Bem vindo a portal rock press 21 anos!
  Olá Anônimo!
Busca  
rip: Morre Redson
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011 (1:18:54)

 

Morre REDSON, um dos maiores ícones do punk no Brasil, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda CÓLERA, aos 49 anos, nesta terça-feira (27), em São Paulo.



 

rip

REDSON

por Ricardo Cachorrão/ foto Michael Meneses

Edson Lopes Pozzi, o REDSON, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda CÓLERA, morreu aos 49 anos, nesta terça-feira, 27/9/2011, em São Paulo. Uma hemorragia interna decorrente de complicações de uma úlcera foi a causa da parada cardiorrespiratória que matou o músico.

A notícia foi divulgada por Val Pinheiro na comunidade oficial do grupo no Orkut. O baixista e companheiro de Redson na banda postou: “Lamento informar a todos os nossos amigos, fãs e família que o nosso principal membro da banda Cólera, ‘Redson’, faleceu hoje, deixando um legado incalculável em nossas vidas”.

Figura marcante dentro do movimento punk brasileiro, Redson sempre teve atuação destacada dentro da música, participando do primeiro disco punk nacional, o 'Grito Suburbano' e capitaneando sua banda e abrindo espaço para todos os outros, na primeira turnê européia de uma banda nacional, a 'Cólera European Tour '87', onde fizeram 56 shows por todo velho continente.

Com dez discos individuais e participação em diversas coletâneas, o Cólera sempre foi referência e influência, se mantendo na ativa por mais de 30 anos, fazendo sempre shows carregados de energia e empatia com seu público fiel.

Em nosso último encontro, ele estava animado com músicas novas para um possível próximo disco e na possibilidade de lançamento de um DVD no final do ano. No último final de semana, a banda fez um show super bem comentado na cidade de Santos.

Ficam para a história, hinos como 'Pela Paz em Todo Mundo', 'Águia Filhote', 'Verde', 'Duas Ogivas', 'Vira Latas' e tantas outras canções, de um vasto repertório.

Descanse em paz, meu amigo!

Ricardo Cachorrão e Portal Rock Press
 

+ leia mais sobre Redson e Cólera em:

+ entrevistão 30 Anos de Cólera!

+ entrevista 2007

+ bio e entrevistão 26 Anos de Cólera!

 

+ FORTE E GRANDE É VOCÊ

Esse cara que partiu hoje era meu ídolo quando eu tinha 12 anos de idade, em 1984! Os anos passaram, nos conhecemos, nasceu uma grande amizade... éramos vizinhos, horas e mais horas de conversas sobre música, comportamento, cultura em geral... horas ouvindo New Model Army e Mestre Ambrósio! Ele é um dos 'culpados' por eu ser quem sou hoje! O que posso dizer é que TÁ FODA!
RIP, Reds!
Ricardo Cachorrão
Portal Rock Press

Acabamos de perder um dos maiores símbolos da resistência, não-violência, humildade e caráter. Sem falar que uma das figuras mais emblemáticas do movimento punk no Brasil. A passagem do Redson em minha vida não foi algo muito passivo. Aos 12, 13 anos, minha irmã chegou em casa com alguns discos de punk rock. Um deles era o "Pela Paz em Todo Mundo" do Cólera. Pronto. A partir daí iniciou-se um processo que ajudou a construir esse ser que eu sou hoje. Há alguns anos tive a oportunidade de entrevistá-lo e conhecê-lo melhor. Nos tornamos amigos e realizamos alguns trabalho juntos (sempre na camaradagem). Ele é desde sempre, uma referência pra minha vida. Fica aqui a lembrança de um cara doce, atencioso, simples e, principalmente, apaixonado pelo que fez! Vai lá, meu velho, sem você não existiria punk no Brasil! Obrigado por tudo que você fez, mesmo inconscientemente...
Márcio Sno, Editor Portal Rock Press

Sem palavras. Chocada. Abismada. Puta idealista, mostrou o que é fazer com paixão. Admiro pacaraio. Mesmo.
Cláudia Reitberger
Editora Portal Rock Press

Fim de uma era da música brasileira, das minhas influências musicais, de atitude, de underground, da porra toda. com a morte do redson e o fim do cólera, fica tudo pra trás. Fui pra Europa por causa desse cara, ele começou tudo pra todo mundo no Brasil. cada banda de punk/hc q foi pra Europa, foi porque esse cara passou meses escrevendo cartas, mandando fax, esperando, marcando. Redson foi a maior influência em tudo q eu fiz até hoje na música.
Leonardo Panço, Autor do livro Esporro

Puta Perda Irreparável !!! Um ícone, um pioneiro, um cara crucial que dedicou sua vida ao CÓLERA e a cena independente brasileira !!! A familia AÇÃO DIRETA está de LUTO !!! Nossos sentimentos aos familiares e aos demais integrantes da banda. DESCANSE EM PAZ REDSON !!!
Gepeto / Marcão / Galo / Pancho
Ação Direta


O Redson era simultaneamente o cérebro e coração do Cólera, banda que explorava muito assuntos como paz e ecologia em suas letras, com um som bem influenciado por GBH e que, ironia ou não, se manteve independente desde quando foi criada, há mais de 30 anos. Uma das minhas bandas nacionais favoritas. Integridade era a palavra. Saudade é o que fica. Um cara muito gente fina que se vai, e em contraponto mais um mito punk que nasce. E nesse dia Deus pogou!
Marco Lima, Portal Rock Press

é com lágrimas nos olhos que recebo a noticia da morte prematura do maior îcone do punk brasileiro .. DESCANSE EM PAZ, REDSON
João Gordo, RDP, do Twitter oficial

O Olho Seco está de luto pela morte do membro de sua formação original, Redson Pozzi. Descanse bem, amigo. Você cumpriu sua missão.
Olho Seco

Além de fazer parte da própria criação, ele criou e fortaleceu idéias, ideais, pessoas e pensamentos. Redson Pozzi, esteja em paz.
Confronto

O Redson foi, na minha opinião, o cara mais criativo do Punk Rock brasileiro. Dono de um estilo original de composição e letras positivas, quem já viu um show do Cólera certamente se impressionou com toda sua entrega e energia no palco. O Redson, de quem tive o privilégio de ser amigo e de dividir palcos e vans por todo o Brasil, era um cara perfeccionista, às vezes egocêntrico, meio louco, educado, detalhista, mas acima de tudo brilhante e muito carismático. Poucos são aqueles que, apesar de nos deixarem tão cedo, deixam também uma obra tão inesquecível e uma influência absolutamente positiva. Descanse em paz, amigo!
Marcos, Agrotóxico / Olho Seco

Quando saiu o "Pela paz em todo mundo",ele pediu que o 365 tocasse antes do Cólera no show de lançamento. Havia um camarim improvisado atrás do palco onde eu fumava como uma chaminé.Ele puxou um assunto qualquer e foi saindo por uma porta que dava para o pátio externo. Eu o acompanhei e ele foi falando, falando,até que eu acabei de fumar. Ele terminou o assunto imediatamente e voltou para o camarim. Percebi que tudo aquilo era para eu não fumar no camarim. Era o jeito dele. As coisas aconteciam como ele queria mas, suavemente. Ele conseguia ser diferente mesmo entre os diferentes sem se igualar aos iguais. O ideal está vivo!
Finho, Vocal 365

