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discos: Annie & the Malagueta Boys, Shaking & Boppin’
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2012 (5:11:57)

 

Annie & the Malagueta Boys passam longe de clichês do rockabilly em Shaking & Boppin’



 

 

 

ANNIE & THE MALAGUETA BOYS

Shaking & Boppin’

(Bad Habit Records)

 

Por Alexandre Saldanha

 

A cena rockabilly, em geral, é muito engessada. As bandas são muito apegadas a algumas regras do estilo e, no final, acabam soando muito parecidas umas com as outras e paradas no tempo. Felizmente, existem pessoas que preferem burlar as normas e seguir seu próprio caminho. Esse é o caso de Annie e seus Malagueta Boys.

A liberdade em relação aos padrões estéticos começa pelo formato escolhido para lançar o EP Shaking & Boppin’: exclusivamente em download pago. Nas quatro faixas que compõe o disco, o quinteto curitibano segue todas as premissas do gênero: vocalista pin up, baixo acústico, guitarras limpas carregadas de delay e até riffs de sax. Mas vai além.

Os Malaguetas, na verdade, apostam numa atmosfera pré-rockabilly dos anos 1940, quando o estilo ainda estava se formando e fazia forte influência do jazz e do swing das big bands. Os backing vocals da faixa-título, por exemplo, remetem à trilha sonora dos desenhos do Zé Carioca. A banda é competente e, musicalmente, não mostra disputa pelos holofotes. Cada membro sabe qual é o seu espaço no grupo e não disputa espaço com os outros. Todos ganham com isso.

“Up & down”, a mais legal do disco, brinca com os clichês brasileiros e alfineta “tem mais que samba no Rio, vem para o rock no Brasil”. O solo de sax também faz referência a outro lugar-comum na imagem que nosso país tem lá fora, uma versão swingada de “Garota de Ipanema”. “Você já aprendeu a sambar?”, diz a única frase em português do compacto.

 

 

“Jivin’ bastard” tem uma forte pegada jazzística. O vocal suave de Annie dá um clima a la Chicago à faixa. Novamente, é o saxofone de Victor Rodder. A onomatopeica “Dup-de-dum” também tem um pé nas big bands dos anos 1940. A guitarra leve de Rick Pacheco casa perfeitamente com a voz, brincando com a escala, preenchendo os espaços vazios. A influência de Brian Setzer fica clara no solo da música que termina com uma contagem regressiva em coro, conduzindo ao gran finale.

Shaking & Boppin’ é um discaço que, por US$0,99 a faixa, sai praticamente de graça!

 

 

 

 


 
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