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playlist: Carlos Nishimiya
Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012 (3:59:48)

 

Músico do Maria Angélica Não Mora Mais Aqui , Magazine, Kid Vinil Xperience, Continental Combo e Surfadelica, o produtor, compositor e colecionador de discos Carlos Nishimiya fez especialmente para PRP sua Playlist



 

 

Carlos Nishimiya iniciou sua carreira musical com o grupo underground paulistano Maria Angélica Não Mora Mais Aqui , depois Magazine, Kid Vinil Xperience, pelo conceituado grupo Continental Combo e  o trio Surfadelica. Colecionador de discos, ele passa uma boa parte do tempo em que não está tocando, produzindo ou compondo, lendo e ouvindo discos de rock, do passado ao presente, garage, psicodelia, grunge, folk, beat, progressivo, hard rock, praticamente tudo interessa ao maníaco obsessivo por rock e todas as suas manifestações. Tal obsessão vai ao ponto de gastar o dinheiro que não tem em discos obscuros, para desespero da esposa Lourdes. Alem de enciclopédias, revistas de música e biografias de artistas, algo imprescindível para quem precisa de informação como de ar puro. 

 

+ playlist

CARLOS NISHIMIYA

 

“Tentei aqui fazer um verdadeiro mixtape, como costumava fazer na época das fitas cassetes. Assim evitei qualquer faixa de rock progressivo que levasse um lado inteiro de um disco. Assim ficam de fora muitas coisas do Jethro Tull, Gryphon, Mike Oldfield, etc. A idéia era preencher uma fita TDK C90. E apenas uma música de cada grupo. Então aí vão algumas favoritas...

 

1.FAIRPORT CONVENTION – FOTHERINGAY

A mais importante banda do folk-rock britânico, pelo menos aquela que deu a partida para todo um movimento no Reino Unido. Essa faixa foi composta pela musa Sandy Denny, uma das vozes mais lindas que já ouvi. Dentre as dezenas de faixas espetaculares que o grupo gravou escolhi esta porque foi a primeira música que ouvi deles. Além disso, o acompanhamento de violões que se entrelaçam e dialogam entre si e com Sandy é de uma engenhosidade e sensibilidade absolutamente originais. 

 

 

2.THE BOO RADLEYS – WAKE UP BOO!: MUSIC FOR ASTRONAUTS (1995, saiu apenas em single)

Essa música é de uma alegria contagiante, quase eufórica, algo que é cada vez mais raro de encontrar. A versão do single tem mais de 8 minutos e é completamente diferente da que saiu no álbum. É uma colisão diabolicamente bem feita da original britpop song com um clima eletrônico/rave que desconcerta e surpreende a todo instante.

 

 

3.JEFF BUCKLEY - HALLELUJAH

Quando o dia amanhece e não me sinto legal é só colocar essa canção espetacular de Leonard Cohen na voz de Jeff Buckley que tudo muda. Ela está no único disco que Jeff Buckley lançou em vida, “Grace”, prova de uma das maiores perdas que a música já teve.  Jeff herdou todo o talento de seu pai, Tim Buckley e fez um dos melhores debuts da história do rock. O disco “Grace” está lá em cima na minha lista de melhores de todos os tempos.

 

 

4.JIMI HENDRIX EXPERIENCE – 1983...(A MERMAN I SHOULD TURN TO BE) (1968)

Quase toda a obra de Jimi poderia estar no meu mixtape, mas essa faixa do Electric Ladyland sempre, infalivelmente, me surpreende pela sua estrutura, sons não usuais e atmosfera tranqüila, mas inquietante. E “All Along The Watchtower” deve ser a cover mais excitante de Dylan jamais gravada.

 

 

5.JETHRO TULL – LIVING IN THE PAST (1972)

Outra banda que adoro e poderia ouvir o dia inteiro. “A Passion Play” é um disco criticado por quase todos que não são fãs, mas sou absolutamente fascinado por ele. Como não dá para colocar uma faixa de 45 minutos em um mixtape escolhi “Living In The Past” que reúne todas as qualidades que o Jethro tem: melodias lindas, instrumental perfeito, a onipresente flauta de Ian Anderson. E ainda mais é uma canção em 5/4!

 

 

6.THE STRANGLERS – NICE ‘N’SLEAZY (1978)

Lançada como single e também como parte do terceiro LP do grupo, “Black & White”. O som do baixo de Jean Jacques Burnell é devastador e único, verdadeira marca registrada dos Stranglers. Somado ao excelente vocal e letras de Hugh Cornwell e ao impressionante solo de sintetizador de Dave Greenfield, o resultado é uma das músicas mais marcantes de uma das mais poderosas bandas do original punk britânico.

 

 

7.KEVIN AYERS – RHEINHARDT & GERALDINE/COLORES PARA DELORES (1970)

Do ex-baixista do Soft Machine que nunca quis fazer sucesso em carreira solo. Sua gravadora bem que tentou, mas Kevin não estava interessado num sucesso fácil. Apesar de sua ótima aparência e ótimas pop songs, Kevin não se contentava com o óbvio. Esta música é um ótimo exemplo. Começa com uma melodia ímpar, melancólica, levado pelo timbre incomum da voz de Kevin. De repente ao final do segundo verso (“From the poison comes the flower/Butterfly for just an hour/But it burns ecstatic fire, The kind of life we all desire…/Desire…fire…) vem a desconstrução total da canção. Sons de orquestra, tapes invertidos, absoluto caos...caos, que de alguma maneira se converge em um ponto e vem a segunda parte chamada “Colores Para Dolores”, complementando o clima onírico e encerrando de maneira brilhante uma viagem pela psique humana em pouco mais de oito minutos.