"As vezes precisamos de pessoas que falem, q cantem, q gritem para que possamos refletir sobre nossas atitudes, o Redson foi uma delas, mesmo não estando nos potentes auto falantes da grande mídia sua voz continuará ecoando por todos os cantos, sua personalidade e determinação perpetuará sua mensagem. Redson, obrigado por ajudar a escrever a história de nossa música!"
Nonô, Inocentes

Morreu o punk brasileiro que ajudou a formar a parte boa do meu caráter com 3 acordes.
Mozine, Mukeka Di Rato / Laja Records

O Redson foi pioneiro numa cultura num país onde a violência e a pobreza era/é uma regra diária. Ele e mais alguns outros caras, tornaram o punk uma coisa mais nossa, vivendo toda a idéia dentro de uma realidade brazuca.     Conheci o Cólera com treze anos de idade, tenho trinta e oito hoje, a banda fez parte da minha formação como gente. No meu tempo de moleque não se falava abertamente sobre violência policial, guerra, racismo e sobre paz. Isso fez toda a diferença na vida de um garoto que vivia no ES e que até os doze anos
achava que música era aquilo que tocava nas rádios fm. Tive o imenso privilégio de conhecer o cara muitos anos depois, já com a minha
banda. Mesmo tendo crescido numa cultura de não enaltecimento de heróis e estas coisas, no dia que conversamos cara a cara pela primeira vez, deu um frio na barriga porque ao final das contas estava ali na minha frete o cara que escreveu letras como "Vivo na cidade", "Pela paz", falou até abertamente sobre direitos humanos em 1986, num tempo em que nego tinha medo até da própria sombra.  Pra minha surpresa o Redson foi um cara muito acessível, muito simples na lida com as pessoas, sorria, contava histórias e ouvia, acima de tudo ouvia as pessoas. Ele por direito, depois de tantas coisa vivida no meio do punk, podia ter se tornado pessimista, debochado e até ter adquirido um cinismo defensivo bem peculiar dos artistas brasileiros, mas não, ele te olhava no olho, tinha um otimismo em falar das coisas, não se colocava um degrau acima, definitivamente acreditava no que escrevia, mantinha o espírito desarmado, fazia a diferença
sendo deste jeito. Tenho uma regra de nunca conhecer meus heróis muito a fundo pra não estragar o legado de suas obras.  No caso do Redson foi exatamente o contrário que aconteceu, passei a dar muito mais valor ao seu trabalho, justamente por ter conhecido o cara. O Brasil e o punk mundial perdem um de seus mais intensamente honestos sonhadores e esta lacuna dificilmente será preenchida.
Rodrigo, Dead Fish

Em qualquer outro lugar do mundo, Redson ganharia ares de Jello Biafra. Seria tido como um grande agitador punk, um cara que criou um universo ao seu redor, que se recusou a entrar em buraco de rato (para, citando Raul Seixas, não ter que agir como um deles). E que, por vias tortas, acabou sendo um precursor do rock nacional. O Cólera começou em 1979, quando não havia nem Blitz e achava-se
que pop nacional eram Pepeu Gomes, o 14 Bis e o Boca Livre. E o cara já estava lá, mostrando uma realidade que não aparecia nas paradas de sucesso, que não vendia discos, mas movimentava uma legião urbana (sem trocadilho) de jovens que procuravam mesmo uma perspectiva na vida. E ainda temperando o discurso punk com propostas de paz e alguma religiosidade, caso raro entre os garotos do subúrbio. A questão dessa juventude punk não era o bullying, não era arrumar uma namorada, não eram as espinhas, não era tocar som alto no quarto para zoar os pais. Era uma inadequação social e financeira braba, que corrói até hoje as estruturas do nosso país e que (vai entender) é incapaz de produzir novos Redsons e novos Cóleras na era da internet, período propício para isso. Quem sabe eles estejam por aí e a gente não sabe. Ainda. Adeus, Redson, descanse em paz.
Ricardo Schott, Portal Laboratório Pop

redson foi precursor, batalhador ha mais de 30 anos, sempre passando mensagens de paz.. a palavra paz era muito usada nas suas letras.........cara alto astral, excelente carater, facil ocnvivencia e deixou um legado importante pro nosso tao desconsiderado rock nacional ...ele lutou em paz e pela paz que tambem descanse em paz a luz ainda brilhara

Wilson Caramello

Acordei na Quarta dia 28 de Setembro com uma baita dor de cabeça e como não agüentava mais ficar na cama decidi fuçar no Facebook...a porrada me acertou de primeira... vários posts diziam que Redson do Cólera tinha falecido...duvidei, não podia ser e eu não queria acreditar...Catei o telefone e liguei pro meu amigo e parceiro de shows Ricardo “Cachorrão” Flavio entender o que estava acontecendo.Ao atender Ricardo, logo me disse:  -É, perdi meu amigão...ele se foi, com a voz embargada e claramente segurando as lagrimas. Mas como??? Ataque Cardíaco, foi a resposta e a ficha caiu!! Ricardo disse que retornaria pra falar do enterro e desliguei atônito. Redson era camarada e só por isso eu já estaria mals, mas além disso ele foi um dos fatores que me levaram curtir e amar tanto o Punk Rock como amo hoje. Comecei a lembrar claramente de escutar Cólera no meu “3 em 1” com o encarte na mão pra entender a letra, pois era a coisa mais rápida que tinha escutado em toda minha vida...era alucinante. As coisas foram acontecendo, mas nunca consegui (nem queria) tirar o Punk Rock da minha vida, ao contrario, me envolvi cada vez mais e virei fotografo e repórter da cena. Assim é claro que o Cólera e Redson começaram a fazer parte da minha vida, foram inúmeros shows e papos, embora menos papos do que eu gostaria, mas o suficiente pra sentir o vazio que senti quando tive certeza de sua partida. Perdemos um líder, um ativista e um amigo... Perda irrecuperável, mas como simples humanos de merda que somos nada podemos fazer pra reverter um quadro desses... só nos resta aceitar  e quando estivermos em qualquer roda punk, com a cerveja na mão, manter vivas as lembranças dos shows fantásticos e intermináveis do Cólera, sempre capitaneados pelo Redson. Seu corpo se foi irmão, mas seu legado não. E fique tranqüilo pois nos lutaremos para perpetuá-lo enquanto houver alguém procurando pela rebeldia do Punk Rock!!
Vá em PAZ!!
Flavio El Loco, Fotografo

