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rip: Amy Winehouse
Sábado, 23 de Julho de 2011 (16:42:15)

 

Amy Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento em Camden, no norte de Londres. Ela tinha 27 anos.



 

 

R.I.P. AMY WINEHOUSE


Amy Winehouse foi encontrada morta hoje [23 julho] em seu apartamento em Camden, no norte de Londres. Ela tinha 27 anos.

Sua morte surge cerca de um mês depois de ter cancelado vários shows na Europa. Os cancelamentos aconteceram na sequência de uma atuação problemática em Belgrado (Sérvia), onde foi vaiada pelo público por ter subido no palco aparentemente embriagada.

O álbum Back to Black (2006) colocou Winehouse no topo das paradas mundiais e lhe rendeu cinco Grammys.

Sua última aparição pública aconteceu nesta quarta-feira, quando ela surgiu de surpresa no iTunes Festival, em Londres. No festival, a cantora abraçou sua afilhada Dionne Bromfield, dançou com ela e bateu palmas na canção “Mama Said”.


Amy Winehouse no iTunes Festival:



 

 

 

+ Vai, Winehouse, vai

por Carlos Eduardo Lima aka CEL


A esta altura do campeonato, já não aguento ver a quantidade de posts desejando paz para Amy Winehouse ou relacionando seus clipes em minha timeline do Facebook. Sim, o que todo mundo esperava aconteceu: Amy Winehouse morreu, aos 27 anos de idade. A polícia ainda não determinou a causa da morte, mas tudo aponta para uma overdose ou qualquer coisa que seja relacionada à dificuldade de Amy em lidar com drogas e bebida.

Eu pergunto: e daí? Claro, o desprezo relativo é no quesito musical, pois não me agrada ver uma pessoa jovem morrer por conta de vícios ou qualquer outro motivo. O plano é sempre viver pra sempre, lembrem-se. No caso de Amy, o que mais vai irritar e turvar nossa visão precisa sobre a situação é a necessidade midiática de criar ídolos. Isso aconteceu com a moça, não talvez por talento, mas por conta de ser uma pessoa problemática e complicada, quase um barril de pólvora prestes a explodir. É uma lógica cruel, gente, mas ela existe. A mídia cria seus ídolos e os explora em vida e, sobretudo, em morte. De que vale você ser um santinho e rezar o catecismo toda manhã se não há pautas ou assunto interessante para os tablóides?

São dois discos na carreira. Frank, de 2003, fraco e sem qualquer traço de personalidade e Back to Black, de 2006, que levou a moça a ser conhecida do mundo todo, abiscoitando 5 Grammys. Eu digo, sem medo de cometer alguma injustiça: é um disco mediano. Talvez seja melhor juntar o "eficaz" ao lado da descrição. Porque é um disco que retoma uma estética simpática de soul pop e o reempacota fácil para as massas com certa inteligência musical. Quem não é familiar da black music deve achar que o mundo acabou, que Amy era original e que nada vai ocupar seu espaço. Fico pensando na elegantíssima Sharon Jones, cantora americana que foi "decalcada" (pra dizer o mínimo) por Amy e Mark Ronson, produtor de Back To Black, que ainda lamentou a morte da moça em sua página no Facebook. Tudo bem, o mundo é dos elegantes, mesmo que seja depois do que a gente espera. Se Elvis foi posicionado em seu início de carreira como uma alternativa branca para o r&b negro, porque não Amy para o soulpop de Jones, ex-faxineira negra? Pode ser.

Talvez o maior legado deixado por Amy tenha sido tornar a black music algo mais familiar ao ouvinte médio de música pop dos anos 2000. Na verdade, a inglesinha lourinha Joss Stone pode levar esse mérito da mesma forma, com o lançamento de seu primeiro disco, também de 2003, The Soul Sessions, no qual apareceu para o mundo com seu vozeirão e seus 16 anos. Essas duas abriram o caminho e talvez tenham despertado a curiosadade nas pessoas para que conhecessem gente como Dusty Springfield, Aretha Franklin ou um terceiro continente à sua escolha.

O que pode ser motivo de pena é o fato de que Amy poderia gravar algo realmente interessante no futuro. Quem sabe com uma produção mais interessante, com mais originalidade e cicatrizes advindas do tortuoso caminho? Sim, porque, pra cantar soul, tem que sofrer, meu caro. Amy se vai, mais como cantora pop, eficiente, mantida na mídia devido aos escândalos, apresentações abortadas, internações e atos bagacentos, menos por sua música.

Fico na esperança meio vã de que não a comparem com Janis, Hendrix, Jim Morrison e Kurt Cobain, todos mortos aos 27 anos de idade.


* CEL, ou Carlos Eduardo Lima, é historiador, jornalista e fã de música. Na verdade ele se acha a última Coca-Cola no deserto. É ranzinza, implicante, detonador e metido a mauzão, mas é um bom coração. Seu problema é levar a música pop a sério demais.

 


 
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