a parada funcionou. 


Ao contrário da maioria das bandas, vocês optam em tocar em outros estados utilizando o próprio carro. Tem algum motivo especial para isso?

Na verdade optamos por viajar de carro para viabilizar tocar onde as pessoas queriam nos ver. O custo com deslocamento é um peso considerável quando se promove um show. A nossa idéia era amortizar isso, fazendo nossa parte. Claro que é bem mais cansativo, e você tem que fechar trecho em conjunto pra valer a pena (Ribeirão Preto/Araraquara/Uberlândia/Goiânia/Brasília...) tipo isso. Mais aí já se vão mais de 200 mil quilômetros rodados. Só nesse segundo semestre fizemos Nordeste (Juazeiro do Norte/ Cajazeiras/ Fortaleza/ João Pessoa... Rolou outras cidades!! mas não cabe tudo, né?) Daí, Goiânia, Brasília, Campo Grande, Marília, Joinville... Desde o começo sempre fomos uma banda que “Se você tiver um lugar pra gente ficar + um lugar pra gente comer + e grana que você puder pagar = Rola show nosso!” Lá na Europa chamam isso de "do it yourself", mas, de boa, aqui é "te fode no rock!" O Zefirina Bomba é isso! 

 

Fatalmente, isso já deve ter rendido muitas histórias, têm algumas mais curiosas que pode citar?

Lembro de várias!! São oito anos de estrada e algum dia escrevo um livro! 

 

Com o uso desenfreado de download de músicas, de que forma o Zefirina foi afetado com isso? Quais as outras estratégias que usam para levantar grana e manter a banda?

A gente sempre conviveu bem com esses lances de download, sempre nos ajudou mais do que prejudicou. Quanto ao lance da grana, ela vem dos shows e basicamente dos CDs do selo SubFolk [que custam 5 reais], das camisas [a 10] e das parcerias que fazemos! Dá pra sobreviver com decência!

 

Zefirina Bomba
Tags: MTV Music]]>

 

Aproveitando essa onda de popularização da tecnologia, vocês lançaram um clipe da música “Melhor” com imagens captadas 100% por celular. Fale um pouco desse clipe e como vê essa apropriação da juventude de instrumentos tecnológicos para produzir produtos culturais?

 

O [diretor do clipe] Ronaldo Miranda é um mágico! O clipe ficou massa! Mas de boa, a tecnologia me dá enjoo! Tudo vira supérfluo e descartável. E isso é proposital da indústria, que joga as novidades sobre as novidades e tudo fica obsoleto! Me sinto idiota quando escuto alguém falar sobre tecnologia no celular, ou “mpducaraio” que é o novo formato!! 

 

O que você acha da evolução tecnológica no que se diz em relação à produção de músicas? (equipamentos de estúdio, captação de som, edição etc.) De que forma se apropriam dessas tecnologias?

A tecnologia ajuda muito na viabilização das ideias. Vejo muitos amigos editando seu sons e podendo realizar seus trabalhos. Tem também o fato de muita gente está construindo pedal, fazendo cabeçote. Isso só foi possível por causa da internet e das pessoas que disponibilizaram os circuitos. Essa acessibilidade é maravilhosa! Embora o Zefirina não use muito! Ainda somos uma banda analógica (a pré do #3 foi toda gravada em K7), vai entender... 

 

Vocês recentemente fizeram uma tour pela Europa. Fale um pouco como foi.

Foi bem difícil! Na real, a gente não devia ter ido. Mas tinha o lance das milhas que tavam vencendo e tudo... E, de certa forma, acabou empurrando tudo. Na real, foi bem “na tora mermo!” Mas, de boa, rolou coisas que eu não vou esquecer. Fiz grandes amizades, e vi como tudo rola por lá. Agora tenho base e bagagem pra rodar de verdade.  Passamos por Litomerice [Rep. Tcheca] Dresden [Alemanha], Porto [Portugal] Santa Maria de Páramo [Espanha], Bordeaux [França]... Foram 6 mil quilômetros 19 shows 22 dias, só na Europa. Do que rolou, tocamos em espaços bem diferentes (Jemafor que é um Bar, o Zoro e a Casa Viva é uma ocupação, em Leirosa e Figueira da Foz tocamos em Centros Comunitários) e isso foi realmente me fez pensar muito sobre tudo que temos. Aqui no Brasil as pessoas recebem as bandas como se fizessem favor, não divulgam direito os shows e depois ainda falam que tiveram prejuízo, porque não rolou público... Enquanto lá, nos deram o que eles tinham de melhor, entende? Vi cartazes nas ruas, comemos com fartura e, em vários lugares, recebemos mais do que o acertado. E foi inevitável... Eu repensei tudo que venho fazendo... Quando eu falava o preço dos nossos discos, as pessoas se recusavam a pagar: “2 euros? Não, não! Aqui o disco é vendido a 5 euros pelo menos!”. E eu explicava que no Brasil eu os vendo a 5 reais (e que daria mais ou menos o mesmo preço em euro) mesmo assim todos (eu disse todos!!) pagaram 5. A minha solução foi dar outro disco da SubFolk junto, e isso ninguém reclamou! Justo pra mim, legal pra eles! Hoje percebo que foi um grande aprendizado para todos, continuo me comunicando com algumas bandas como Sin Logica da Suíça, o Cães Danados de Portugal e com o Peligro da Espanha. Todos estão na estrada há bastante tempo e é muito bom poder dividir ideias e possibilidades!