redson foi um dos primeiros punks paulistanos de verdade que conheci de fato e pessoalmente, qndo veio para o mitico festival no circo, em 1983. na epoca, as bandas se espalharam pelas casas de amigos ao redor do circo (alguns ate acamparam no mesmo lugar), e o val ficou na minha. a maioria deles ficou na casa do satanesio (black future), na lapa, pq era uma pensão. confesso que, nesse primeiro momento, fiquei mais amigo da galera dos inocentes e do lixomania, mas, ao longo dos anos, tive mais contato constante com redson, que sempre tinha algum projeto, algo diferente a contar, e ligava ou mandava noticias por email. como jornalista, eu era sempre informado por ele do que estava rolando, ja que a banda estava sempre organizando alguma turne europeia ou lançando seus discos em novos formatos. a ultima vez que falei com redson foi antes do show na drinkeria (copacabana, rio), ha alguns meses, quando vieram para o show de 30 anos do cólera. na época, ele estava cheio de planos (como sempre), dizendo que ia relançar varios discos do cólera em cd com faixas-extra, inclusive aguns singles que so haviam sido lançados em vinil. lembro que, no auge do radicalismo punk, redson era olhado meio de lado, pq era um cara mais gentil e cujas letras falavam de coisas como paz e ecologia; chegava mesmo a ser chamado de gay por alguns. mas foi dos mais ativos e batalhadores em manter o nome da banda e do punk nacional sempre em evidencia. para ele, nao havia descanso e, por isso, a banda foi das unicas do punk original paulistano que continuou sempre na ativa, em evidencia. entao, acaba sem realmente acabar'. *por coincidencia, um dia antes da morte de redson eu estava com o vinil de 'tente mudar o amanhã' em maos, pois estava dando uma geral nos meus discos de punk rock dos anos 80 e separei este pra ouvir.
Tom Leão

Fiquei chocado quando minha amiga me perguntou se eu sabia sobre o falecimento do Redson. Fui olhar no perfil dele, li as pessoas comentando e vi que infelizmente era verdade. Mesmo tendo pouco contato, sempre o vi como uma pessoa simples, humilde e verdadeira. O Cólera sempre foi uma banda que eu respeitei pela atitude, letras e pelo corre do faça-voçê-mesmo levado seriamente. Quando eu cantava no Cold Beans, por volta de 93, o baixista da banda sugeriu que a gente tocasse a música "1992" e foi meu primeiro contato mais sério com as letras e composições dele. Fiquei impressionado e passei a respeitar ainda mais a banda. Acho que a perda do Redson para a cena punk rock e até mesmo rock em geral - apesar de estar infestada de figuras plásticas e descartáveis - é irreparável e levaremos um bom tempo para nos acostumar com sua ausência. O Redson é uma pessoa que realmente fez a diferença neste planeta e ensinou muita gente a lutar por seus ideais de vida e musicais. Desejo de coração que a nova caminhada no plano espiritual que ele se encontra agora seja repleta de luz e que Deus ajude a confortar o coração dos parentes e muitos amigos que ele deixou nesta vida.   
César Carpanez, Highlight Sounds

Grandes idéias vem de grandes homens. O maior legado do Redson são suas idéias. Coisas simples como liberdade, justiça, paz, mas que infelizmente muitas vezes são esquecidas, eram bandeiras na vida não apenas do músico, mas também do cidadão. Conversamos poucas vezes, e nem precisava de mais, suas músicas já me falaram tudo o que eu tinha que saber, desde moleque até hoje. O corpo foi, a palavra fica. O legado permanece.
Wladimyr Cruz, Zona Punk

Conheci o Cólera ainda adolescente, aos 16 anos, idade perfeita para abraçar o idealismo e o espírito das músicas do grupo. Lembro de shows muito empolgantes, da paixão e da raiva misturadas em coros e danças que não eram só aparentemente agressivas. Dava para sair machucado de um show deles. Machucado e feliz, porque a música e a intensidade da experiência sempre compensavam. Devo ter tido mais contato com o Redson como fã do que como jornalista; entrevistas, acho que foram só duas ou três. Ele era doce, tímido, sereno, um ser humano raro em um meio rude e acostumado a se defender da incompreensão alheia com hostilidade. Abriu as portas para muita gente, deu força e inspiração para gerações e gerações de jovens chutarem outras tantas portas... Ao longo dos anos 90 e 00, o rock nacional, o punk, o Brasil e o mundo mudaram muito, foram ficando cínicos e escrotos demais. Mas o Redson parecia estar ali, onde sempre esteve, fiel às suas convicções... Mesmo que a história não seja bem assim, estou torcendo para que o Redson fique eternamente como o Redson que eu conheci ainda moleque, o que escreveu canções perfeitas como "Medo".
Pedro Só

Estamos muito tristes pela morte do nosso amigo Redson da banda Cólera. Ele, junto com o Cólera, foi uma das maiores influencia que os Devotos tiveram. Nossos profundos pesares e nossas condolências a família e aos fãs. Redson  esperamos continuar nossa verdade através da música. Vc estará sempre vivo em nossa memória. Jah Bless. Esse vídeo http://youtu.be/MYsPbfw-lU0 é uma pequena homenagem, inesquecível e emocionamte!!!! REDSON com a banda DEVOTOS no sesc Pompéia.
Cannibal, Devotos

o que falar sobre o Reds?  Tantas coisas... o peito tá vazio aqui... A ficha não caiu. Tudo parece um pesadelo, um daqueles trotes de mau gosto que brotam na internet e se espalham rapidamente.O Redson passou de ídolo a amigo num piscar de olhos, ou melhor, numa transcrição de mini-fitas k7 com uma entrevista feita há alguns anos atrás.O legado que esse cara deixou para os amantes da música e da arte não tem como ser mensurado. Ele fez do punk uma forma de se comunicar, ele sacudiu o público e fez as pessoas olharem em volta. Quem não olhava pro lado durante um show do Cólera, quando o hino "Pela paz em todo mundo" era tocado? Quem não batia no peito e dizia "eu me importo! eu me importo!". Ele mostrou que o punk vai além do visual agressivo, ele mostrou que ser punk é ter respeito pelo outro, é ser consciente, é cuidar da terra, é olhar pra dentro de si mesmo. Ele sempre esteve à frente de seu tempo. Voa águia filhote! Vai, cai e se levanta, até alcançar, se superar.
Deise Santos, Revoluta Produções

Conheci pouco o cara, e dividimos camarim, palco  e noite de shows no ano  passado no Goiânia Noise 2010, quando toquei com os 3 Hombres. Redson me  pareceu uma cara muito simpático e  simples, a exemplo de tantos outros  "punkers" nascidos e crescidos nas periferias de São Paulo, especialmente a  Zona Norte, um dos maiores celeiros punks do Brasil, onde surgiram Inocentes,  Ratos de Porão etc. Pouco conheci o Cólera, mas com certeza, sob a batuta de  Redson, era um dos principais grupos do punk nacional. Uma perda para esse  movimento quase vitalício, com certeza...
Jair Marcos, Fellini/3 Hombres

Conversei poucas vezes com o Redson, mas já cheguei a dividir o palco com ele  duas vezes com o Kães. O cara sempre sorridente, educado. Mas além disso, o  cara deu a vida pela música. Dava pra ver isso em qualquer show do Cólera que o cara tocava até não aguentar mais, aí fazia uma pausa e dava mais um pouco de  si. Também foi indispensável pro crescimento da cena independente nos anos 1980 com a Ataque Frontal e o exemplo de que, se você se esforçar, as coisas  acontecem. Vai fazer muita falta, mas o exemplo dele tá aí pra sempre!

