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acepipes: The Pogues
Quarta-feira, 4 de Julho de 2012 (1:08:05)

 

Os Pogues "chutaram o pau da barraca" ao mesclarem pra valer o punk de sua formação juvenil com melodias tradicionais irlandesas, com as quais foram criados



 

 

 

POGUES

Rebeldia Acústica 

 

Por Max Merege

 

É comum quando se fala em THE POGUES, associar de cara à figura bizarra do vocalista Shane McGowan, cuja imagem parece sobrepor-se ao talento, principalmente em um meio forjado sobre aparências e figurinhas de plástico, tal qual é o mundo das celebridades.

Sim, nos anos 80 e 90, o cara já bagunçava o coreto pelas ruas de Londres, e infelizmente, além de ser lembrado como o sujeito mais feio da face da Terra (se cara tiver meia dúzia de dentes na boca, ainda é muito!), ele também se notabilizou como o pior beberrão do mundo pop.

Fora esses defeitos irrefutáveis, McGowan carrega consigo a pecha de mestre do chamado etno-punk, a mais clara definição do casamento entre o punk-rock e a música folk, já que o próprio Shane McGowan, além de ter se projetado como cantor à frente da banda The Nips (77-80), também crescera como um entusiasta da cultura céltica; afinal, mesmo tendo nascido nos subúrbios londrinos, é irlandês de pai e mãe e também fora criado na bucólica Irlanda.

Pois bem, logo após o final dos Nips, em 81, Shane se uniu a Peter "Spider" Stacy (flauta) e Jem Finer (banjo), para começar algo realmente diferente...

 

DEBUT

Até então, a inserção de elementos tradicionais ao punk-rock era algo muito tímido e justamente os Pogues "chutaram o pau da barraca" ao mesclarem pra valer o punk de sua formação juvenil com melodias tradicionais irlandesas, com as quais foram criados.

Em menos de um ano, a banda que a princípio se chamava Pogue Mahone, já fazia suas primeiras apresentações pelos pubs londrinos. Nesse ínterim, um trio de grandes músiccos somava-se então à trupe: James Fearnley (acordeão), Cait O'Riordan (baixo) e Andrew Ranken (bateria).

Gravaram um single por conta própria, em 83, abriram vários shows do Clash. No e não demorou para conquistarem uma atenção especial e apareceram na BBC. Em outubro de 84 finalmente lançaram seu primeiro disco: "Red Roses for Me"; pela Stiff Records, uma gravadora que, aliás, estava com os dois pés na bancarrota.

Mudando um pouco de ares, a banda pode contar ainda com a entrada do guitarrista Philip Chevron e com a força de Elvis Costello para a produção do disco "Rum, Sodomy & Lash", cujo título se referia a um suposto e polêmico comentário de Winston Churchill acerca da marinha britânica na Segunda Guerra (friggin’ in the riggin’....). Destaque para "The Old Main Drag" e "The Sick Bed of Cúchulainn", as quais revelaram a faceta mais poética de Shane, e releituras condignas para "And the Band Played Waltzing Matilda" (Eric Bogle) e a clássica "Dirty Old Town" (Ewan MacColl).

Em 86, lançam apenas um EP de 4 faixas chamado "Poguetry in Motion". A baixista Cait O'Riordan deixa a banda para se casar com Elvis Costello, entrando para seu lugar Darryl Hunt e o multi-instrumentista Terry Woods.

 

FAIRYTALE OF NEW YORK

Já com tudo em cima, a banda grava dois discos que figurariam por um bom tempo no top 5 das paradas britânicas: "If I Should Fall from Grace with God" (88) e "Peace and Love" (89).

Do disco de 88 vem o single "Fairytale of New York", clássico natalino que contou com a participação da cantora Kirsty MacColl, e que por conta de alguns versos tidos por "desbocados" pela conservadora sociedade britânica, tem rendido muito falatório nessas últimas décadas.

Em 91, após gravarem "Hell's Ditch" e às tampas com o comportamento de Shane, a banda deu um jeito de tirá-lo da jogada. Quem acabou segurando as pontas nos vocais foi o eterno Clash e também produtor da trupe, Joe Strummer.

Tão logo Strummer saiu, os Pogues remanescentes gravaram e lançaram "Waiting for Herb", que continha o bem sucedido single "Tuesday Morning".

Em meio às constantes entradas e saídas de integrantes, a banda já não via a hora de acabar. O disco “Pogue Mahone” (96), apesar de ser um bom trabalho, demonstra-se um fracasso nas vendas quando do seu lançamento, o que de certa forma funcionou como um tiro de misericódia para a banda. Um detalhe curioso é que a música “Love You 'Till The End", do mesmo elepê, foi o tema de amor no filme “P.S. I Love You” (2008), cantada em dueto por Hillary Swank e Gerard Butler, em uma trilha também contou com "Fairytale of New York", entre tantas outras pérolas do irish-rock.

 

ENTRE IDAS, VINDAS E VOLTAS...

Mal acabaram os Pogues, seus remanescentes continuaram tocando sob os nomes de The Wisemen e The Vendettas. Shane criou uma banda chamada Shane McGowan & The Popes e que teve até participações de Sinnead O'Connor nos vocais e de Johnny Depp na guitarra.

Em 2001, após um "intervalo" de cinco anos, a banda volta à ativa, e desta vez com sua formação clássica, a princípio para um especial de Natal, mas a coisa deu tão certo que tours e shows ao redor do mundo passaram a ser agendados, sendo que para cada apresentação, têm conseguido esgotar a lotação de onde quer que toquem.

Isso tem sido uma constante na vida da banda por esses últimos anos. Ainda não vieram tocar no Brasil, mas também não custa esperar...

 


 
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