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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012 (1:45:16)

 

Os melhores shows de rock de 2012



 

 

 

OS MELHORES SHOWS DE ROCK DE 2012

Por Bruno Eduardo

 

Shows, shows e mais shows. Pelas minhas contas, foram cento e quinze testemunhos - devidamente registrados e /ou fotografados para o Portal Rock Press. Acredito que no Rio de Janeiro, quase ninguém que viva dessa correria que é cobrir o “rock”, tenha assistido, conferido, curtido e presenciado tantos shows quanto este que vos escreve – talvez apenas o meu ilustre colega Marcos Bragatto, a quem tiro o chapéu com muita humildade. Porém, embora pareça uma dádiva descomunal - ter essa oportunidade de ver tantos artistas -, eu digo: nem sempre! Mas preferi levar o ano de 2012 na roleta-russa - cobrindo tudo o que era necessário, de medalhões à indies. Mochila nas costas e horas dentro de ônibus (não gosto de avião) para festivais extra-Rio; bloquinho na mão e máquina fotográfica para curtir as minhas “baladas” dos fins de semana. Na maioria das resenhas, no entanto, uma frase para a minha editora-chefe: é um trabalho árduo, mas alguém tem de fazê-lo. 

 

KISS (HSBC Arena, RJ)

Apoteótico! Kiss confirma a fama de show indispensável para roqueiros de todas as gerações. Mas verdade seja dita: O fato de você gostar ou não das músicas não faz a mínima diferença quando você está ali, a metros do palco, sendo cozinhado pelo calor das chamas, ou envolvido por uma nuvem de papéis picados. Quem assistiu ao Kiss pela primeira vez na vida, certamente redefiniu seu conceito para o termo "show de rock".

 

 

FOCUS (Teatro Rival, RJ)

Thijs Van Leer liderou o Focus em uma aula de música e simpatia - trazendo de volta mais de quatro décadas de rock cósmico e virtuoso. Incrível como o Focus continua soando à frente do seu tempo. A presença de alguns moleques perdidos entre os cinqüentões na plateia, constatavam tal teoria.

 

 

CAGE THE ELEPHANT (Lollapalooza Brasil, SP)

“Uma suposta exigência de Dave Grohl”. O surpreendente (para a grande maioria) show do Cage The Elephant no Lollapalooza Brasil evidenciou uma patologia que toma conta da grande parte de nossa mídia: estamos sendo ultrapassados (atropelados) pela velocidade de consumo. Incansável e completamente alucinado, o vocalista Matt Schultz demorou apenas cinco minutos para se jogar do stage, e mergulhar no mar de cabeças que se espremia no gargarejo. 

 

 

FOO FIGHTERS (Lollapalooza Brasil, SP)

Uma coisa que aprendi nessa vida de grandes festivais foi: Quanto maior o poder, maior a responsabilidade. Quem se lembra do caótico show dos Chili Peppers no Rock in Rio 3? Então não dá para desprezar o fato de que o FF não se garantiu no público ganho para bater ponto. Os caras suaram por duas horas e meia - incluindo todos os hits, com um som extraordinariamente alto. Dave Grohl não é apenas um ex-Nirvana, o cara sabe ser bom de palco! Superestimados ou não, sejamos justos: foi o show que todos esperavam! 

 

 

 

FLOGGING MOLLY (Teatro Rival, RJ)

Liderados pelo carismático Dave King, e sua esposa (violinista/flautista da banda) Bridget Renan, o Flogging Molly fez do Teatro Rival um verdadeiro pub irlandês - com banhos de cerveja, rodas punk e dancinhas coreografadas. O som dos caras é uma fronteira cultural; artisticamente eles remetem um pouco a Gogol Bordello (só que mais rock). Não fosse a presença de elementos tão inusitados como acordeão, violino, flauta e bandolim, poderíamos ter apenas uma banda de punk rock simplória e tradicional. Eles são, provavelmente, um dos grupos mais interessantes que já vi em cima de um palco.

 

 

 

MARILLION (Vivo Rio, RJ)

Há quinze anos sem vir ao Brasil, Marillion recupera o tempo perdido em show memorável. Contando com uma produção de palco simplória, mas funcional, eles souberam mesclar o repertório com uma efetividade surpreendente. Isso, levando-se em conta que o grupo praticamente ignorou os clássicos "Script For A Jester's Tear" e "Fugazi". O show apresentou alguns problemas técnicos, que foram devidamente colocados no bolso por Hogarth – que esbanjando carisma e boa forma técnica, segurou o público nas mãos.

 

 

NARDONES (Arariboia Rock, Niterói)

Travestidos e performáticos. Os Nardones lideraram uma legião de zumbis, no famoso Teatro Popular de Niterói. O Rock nunca foi tão horror, e o horror nunca foi tão rock and roll no outro lado da Baía de Guanabara.

 

JASON (Audio Rebel, RJ)

A casa que era pequena ficou quase particular. Divulgando seu excelente Obtuso, o Jason selecionou um setlist ultra-rápido para matar a saudade do povo carioca. Da berraria de Vital à agitação de rodas punk, o que sobrou foi suor, emoção e nostalgia.

 

 

 

THE RAPTURE (Circo Voador, RJ)

The Rapture transbordou decibéis com sintetizadores, bumbo no talo e vocal afinado. Em um dos shows mais ensurdecedores (no bom sentido) que o Circo Voador já recebeu, os novaiorquinos não desapontaram o bom público presente. Analisando a presença maciça da galera, numa sexta-feira acompanhada de uma chuvinha chata, cheguei à conclusão de que esse lance de crowdfunding (Queremos!) era realmente uma das coisas mais revolucionárias da história cult.

 

ROGER WATERS (Estádio do Engenhão, RJ)

Qualquer adjetivo é redundante. Épico.

 

 

THE SECRET CHIEFS 3 (SESC Belenzinho, SP)

Mesmo sem o apoio da grande mídia, Trey Spruance (ex-guitarrista do Faith No More) deixou de lembrança duas apresentações memoráveis na cidade de São Paulo. Similar a sua passagem pelo Faith No More, a visita ao Brasil também foi ao impulso de um cometa. Trey Spruance não precisou de Mike Patton para atrair fãs em sua simpática visita ao país, mas precisa voltar o mais rápido possível!

 

 

TITÃS (Circo Voador, RJ)

Este aqui está devidamente registrado em DVD! Em uma noite visceral, os Titãs relembraram o clássico "Cabeça Dinossauro" para um Circo Voador em clima de "panela de pressão". A emblemática apresentação, foi tida como um presente de aniversário digno, já que a casa completava três décadas de história.

 

 

 

GLASS AND GLUE (Box 35, Niterói)

Injetando ousadia em sua cartilha indie-punk-rock-garageira, o GLASS AND GLUE - liderados pela bela Marina Franco - provou que há ainda rock dos bons, no nosso esquecido (pela mídia) e enfumaçado underground. O grupo é certamente uma das mais gratas surpresas da cena carioca.

 

 


 
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