Alexandre Saldanha (Arroz), Portal Rock Press/ Psychobilly

Adotei muito da postura punk, não só para enfrentar a severidade militar do meu pai, como também na época que fui radialista nos anos 80/90 na FM Universitária e até os dias atuais, quando participei do programa do Pedro Osmar na FM  Comunitária de Cruz das Armas que abordava temas politicos, sociais e  economicos, e mais uma vez levei a música do Cólera para exemplificar situações discutidas: Qual Violência é pior?(86) e Não Fome(98). Músicas, que depois de  todos esses anos, soaram como compostas semana passada. É um dos méritos de uma banda como o Cólera - ter músicas que retratam de forma tão perfeita um  passado, que será lembrado e servirá de exemplo hoje e em muitos amanhãs. Adeus, Redson.
Olga Costa, Portal Rock Press / Jornal Microfonia

É uma perda irreparável pois sem o pioneirismo do Cólera desbravando  fronteiras, investindo no mercado independente (e provando que o mesmo pode ser viável) e abrindo portas no velho continente para que outras bandas brasileiras pudessem excursionar, o cenário nacional underground jamais se estruturaria da  forma que se estruturou. Redson foi um exemplo de honestidade e,  principalmente, de amor ao rock. Desejo de coração que ele, que lutou tanto  "pela paz em todo mundo" encontre agora a paz eterna onde quer que esteja.
Luciano Cirne, Portal Rock Press / Caos

Uma notícia realmente muito triste o falecimento do Redson, do Cólera! Estou  pessoalmente arrasado e de luto por meu velho amigo!
Além de ser um dos maiores fãs do Cólera, eu também era amigo do Redson, um  cara muito bacana mesmo, uma das pessoas mais legais que conheci no mundo do  Rock brasileiro. Nós nos conhecemos na época em que eu produzia o Programa  Guitarras na Rádio Fluminense FM Maldita e eu abri espaço no Programa para  tocar bandas de Punk Rock e Hardcore nacionais e internacionais, numa iniciativa que eu considero que foi inédita na história do rádio brasileiro  naquela época [começo dos anos 80]. Em geral, estas galeras eram separadas,  alguns até julgavam que Punk e Metal não podiam se combinar e que eram estilos  opostos e antagônicos. Eu sempre achei isso uma grande babaquice e o tempo  comprovou que eu estava certo: cada vez mais, as bandas de Metal (Thrash,  Speed, etc) começaram a declarar seu amor e interesse pelo Punk Rock, bem como  os punks (de cabeça aberta) começaram a aceitar e curtir o som poderoso de  Motorhead e seus seguidores, gerando o novo gênero conhecido como Crossover  (cruzamento do Punk Rock e Heavy Metal) que eu obviamente adoro! Sempre toquei  Cólera no meu programa e batalhei inclusive para que a rádio tocasse o grupo na programação normal.  Naquela época, consegui fazer tocar "Pela Paz (em todo o  mundo)" direto na programação e esta se tornou um grande sucesso do Cólera aqui no RJ nos anos 80. Estou de luto por meu amigo e  grande sujeito, que fará muita falta ao cenário musical Roqueiro do Brasil. Um  pioneiro e eterno batalhador da causa Punk, que lutou o bom combate com muita  dignidade, deixando um exemplo a ser seguido pelas gerações do futuro!Descanse em paz, companheiro Redson! Nossa luta continua! PUNK’S NOT DEAD!
Paulo "Heavy" Sisinno

Em setembro estamos tristes. Redson foi muito mais que um simples frontman. Ele ensinou a maioria dos punks a pensar, a não destruir tudo e a se organizar. Sua alegria contagiante e energia sempre deixarão saudades. Cólera eternizado em  nossos corações.
João Veloso Jr

Redson foi o tipo do cara que vivia o que pregava, acreditava no que pregava e  vivia isso com sinceridade. Ele foi a verdadeira alma do punk no Brasil. Foi um dos caras mais íntegros que já conheci nos 18 anos que fui editor da revista  Rock Brigade.
Fernando Souza Filho, ex-editor da revista Rock Brigade, atual eduitor das revistas EGW e Nintendo  World

A morte do Redson é dificil de digerir, por ser ele um musico de talento  inegável, com preocupações politicas, sociais e ambientais e também por ser um  cara relativamente jovem, que ainda poderia nos dar muitos discos do Cólera. É  um dos precursores do punk rock no Brasil, um símbolo do melhor que pode ser  feito pelo rock nacional. Certamente a midia mais tradicional não vai dar o destaque necessário, mas quem milita no underground sabe que em matéria de  contribuição musical ou pioneirismo, Redson merece a reverência e que sua  musica jamais seja esquecida.
Banda Vilipêndio

Muito além de um simples vocalista e compositor de uma banda de punk rock,  Redson é um ícone de toda uma geração que decidiu por conta própria rebelar-se  contra o sistema numa época em que não havia liberdade plena de expressão. Não  que isso diminua seus feitos nos discos gravados e pelos palcos por onde o  Cólera passou, muito pelo contrário. O vocalista carbonário capaz de incendiar 
plateias de quaisquer tamanhos, em qualquer lugar. O compositor visionário, que incluiu temas como consciência ecológica, combate ao sexismo e crítica à  dependência tecnológica muito antes desses assuntos virarem pautas na grande  mídia. Além disso, como se não bastasse, um cara acessível a toda e qualquer  tipo de conversa - culto e educado sim, mas sempre incisivo nas suas opiniões.  Tudo isso é o Redson.Repare bem, falo dele no presente. Seu legado é eterno e nos acompanhará (a mim e a todos os punks dos anos 80 que o conheceram) por todas as nossas vidas.  Fico triste em não poder mais ter a honra e o privilégio de trocar uma ideia com ele, e prefiro pensar que, em algum lugar por aí, a pogação está garantida  por toda a eternidade. PELA PAZ EM TODO O MUNDO.
DESCANSE EM PAZ, REDSON!
Ayrton Cavalo & Guto Jimenez, Skate / Portal Rock Press

Sabe quando bate um arrepio estranho? Você pede pra ser mentira o que acaba de  ouvir, pois é, eu quase não tenho isso, mas juro que hoje, quando o Fábio do  Sarjeta me disse, fui ver a notícia fiquei lendo por várias vezes, só pra poder ver se o final mudaria, numa tentativa irracional, de mudar o curso da  natureza.    Isso tudo foi o que me veio na hora quando fiquei sabendo que o  Redson do Cólera morreu de uma parada cardio-respiratória com 49 anos.Na hora  liguei pro meu amigo Fudo, mal comecei a falar já fui chorando, não conseguia 
nem falar, dizer que uma lenda acabara de tombar, assim, um cara que foi  inspiração pra tanta gente, como nós, mesmo que eu nunca fui a um show do  Cólera, ou ter visto o Redson por perto, coisa normal de um suburbano de um  interior do nordeste. Segundo punk que morre em um mês, é muito triste saber.  Uma voz que foi a voz de tantas gerações, um dos primeiros que levou o rock  do Brasil pra fora do país, um ícone da atitude independente, agora é uma  lembrança, um espírito do punk, da independência que vai cravou seu nome na  história, junto com a marca de seu som. Ver as músicas do Cólera no dia de hoje, me faz pensar na frase que disse  ontem pra minha namorada, que desistir não é uma escolha pra mim, “eles dizem  que isso é fase adolescente, mas não, não vá se entregar!”. É seguindo os  passos de gente como Ian Mackaeye, Redson, Jello Biafra que eu vou criando meu  caminho e levando onde eu for, uma possibilidade de mudança, ser a semente do  amanhã, da flor do dia.Pelos animais de rua, pelos oprimidos, pelos sem teto, pela vida eu hoje e  sempre irei gritar: EU ME IMPORTO! Pela Paz Em Todo Mundo!!
Xi Drinx, Blog Terra Sem Lei