 

 

8.VAN DER GRAAF GENERATOR – HOUSE  WITH NO DOOR (1970)

O clima surreal e sufocante das letras de Peter Hammill emolduradas por uma das mais belas melodias que o Van Der Graaf Generator já gravou. Só as flautas de David Jackson e a voz de Hammill já valem o disco (“H To He Who Am The Only One”).

 

 

9.THE KINKS - VILLAGE GREEN (1968)

Foi difícil escolher só uma faixa dos Kinks. Tarefa impossível mesmo. Mas esta obra-prima de nostalgia de uma idealizada antiga Inglaterra e o arranjo barroco com cravo, cordas e madeiras é um dos pontos altos do disco de mesmo nome. Impossível não se emocionar com o relato de Ray Davies. Mesmo que Village Green nunca tenha existido e nem mesmo os personagens. Um dos discos menos vendidos dos Kinks, “Village Green” foi mais tarde a pedra de Rosetta para o britpop dos anos 90.

 

 

10.THE STONE PONEYS & LINDA RONSTADT – DIFFERENT DRUM (1967)

Uma das mais perfeitas canções já escritas sobre desencontros amorosos. Esta é a primeira gravação da música escrita pelo ex-Monkees Michael Nesmith. Logo virou um standard e foi regravada por muitos outros grupos e artistas.

 

 

11.BIG STAR – JESUS CHRIST

Essa faixa do terceiro disco do Big Star consegue um milagre, uma canção de natal que pode ser ouvida em qualquer época. Alex Chilton demonstrando todo o seu talento para criar canções inesquecíveis. Júbilo e melancolia andando juntos ao mesmo tempo...

 

 

12.BUZZCOCKS – ARE EVERYTHING (1981)

Uma das últimas faixas gravadas pelo Buzzcocks original, essa faixa já apontava um futuro caminho para Pete Shelley em seu disco solo “Homosapien”, um crossover das suas sensibilidades pop com eletrônica.

 

 

13.AMBOY DUKES – JOURNEY TO THE CENTER OF THE MIND (1968)

Para quem conheceu o trabalho de Ted Nugent já em sua fase solo é difícil imaginá-lo como membro desta banda de psych/garage/proto-metal. Mas esta música, presente na suprema coletânea “Nuggets” de Lenny Kaye, é uma das mais poderosas manifestações de uma guitarra fuzz dos anos 60. Perfeita para se ouvir alto e perfurar os tímpanos com suas guitarras distorcidas.

 

 

14.MELLOW CANDLE – HEAVEN HEATH (1972)

O Mellow Candle gravou um único LP em sua existência, o mágico “Swaddling Songs”, folk psicodélico, místico e mágico, apoiado em suas duas vocalistas, Clodagh Simonds e Alison Williams (mais tarde O’Donnell). O edição original em vinil é um dos LPs mais caros do mercado. Eu recomendo demais este disco para quem gosta de Fairport Convention com Sandy, Steeleye Span ou The Trees.

 

 

15.DONOVAN – THE VOYAGE OF THE MOON (1971)

De um dos discos menos conhecidos de Donovan, o “HMS Donovan”, que só recentemente teve um relançamento amplo em CD, este disco é como uma continuação do segundo LP da caixa “A Gift From A Flower To A Garden”. Canções pensadas para crianças. Mas não são o que parecem, são muito mais que canções infantis. Esta música excepcional traz uma melodia inesquecível, como é norma para Donovan e um acompanhamento mágico de seu violão, simples e místico. Como um mantra para ocidentais.

 

 

16.PERE UBU – FINAL SOLUTION (1976)

Uma completa surpresa na época do seu lançamento. O Pere Ubu era uma completa anomalia: punk antes do punk e traços do art rock praticado por bandas como o Can, Amon Duul e Roxy Music. Para mim, na época, era um hino adolescente de desajustamento social. Hoje tem um significado muito mais amplo de eminente destruição. Uma faixa monstruosa, depois com cover de Peter Murphy.

 


17.EDGAR WINTER GROUP – FRANKENSTEIN (1972)

Esta faixa espetacular teve origens humildes. Começou como uma Jam session entre os irmãos Edgar e Johnny, que chegaram a tocá-la várias vezes no início da carreira dos dois. Servia como tema para solos de todos os integrantes do grupo. Mas a versão que saiu no LP do Edgar Winter Group se tornou um surpreendente hit instrumental que atingiu o topo das paradas americanas. Os riffs monstruosos tocados pelo mega guitarrista Ronnie Montrose e especialmente o uso do sintetizador fizeram de Frankenstein uma das músicas mais memoráveis dos 70.

 

 

18.AVI BUFFALO – WHAT’S IN IT FOR? (2010)

Gosto de música pop bem feita e esta canção dessa banda nova da Sub Pop fez minha cabeça de cara, algo bem raro de acontecer. Uma melodia devastadoramente linda, belos timbres de guitarra, o vocal diferenciado. Mesmo que a banda nunca mais faça nada tão memorável por esta canção já estão no meu coração.

 

 

19.LOU REED – CAROLINE SAYS II (1973)

De um dos meus discos favoritos de Lou Reed, “Berlin”. Essa música mostra um personagem tão real que é quase doloroso ouvir a música e a letra. Lou mostra neste disco como é um mestre na arte da observação, na cuidadosa descrição de uma situação insustentável. Existe ainda uma versão que adoro também com o Marc Almond com sua banda Marc And The Mambas.

 


20.ELLIOTT SMITH – WALTZ #2 (1998)

Esta música em ritmo de valsa de Elliott é para mim um dos pontos altos de sua infelizmente curta carreira. Um lamento sobre amor perdido pairando por sobre uma melodia e arranjo perfeitos. XO.”

 

 

 


 
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