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discos: Jack White, Blunderbuss
Sábado, 10 de Novembro de 2012 (17:39:09)

 

Enfim solo, Jack White traz 13 canções cheias de belos detalhes



 

 

 

JACK WHITE 

 Blunderbuss

(Sony)

Nota 9


Por Paulo Schwinn

 

Jack White, um dos maiores nomes do rock no século XXI, enfim lança seu primeiro álbum solo, depois de dez discos com suas bandas anteriores (White Stripes, Raconteurs e Dead Weather). O disco já é um fenômeno de vendas: desbancou Adele do primeiro lugar das paradas de sucesso do Reino Unido na semana de seu lançamento.

A sonoridade de Blunderbuss é mais madura. A base são os pianos, de timbres sessentistas e setentistas, complementados por guitarras, violões, uma competente cozinha de baixo e bateria, além de eventuais arranjos de cordas. “Missing Pieces”, canção que abre o disco, já começa com os teclados em primeiro plano e as guitarras coadjuvando muito bem, com dedillhados criativos, apesar da melodia comum.  “Sixteen Saltines” é um rock cativante, num dos poucos momentos em que as guitarras reinam absolutas. Com letra sugestiva (She”s got stickers on her locker / And the boy”s number is there in magic marker / I”m hungry and the hunger will linger / I eat sixteen saltine crackers then I lick my fingers), a canção poderia muito bem estar em “Consolers Of The Lonely”, o segundo dos Raconteurs, tamanha a semelhança com o estilo daquele álbum. “Freedom At 21” tem um bom riff, com guitarras á frente, e conta a história de uma mulher dominadora (She don”t care what kind of wounds she”s inflicted on me / cuz she”s got freedom at 21st century). 

A acústica “Love Interruption” traz apenas teclados e violões e é cantada a duas vozes. Uma bela faixa. Introspectiva e com um toque de soul music. “Blunderbuss” é outra pra ser ouvida em silêncio, percebendo todos os detalhes que ela traz: uma bela trama de violões, pianos de timbres diferentes e comoventes violinos. “Hypocritical Kiss” e “Weep Themselves To Sleep” são quase a mesma canção, pois ambas vem no mesmo clima: belos timbres de teclado, incluindo um belo solo, e levada mais cadenciada, numa espécie de “soft rock”. “I”m shakin” tem atmosfera rockabilly, apesar de mais lenta do que o estilo pede. Um esperto riff de guitarras e vocais femininos dão charme especial á canção. “Trash Tongue Walker” traz piano e uma levada de bateria que acelera no final, deixando a canção bem pra cima. A simpática “Hip (Eponymous) Poor Boy” de estilo “country”, tem bela melodia, conduzida por violões e suaves pianos.

Assim, as belas canções de Jack White encantam o ouvinte que pode deixar rolar o álbum sem medo do início ao fim. Ainda a destacar as valsas “I Guess I Should Go to Sleep” e “Take me With You When You Go”, essa com um belo acompanhamento de coro feminino, também presente na densa e hipnótica “On and On and On”. E fica a expectativa sobre os próximos lançamentos de Jack White. Uma nova banda? Novos álbuns do Raconteurs ou do Dead Weather? Uma improvável turnê de reunião do White Stripes? Que responda o futuro.  

 

Clip de Love Interruption com a ‘misteriosa’ cantora Ruby Amanfu:

 

 

Clip de Sixteen Saltines:

 

 


 
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