Lá pra 83, tinha meus 11 ou 12 anos e ia pra porta da loja Punk Rock, na  Galeria do Rock, em São Paulo, e ficava vendo meus ídolos trocando ideia por lá - Fabio, dono da loja e vocalista do Olho Seco, Clemente, do Inocentes, e  Redson, do Cólera. Tinha saído o Grito Suburbano, que foi o primeiro disco  brasileiro que explodiu nos meus ouvidos. Até então, ouvia só heavy metal, de  fora, claro. Mas estavam lá "Garoto do Suburbio" e "Pânico em SP", do Inocentes, "Eu Não  Sei" e "Lutar Matar", do Olho Seco, e "João" e "Suburbio Geral", do Cólera,  verdadeiros hinos. E estavam lá, à minha frente, meus ídolos e verdadeiros  heróis - quixotes, que começaram tudo a partir de simplesmente nada, e pouco  depois começaram a fazer excursões na Europa usando como armas troca de cartas. Redson era isso. Um cara que simplesmente não ficava olhando e reclamando de  maré - ele ia lá e remava.Anos depois, já jornalista, comecei a ter contato com Redson.E passei a me orgulhar de tê-lo como ídolo moleque, já que o cara era  fantástico, além da música. Assim como o Clemente.E entendi que era isso que tornava especial tudo o que produziam/produziram.Há uns 7 anos, ajudei (na medida da minha pequena capacidade e da imensa dele)  no retorno do Lixomania, a primeira banda punk a gravar no país. Foi organizado um show no Hangar 110, templo do punk paulistano e brasileiro.Redson armou tudo. E eu levei minha guitarra para emprestar para a banda.Ao final da apresentação do Lixomania, Redson pegou minha guitarra, subiu ao  palco e tocou umas 5 do Cólera. E voltei a ter 11, 12 anos.O cara era demais. Como músico e como ser humano gentil e educado.E era a única pessoa no mundo que me chamava de Cesar. Além da minha mãe.Fiquei um tempo sem contato com ele, recentemente. Apenas pelo Facebook, e- mail, eu botando pilha para celebrar efemérides do grupo, como os 30 anos de  formação, como os 30 anos de lançamento do Grito Suburbano (ano que vem).Fiz isso por egoísmo. Pois queria ouvir tudo o que ele tinha a produzir.Até que veio a notícia. Rápida, sem preliminar, seca. Como uma boa música do  Cólera.Redson, você era e é foda.Não esqueço de um dos maiores elogios que recebi na vida, quando você comentou: "nós, os punks velhos..." e me colocou na mesma categoria que você. Cara, eu  celebrei internamente, mas fiz uma pose blasé e simplesmente concordei.Te devo muito. Espero pagar em vida.Se não conseguir, nos encontramos onde você estiver. Mas dessa vez você leva a  guitarra.
Luiz Cesar Pimentel, R7

A vida é feita de encontros. Todos esses encontros geram transformações, alguns de forma muito sutil, já outros provocando reflexões que podem mudar toda uma  maneira de conceber o mundo. Meu primeiro e último encontro com “a lenda do  punk rock nacional” aconteceu há quatro anos atrás, o que não significa que eu  nunca mais o tenha encontrado em shows do Cólera no Rio. Ocorre, no entanto, 
que eu nunca mais consegui enxergá-lo (e nem a mais ninguém) como um “ser  legendário”. Essa foi a primeira grande lição que aprendi naquela noite:  “ídolos” e “heróis” não existem, são apenas pessoas, como nós, que aceitaram o  desafio de tentar fazer o melhor de si. O Redson foi um desses caras  comprometidos consigo mesmo, alguém que se levava muito a sério e acreditava  piamente no potencial que cada pessoa tem para mudar o amanhã. Naquela ocasião, encontrei-o ao final do show do Cólera em Campo Grande e pedi 
alguns minutos de sua atenção para que fizessemos uma entrevista para o Portal  Rock Press. Sorridente e extremamente solícito, o Redson me atendeu  prontamente. Àquela época estava realmente empolgada com a temática  ambientalista e animalista presente no álbum “Verde, Não Devaste”, de 1989.  Achava genial como, em tempos pré-Eco 92, o Cólera trouxera essas questões à  tona. O Redson explicou que esse álbum fora o fruto amadurecido das  experiências e dos encontros que a banda vivera durante sua primeira turnê  européia. Aprofundando-me no tema, ele declarou que fora vegetariano durante  algum tempo, mas decidira adotar uma postura alimentar mais flexível. Sua  tentativa de desconversar me fez entender que talvez a temática do álbum de 89  não fosse mais tão importante para ele naquela fase de sua vida. Ao fim da  entrevista sentia dentro de mim um sentimento entre o encantamento e a  decepção, uma espécie de mariposa se debatia na minha mente à procura de luz.Esse episódio me trouxe questões sobre as quais eu continuaria refletindo até  hoje. Atualmente, tal ocasião me faz pensar em como somos seres em contínua  reinvenção. Enquanto muitos ainda parecem acreditar na “essência do indivíduo”, o artista se encontra em uma posição delicada, já que ele cria aquilo que acaba por aprisioná-lo. O “fã” não está apenas interessado na obra (na canção, no  livro, no quadro ou na fotografia), ele sente a necessidade de conhecer o  íntimo das ideias e sentimentos do criador (quando não seus próprios passos e  atos). Mas, importante pensar, é possível que o criador da obra (as emoções que motivaram uma composição, por exemplo) não esteja mais lá, ou ainda, pode ser  que tenha adotado para si um ângulo diferente. Pude perceber o incômodo que os  julgamentos e cobranças do público causavam em Redson, um cara que apenas  estava ali para fazer o seu melhor, e não para ser ídolo ou exemplo para  ninguém.O Redson foi uma dessas pessoas sempre aberta aos encontros, pronta a ouvir e a emitir suas opiniões sem a pretensão de convencer os outros. Sua energia  cativante está imortalizada nas músicas do Cólera e continuará fluindo,  pulsando e se reproduzindo no reverberar das ondas sonoras. Acho improvável que a ele agradaria ser alçado à posição de “ícone do movimento punk”. Acredito,  até mesmo, ser ofensivo à sua memória transformá-lo em uma imagem de gesso  devidamente canonizada. Desejo profundamente que, uma vez passado o luto, o  Redson seja uma inspiração para que levemos adiante um ideal sempre defendido  por ele: o “faça você mesmo”.
Taiane Linhares,, Jornalista, fotógrafa e mestre em comunicação pela UFRJ