E a aceitação dos europeus em relação ao som de vocês? Foi necessária uma “tradução simultânea” das mensagens de suas canções?

Em algumas músicas eu realmente decorei algo pra dizer “The idiot does not offend me! Who judges me fuck it!” [idiota não me ofende! Foda-se quem me julga] em “Alguma coisa por aí”, eu colei: “I'm a sick! I'm a shit! Society ignores me!” [sou uma doença! Sou uma merda! A sociedade me ignora!] A maioria já saca outras bandas brasileiras (Olho Seco, Cólera, Ação Direta, Replicantes, Jason...) imagino que isso ajuda muito no contexto geral. Mas, o som é o que importa! E o lance do violão também fode com o juízo deles!! Nêgo fica tentando entender a distorção e pilha na tosquêra!!  Em Portugal saímos em vários jornais. Na Alemanha, sempre antes do show, pessoas vinham falar que estavam afim de ver nosso show, isso rolou até na França. Inclusive, em Bordeaux rolou uma coisa engraçada: a banda principal era o Torture Squad e nesse dia tinha duas bandas de thrash uma de death e outra de grind e a gente, "as Barbies da noite", mas o Nico [cara que tava organizando a noite] disse que a gente tava sendo esperado. Pensei: “pra ser linchado! Ou sacrificado em algum ritual!” Subimos pra montar as coisas e o bar tem dois ambientes (na verdade 3, porque quem quiser pode sair do bar e ficar na calçada). Os shows rolam no porão e não tinha uma pessoa lá embaixo, só nós e o técnico de som. Montamos e começamos fazendo tipo “a maior zuada que a gente fosse capaz de fazer” (na minha cabeça: vâmo tocar pelo menos bem alto!), só que começou a descer uma galera! Caralho, man! Uns punks... Uma doidêra! Tínhamos um set de 30 minutos, mas, de boa, tocamos só porrada. Guardei o set “DESGRAÇANOISEPUTAQUEPARIU” que durou bons 12 minutos!! Demos um bis tocando “Igreja do Disunidos”. Foi bem foda!

 

Como foi viver “um dia de Barbie”?

Caraio, algumas pessoas acham que somos barulhentos "pesados" mas de boa, a gente sabe que o Zefirina é bem leve perto dessas bandas, só que esse show em Bordeaux foi um dos primeiros confirmados [o Nico, cara que promoveu a parada, tava bem empolgado] e eu só fiquei sabendo com quem tocaríamos no começo de setembro, tipo três semanas antes. Então pensei: “foda-se”! Mas foi muito foda tudo, e de boa, próxima tour tenho certeza que Bordeaux vai tá no roteiro!

 

Essa experiência proporcionou a vocês compararem a cena underground de lá com a de cá. Fora o que já comentou, quais outros pontos mais marcantes que podem destacar?

Na real, os caras respiram o que fazem e isso de longe já faz uma puta diferença! Eles tão na rua fazendo toda correria. Aqui nego nem senta o cu na cadeira na frente do computador pra divulgar. Outra parada é que a maioria dos lugares já tem uma galera que frequenta. Isso somado a curiosidade de conhecer som novo! É foda falar... Mas eu lembro de um tempo atrás, as coisas eram bem parecidas, cansei de ver gente panfletando, colando cartaz, galera indo a show de banda pra conhecer... Isso num faz muito tempo, se a gente pensar direito, até 2003 essas coisas rolavam em quase todo lugar. Lembro de ter ido tocar em Cuiabá e chegar lá três dias antes do show, panfletar, fazer uma correria boa!! E o lugar tá lotado no dia do show. Conheço uma galera aqui no Brasil que ainda faz isso. Mas a maior parte... 