Tenho 46 anos, toco guitarra, baixo, comecei ouvindo Cólera com meu irmao,  tambem falecido, Rodrigo Branco, amigo de Redson! Pra mim o impacto da notícia, foi avassalador! Muita dor! Bandas como 365, Inocentes, Excomungados, Ratos,  fizeram parte da minha formação... Minha veia rock se antenou e foi em direcao  a esses caras que faziam musica da alma! Cresci´ ouvindo essas guitarras, levadas verdadeiras, analo´gicas, que batem forte ate´ hj, aqui na terra do meu coracao... Ate´ ir fazer um rock com eles de novo no céu! Com todo amor do mundo, minhas eternas saudades, Redson....
Georgia Branco, Mercenárias/ Wander

Conversei várias vezes com Redson e, uma das coisas mais marcantes que sempre  guardei na minha memória, foi sua seriedade, dedicação e profissionalismo para  conduzir os negócios da sua banda Cólera. Redson realmente acreditava no seu  trabalho e muito embora seus primeiros álbuns tivessem uma produção bem  precária para a época ele sabia muito bem vender seu produto. Redson sempre  teve uma atitude pacifista e não tinha tempo para o extremismo ignorante de  certos grupos e gangues da periferia que, claramente confundiam anarquismo com  anarquia.Através do seu trabalho, a banda Cólera foi a primeira banda brasileira a fazer
uma turnê pela Europa. Redson nunca soube mas ele foi, de certo modo, responsável pela minha mudança  de residência para Londres em 1987.Em 1986, em São Paulo, na Galeria do Rock, juntamente com Chicão, ajudei criar  o selo Devil Discos. O primeiro lançamento foi uma coletânea chamada São Power  e o segundo, o primeiro álbum da banda Korzus (sim, esta que acaba de tocar no  Rock in Rio!). Durante o bate-papo com um amigo agente de viagens, soube que Redson tinha ido na agência e comprado passagens para uma futura turnê da sua banda Cólera pela Europa. Esta seria a sua segunda ou a terceira viagem. De repente, cheguei à conclusão de que, assim como o Redson, eu também tinha  recém produzido um álbum de uma banda bem radical, a banda Korzus. A qualidade  da minha produção era bem pobre, bem Punk e pensei que, se o Redson podia  viajar, então eu também! E foi assim que minha aventura pelo mundo começou, inspirada pelo  grande Redson!Caro amigo Redson, sinto muito que você tenha ido tão cedo! Nunca tivemos tempo de bater aquele papão prolongado! De qualquer forma, quero que saibas que sempre o considerei um grande profissional! Esteja certo de que você ajudou a  construir a gloriosa história do Rock Brasileiro!
Antonio Celso Barbieri, Jornalista / Memórias do Rock Brasileiro

Nunca fui punk. Mas assisti a vários shows do Cólera e sempre me diverti. E  admirava o trabalho do Redson e a pessoa que ele era. Um pioneiro da cena  underground brasileira e um eterno batalhador. Pessoalmente, era um cara  inteligente, articulado e simpático. Sua morte encerra um capítulo importante  do rock nacional.
Marco Antonio Bartbosa, Telhado de Vidro

A morte prematura do Redson é uma dor para todos que gostam do punk rock  nacional. Perdemos um grito de protesto na música brasileira. Perdemos uma  cabeça crítica e intensa no meio do mar de hipocrisia e estupidez.Só posso dizer: Redson presente!
Alexandre Linares, Cientista social, professor e editor

O Redson era um idealista, e os shows do Cólera tinham um tipo de entusiasmo  que fazia os garotos quererem ter uma banda - e tocar, tocar, tocar, até cair  de exaustão. A cena que vou guardar do Cólera é a do Pierre deitado no chão,  derrubado depois de duas horas e meia de hardcore e umas 180 músicas.  Felicidade pura.
Silvio Essinger, O Globo

O Redson era um cara do bem,  sua musica sempre pregou a paz e o amor a  natureza,  cheguei a ouvir de pessoas que ele era o punk evangélico, estive com ele uns 20 dias atras , ele chegou a me propor que a Baratos Afins  lançasse  uma antologia de sons e imagens de arquivo  em DVD,   mas nunca me cobrou  nenhum posicionamento, sobre isso  e  não falamos mais sobre o assunto,  Nos anos 80 foi meu sócio numa distribuidora de discos  chamada " Central,  distribuidora de discos independentes " que era a Baratos Afins, Wop Bop, Devil Discos e  Ataque frontal ,  o projeto não deu certo  e acabamos  fechando,  mas continuamos amigos.  Ontem meu telefone não parou de tocar por aqui, a todo  momento algum fã ligava para cá para saber informações  que eu não tinha  sobre o velório, e infelizmente  ainda não tenho , sou assinante da folha e procurei  alguma informação a respeito no jornal  e não vi uma nota sequer. Uma lastima  saber que a imprensa brasileira cultua o lixo que vem de fora  enquanto   ignoram e jogam  nossos valores  pelo ralo,   O Redson  era um ídolo da velha e jovem guarda dos punks brasileiros ,  no comecinho dos anos 80 quando todo punk brasileiro chamava o Clash de traidores  do movimento, ele era um dos poucos  que por aqui curtia que gostava mesmo de verdade, só depois de toda imprensa brasileira babar ovo pelo banda de Joe Strummer ´foi que   outras bandas  punks  tupy  passaram a pagar tributo a eles , mas, o mais autentico e verdadeiro fâ. era mesmo o Redson . Um dia só  para provoca-lo  falei que o Clash era uma  versão gay dos Ramones, ele  deu   muita risada ,  encarou numa boa,   com  muito bom humor.  Eu soube da morte pelo facebook mas  queria acreditar se tratar de outro  Redson, porque ele estava  muito bem, feliz e forte.   Infelizmente a vida nos prega muita peça.  foi uma grande perda para a história do punk no Brasil. O Redson se foi,  mas  por conta  da contribuição dele ao  movimento, o  punk nunca morrera por aqui.  nem no mundo.  Descanse em paz meu  amigo.
Luiz calanca, Baratos Afins

Entrevistei-o uma única vez, bem no meu início de carreira, quando o cólera veio fazer um show inesquecível em curitiba, no teatro paiol. eu era um adolescente que ainda sonhava em ser jornalista e crítico de música. foram muitos minutos de um bom papo, descontraído, parecia que éramos velhos amigos. já me chegavam pelo correio discos punk da devil e do ataque frontal, porque desde o início minha preocupação sempre foi dar espaço aos bons representantes do rock independente nacional. então, o papo rolou sobre turnê pela europa, pacifismo, ecologia, punk no brasil e o do-it-yourself. depois disso falei algumas vezes bem rápidas com ele mas não tive oportunidade de entrevistá-lo de novo. semanas atrás encontrei-o no facebook e o adicionei. tive a ideia de recuperar as três décadas de cólera com uma nova matéria, uma nova entrevista. infelizmente, não houve mais tempo para isso. faltou dizer que essa entrevista foi em 1988, quando eu ainda estava fazendo cursinho pra jornalismo, mas já escrevia sobre rock nos grandes jornais de curitiba!
Abonico Smith, Mondo Bacana

O que mais me impressionava nele era sua humildade ao tratar com todas as bandas que tocava, simpatia e perseverança! Posso resumir em uma frase: Todos os shows pareciam ser sempre o "ultimo dia dos resto de sua vida" era tanta energia, tanta "pré-disposição" que o publico se emocionava a cada minuto do espetáculo. Nem tenho palavras para dizer o quanto dói saber sobre sua morte. Amigo do peito! foda!
Lu Riot

É difícil encontrar palavras nessa hora, afinal, o Redson foi o cara que me serviu de referencia para ter meu primeiro zine. Aliás, uma das primeiras entrevistas que eu fiz foi com ele, durante sua passagem com o Cólera em minha cidade natal, Jacareí (SP). O Redson foi um exemplo de pessoa, com seu caráter, humildade e todo seu conhecimento. Um tipo de pessoa que está em extinção nos dias de hoje. Fico triste em não poder mais assistir a um show do Cólera, já que as apresentações do grupo sempre me emocionavam. Porém, fica na memória os bons momentos, sabendo que as lendas nunca morrem.
Dario Barbosa, editor-chefe Vale Punk


O Redson era um tipo de pessoa muito rara nos dias de hoje, era um idealista que não abria mão de suas convicções de forma alguma. A principal delas era não ligar para bens materiais e ser um artista-ativista-libertário 24 horas por dia. Eu sempre fui fã da sagrada trindade punk brasileira: Cólera/Inocentes/365.Sempre adorei estas três bandas e tenho tudo que eles lançaram. Um dia eu descobri que o Redson morava no mesmo bairro que eu,na Vila Mariana , em São Paulo. Aí eu fui na casa dele pra encher o seu saco e aproveitar pra comprar a caixa de 25 anos do Cólera que ele tinha lançado,que vinha com um Cd, um livro e mais umas memorabilias bacanas.Peguei o endereço e esperava chegar numa casa classe-média.Mas chegando lá qual não foi minha surpresa ao ver que ele morava numa casinha de fundos bem velha e humilde, que era um misto de casa e escritório.Imediatamente pensei comigo que  ele merecia algo melhor, mas logo saquei que ele era genial demais pra ficar perdendo tempo com coisas transitórias e materiais como casas grandes e luxuosas. Assim como o Lemmy, do Motorhead, que mora numa kitnete até hoje pois não está na Terra para acumular bugigangas e passa a vida mesmo é na estrada. Foi aí que virei mais fã ainda do cara, pois ele se preocupava com o que realmente importava:sua música poderosa e revolucionária e sua relação com as pessoas.Era um cidadão do mundo, que não tinha tempo pra ficar em casa vendo TV ou coçando o saco como os meros mortais. Além disso não fumava, não bebia, era praticamente vegetariano e tinha uma excelente forma física pra sua idade.Enfim, ele realmente vivia o que pregava, não era um falso porta-voz da juventude ou moralista como se vê por aí aos montes.Não era um artista e ser humano supérfluo, cínico e descartável.Era um sujeito de valor moral a toda prova.Não era a toa que uma de suas bandas preferidas era o New Model Army, que sempre manteve a mesma postura ideológica incorruptível que o Redson.Ele e o Justin Sullivan (líder do NMA) pertencem a mesma categoria de espíritos evoluídos mudando o mundo através da arte. Saí de lá tão bem impressionado com sua energia que fiz uma HQ do Roko-Loko, publicada na Rock Brigade, onde o Redson capturava o Bush (que então ainda era presidente dos EUA), o amarrava com uma camisa de força e o levava para um hospício.Acho que o Redson era assim mesmo:se pudesse ele pegava todos os ditadores e corruptos do planeta e botava-os num lugar onde pudessem se regenerar e transformar toda sua maldade em benefícios para o planeta.Ele era um transformador do Ser Humano.Ao contrário da maioria dos artistas , sua música não era para distrair as pessoas, mas sim...para MUDA-LAS! Você mudou o mundo, Redson!Com sua guitarra, sua inteligência e seu "do it yoursef".Outros gênios como você te aguardam na Espiritualidade.Fique com Deus, meu amigo!E até algum dia.
Marcio Baraldi, Cartunista e criador dos personagens Roko-Loko e Adrina-Lina

Embora eu seja um crítico de música identificado com a MPB (seja lá o que essa sigla significa hoje em dia...), sempre ouvi discos de grupos punks por prazer (raramente por dever profissional). De modo geral, sempre gostei mais destes discos do que dos álbuns de bandas entronizadas no olimpo do rock. Por isso mesmo, fiquei triste ao saber que o Redson, vocalista e guitarrista do pioneiro Cólera, retornou ontem à noite para a pátria espiritual. Não é fácil manter uma postura íntegra neste mercado fonográfico tantas vezes injusto e cruel. Acho que o Cólera se manteve íntegro. Palmas para Redson que ele merece!
Mauro Ferreira, Revista Rolling Stone

Eu não o conheci pessoalmente, vi somente um show deles, há no máximo 2 anos, gostaria de ter trocado um papo com ele, parecia ser uma pessoa ultra gente boa, gostaria muito de ter tocado junto com ele, saber o que ele achava do meu som tb...pois o dele eu achava bem legal, e o barulho que ele fazia reverberava numa influência pra mim tb, ouvi muito no começo dos anos 90, pois foi nessa época que descobri o rock e o punk tb, sempre foi uma referência pro rock nacional, para o punk e o underground principalmente, lembro que a 1a vez que ouvi cólera foi o disco ao vivo da tour europeira deles, capa amarela...tinha um punk das antigas que morava num beco perto de minha casa, na verdade uma casa cheia de cômodos que vivia uma pá de gente, era um corredor enorme, chão de terra batida, escuro pacas...ele tinha vários discos de punk, mas a maioria tinha um pedaço quebrado, mas mesmo assim o bróder gravava umas fitas pra gente...e o refrão de "pela paz em todo mundo" cantado em várias línguas sempre ecoou desde essa época até agora...e de vez em quando eu me pego cantando um refrão deles que diz assim "la vem o papai! po me deixa em paz, me deixa em paz!", dia desses tava na cozinha de casa e cantando isso...mostra que o som da banda tá grudada em minha memória... Fiquei de cara com a morte do cara, novo ainda, ficou aquele sentimento de lacuna, mostrando que o mundo anda muito estranho (pelo menos pra mim), muita gente nova & bacana morrendo...cada vez + eu fico pensando que não devemos MESMO deixar pra amanhã o que podemos fazer hoje, pois nunca saberemos se no dia seguinte ainda estaremos nesse planeta e a nossa "arte" pode ficar menos completa. E também de encontrar com as pessoas que achamos interessantes e gostaríamos de prosear com elas. Uma pena mesmo, agora é recordar o legado que o Redson deixou e enviar vibrações positivas pros entes queridos do cara.
Rodrigo Chagas, The Honkers