 

Vocês passaram por alguns contratempos em Paris. Como é estar em momentos de tensão a milhares de quilômetros de casa?

Fomos roubados em Paris. Isso fudeu algumas coisas da tour. Tínhamos um programa de rádio pra fazer em Chateauroux e um show em uma cidade próxima. O lance é que eu fiquei preso resolvendo B.O. tentando tirar passaporte... O meu maior medo era não conseguir me comunicar. Eu fiquei com muito receio disso, imagina explicar pra polícia que eu tava sem documento... Mas isso foi uma surpresa, pois fui muito bem tratado em todos os lugares, inclusive quando fui multado por dirigir acima de 160 numa estrada da França. 

 

No ano passado vocês não tiveram os vistos concedidos para tocar nos Estados Unidos e uma das possíveis causas foi pelo fato de terem “Bomba” no nome. Como foi isso e no que deu essa história toda?

Sinceramente não sei, mas o lance do visto naquele período tava foda, uma porrada de gente que tava tirando pela primeira vez também não tava conseguindo. E até o que eu sei meu caso tá em aberto. Preciso inclusive ver no que deu.

 

Tem muitas bandas que querem excursionar pela Europa e não sabem por onde começar. Qual seria o esquema básico para concretizar uma tour parecida com a que fizeram?

O melhor caminho é trocar uma ideia com algumas bandas de lá, tentar marcar show junto (isso viabiliza o backline) coisa que tivemos que carregar a tour inteira. Pegar um esquema de roteiro e fazer cidades próximas (300, 400 km de distância no máximo por dia) isso ajuda no lance de descanso... E tocar todo dia! Porque é a garantia de comida e dormida certa!

 

Além de tocar no Zefirina, você também conduz o Sub Folk e também produz bandas. Fale um pouco dessa sua atuação fora do palco...

Na verdade o SubFolk é uma extensão da Zefirina. A ideia é fazer parcerias que ajudem boas realizações! Neste momento estamos finalizando com o pessoal do La Gambiarra e o Madalena Moog de João Pessoa e teve o Esporro [livro do Leonardo Panço] que a gente deu uma mão e que, na boa, é um baita livro!!! E ainda vai rolar um compacto 7” split do Zefirina X Galinha Preta [banda de Brasília]. Acho que a parada tem que ser essa, todo mundo se ajudando e viabilizando os trabalhos! SubFolk é mais um grão dentro do balaio!


Quais são as bandas que estão nesse balaio?

Tá começando a ficar cheio!! Isso é bem bom!!! Tem o Orange Disaster (1 CD e 1 Compacto), The Automatics (1 Box com 2 CDs e 1 DVD), Esporro [livro de Leonardo Panço], Musa Junkie Suicida, Old Men School, Nação Corrompida, Rotten Flies, Capim Maluco, La Gambiarra, Madalena Moog, além dos discos do Zefirina! Espero poder fazer mais coisas! Gostaria muito de ajudar nos relançamentos do Ação Direta, e queria lançar um compacto do DZK. O lance é continuar trampando com quem vale a pena!


 

Já tem previsão para o lançamento de um novo disco?

Espero que em dezembro ele esteja pronto! Mas antes disso devemos lançar um EP virtual "Nenhum respeito por nada" só com o que chamamos de "Desgraçanoise"! Talvez mais tarde isso vire um compacto (vai depender da grana) e o split do Zefirina X Galinha Preta.

 

E como estão pensando na gravação desse disco? Alguma experiência nova?

A ideia é colocar umas intervenções, vinhetas instrumentais e cantar boa parte do disco em inglês.


O último disco contou com a produção de Rafael Ramos. Há a possibilidade de repetir a parceria?

Claro!! Gostamos muito de trampar com ele!! E acredite, é nossa primeira e melhor opção!!!

 

A hostilidade continua sendo em nome do progresso?

Isso acabou virando um lema! Sei que pra muita gente nosso som é até calmo, mas acredite tem muita, muita gente que nos acha “desgraçasound!!” acredito que perturbar a ordem é readaptar o mundo a novas possibilidades. Não acredito em vandalismo. Não acredito em destruição do patrimônio público. Acredito em diálogo! Em ações concretas e pessoas boas! Neste material novo tem uma música em inglês que eu falo “I gotta walking enough to obtain/ I know anyway, not just be a crown” [tenho que andar o suficiente para obter / Sei de qualquer forma, não ser só uma coroa] e na música seguinte eu coloco em português “Moralismo causa delinquência”. Isso é hostilidade em nome do progresso!

 

www.myspace.com/zefirinabomba

tramavirtual.uol.com.br/zefirina_bomba

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