É muito dificil encontrar palavras nessa hora..pois acho que ainda não caiu a ficha.. apenas digo que foi uma gde honra poder compartilhar o palco com ele diversas vezes, momentos simplesmente magicos. que descanse em paz.
Ari Baltazar, Guitarrista do 365

Fiquei sabendo da perda do grande Redson ainda de madrugada, e confesso que ainda não acredito que isso aconteceu. O Redson era um cara genial, um icone do punk nacional, inteligente , revolucionario e pacifista, imprimia em suas letras em certos momentos uma verdade acida e um sentimento de que o mundo poderia ser melhor.Sou proprietario de uma loja e o Colera atinge um publico que não se restringe ao punk, diversas vezes tive o prazer de vender os lps/cds da banda para um publico que não tinha nada a ver com o universo punk, mas que se alinhavam de certa forma com a sua linha de pensamento.Sempre a frente de seu tempo, o Redson atraves do Colera já falava de sustentabilidade" hoje tema do momento,em uma linguagem punk no fim dos anos 80 com o disco "Verde, não devaste".Triste, uma perda irreparavel. "QUAL VIOLÊNCIA É PIOR QUERO UM MUNDO MELHOR QUAL VIOLÊNCIA, QUAL DECADÊNCIA QUANTA INDIGNAÇÃO SERÁ QUE ESSE GRITO É EM VÃO!" Trecho da música Qual violência do album Caos Mental Geral de 1998. Um clássico.
Paulojs, Loja Engenharia do Vinil

“Às vezes tenho medo, às vezes sinto minhas mãos presas pelo ar...” Hoje não é um simples dia, hoje é um dia amargamente triste para todos aqueles que tiveram o prazer de conhecer o Edson Lopes Pozzi, seja por suas poesias, suas canções ou simplesmente por conhecê-lo. Conheci o Edson ainda nos anos 80, para ser mais preciso em 1987, graças ao álbum lançado um ano antes “PELA PAZ EM TODO MUNDO”. O conheci pelo nome em que a maioria das pessoas o conheceu e que o chamam (E eu ainda o chamo assim) REDSON. Em 1987 eu conhecia o REDSON músico, punk, agitador cultural, mas nunca tinha o visto pessoalmente, só podendo ver uma apresentação da banda Cólera em 1989, após 10 anos de exílio eu voltava para Barueri e vi que existiam mais pessoas que eram punks como eu era.Nos anos 90 tive o grande prazer de conhecer o Redson pessoalmente. O cara incrível que estava sempre de bom humor, sempre com mensagens positivas e com uma criatividade incrível, me lembro de que eu costumava dizer que ele era o Coelho Branco da Alice, com a cabeça a mim por hora e parindo ideias como se fosse um coelho de verdade. Com o passar dos anos, a amizade ficou mais forte e graças ao Marcos Vicente, a aproximação foi mais contínua e cada vez mais eu fui aprendendo. Quem foi seu professor? Como você faz tudo? Simples, meu professor cultural foi o Redson. Ele quem me mostrou que se eu gosto de um tipo de musica e não tem ninguém para tocar, eu poderia tocá-la. Não sei tocar um instrumento, eu posso aprender sozinho. Não tenho quem lance minhas obras, eu descubro o caminho e lanço por mim mesmo. A total essência do Do It Yourself estava em Redson Pozzi. Num dos períodos mais tristes de minha vida, ele me disse: “Quando eu digo que Forte e grande é você, serve para você também nesse momento. Tudo vai dar certo”. Me lembro que eu sempre o saudava dizendo: “A-há, Redson daquela banda lá... Como é o nome? Ira!? Raiva? Nervosismo? Ah não, é Cólera mesmo”. Redson sempre foi uma escola. Costumo dizer que toda banda punk tem um pouco de Cólera em seu DNA, afinal, qual banda é a maior expressão do punk nacional? Hoje em dia é tudo mais fácil, mas se voltarmos 30 anos no tempo, vemos que o primeiro álbum de bandas punks tinha Redson na organização, tinha Redson na participação. Vemos o primeiro festival punk do Brasil e mais uma vez tínhamos Redson na organização, Cólera participando. E a primeira banda a excursionar fora do país, fechar diversas datas e se aventurar por uma Europa em plenos anos 80? Redson e sua banda Cólera, lá estava ele, sempre acompanhado de seu irmão Pierre, um dos maiores baruerienses que conheci e com orgulho o chamo de conterrâneo. Hoje se fala muito em ecologia, paz, direitos humanos, sustentabilidade. Assuntos do momento, mas voltando no tempo, vemos o Redson já falar sobre isso, já educar sobre isso ainda nos anos 80. Dos momentos mais marcantes em minha vida, posso assegurar que entrevistar o Redson em 2008 para o Vinagre & Fel e produzir um álbum em 2004/2005 que continha a banda Cólera e era beneficente ao Projeto Esperança Animal foram as melhores coisas que consegui produzir em minha carreira. Hoje acordo com a triste notícia de que esse meu grande amigo, professor, ídolo, herói, inspirador e tantos adjetivos que passaria o dia escrevendo se foi. É triste e com imenso pesar que digo isso. Acabou uma grande parte da história da musica nacional, um capítulo se encerra e mesmo na minha tristeza e em minhas lágrimas, posso dizer que Redson deixou um grande legado. Quando ninguém sabia como fazer, ele foi lá e fez. Disse não a indústria musical, produziu seus discos, ensinou o Know-How e sempre foi humilde, a ponto de sair de casa de shorts e chinelo para comprar pão na padaria e conversar com todos os vizinhos. Tratar as pessoas como iguais e sempre estar disposto a ouvir qualquer que seja a pessoa. Então eu me pergunto, como o próprio Rogério se questionou: “Uma pessoa que não come carne vermelha, não bebe, não fuma e leva uma vida saudável, deveria morrer com 80 anos e não com 49”. Que vida é essa? Vá em paz, menino vermelho, águia filhote, pois como você dizia: “Se você quer estar, você já está lá” e nada mais justo para uma pessoa que lutou pela paz, gritou pela paz, pediu para que salvassem e deixassem a terra em paz, tenha o seu merecido descanse em paz. Aqui continuamos com seu legado e ainda acreditamos em sua frase “QUERO UM MUNDO MELHOR, SERÁ QUE ISSO GRITO É EM VÃO?” Claro que não é em vão.
Renato Sirqueira (Jay Rocker), Banda Agnósia


 
 Links relacionados 
· Mais sobre Rock Press
· Notícias por admin


As notícias mais lidas sobre Rock Press:
Tudo que você queria saber sobre o U2


 Opções 

 Imprimir Imprimir


Tópicos relacionados


Desculpe, comentários não estão disponíveis para esta notícia.

Todos os Direitos Reservados Portal Rock Press ©

PHP-Nuke Copyright © 2005 by Francisco Burzi. This is free software, and you may redistribute it under the GPL. PHP-Nuke comes with absolutely no warranty, for details, see the license.