Bem vindo a portal rock press 21 anos!
  Olá Anônimo!
Busca  
discos básicos: Ramones, Ramones (1976)
Sexta-feira, 15 de Abril de 2011 (23:52:00)


Poucas bandas acertam a mão tão bem no primeiro disco como os Ramones conseguiram. A primeira coisa a chamar a atenção é a capa. Depois, o som, que parece um tapa na orelha. E, finalmente, a atitude.



 


 

+ discos básicos

RAMONES, Ramones (1976)


Por Alexandre Saldanha
 

Poucas bandas acertam a mão tão bem no primeiro disco como os Ramones conseguiram. Os motivos são vários. A primeira coisa a chamar a atenção é a capa. Depois, vem aquele som, que parece um tapa na orelha. E, finalmente, pela atitude. Se pensarmos na época do lançamento, fica claro porque Ramones foi tão impactante.
 
Na década de 70, as paradas de sucesso eram cada vez mais tomadas por bandas de soft-rock – Paul Simon e Elton John – ou, pior ainda, Bee Gees, Diana Ross e KC & The Sunshine Band. Além disso, a cena alternativa era dominada pelo glitter e suas roupas espalhafatosas e suas músicas cheias de firulas e letras viajandonas. De repente, aparecem quatro caras usando roupas do dia-a-dia (calças jeans, camisetas, tênis e jaquetas de couro) e tocando rock and roll básico, sem solos de guitarra – direto ao ponto.
 
A capa foi o primeiro impacto que o disco causou. Ao invés das ilustrações multicoloridas, belas paisagens ou qualquer tipo de superprodução com músicos galãs, a capa de Ramones estampava uma simples foto em preto e branco de quatro sujeitos feios usando roupas comuns – e velhas! – encostados em uma parede cheia de pichações. Apesar do minimalismo, acabou virando uma referência para incontáveis bandas ao redor do mundo que copiou e emulou essa imagem ao longo das últimas quatro décadas.
 
O som passava longe do refinamento comum naquela época. Sem milhares de overdubs e camadas sobre camadas de guitarras, o quarteto optou por manter o som o mais próximo possível daquele apresentado pela banda ao vivo: uma única guitarra, baixo e bateria. As poucas coisas acrescentadas em estúdio foram um órgão em “Let’s Dance” e alguns efeitos sonoros (como as explosões em “Havana Affair”), além de backing vocals e palmas. Apenas uma das músicas – I Don’t Wanna Go Down to the Basement, com 2:35 – ultrapassava a faixa dos dois minutos e meio – enquanto algumas bandas chegavam a dividir uma mesma música em dois lados de um LP. As 14 músicas do disco, juntas, não chegavam a 30 minutos de duração.
 
As letras eram autobiográficas (“53rd & 3rd”), recheadas de humor-negro (“Loudmouth”, “Today Your Love, Tomorrow the World”) e deixando evidente o lado romântico do rock dos anos 60 (“Listen to my Heart”). E minimalistas ao extremo, chegando muito próximo de simplesmente repetir o título: “I don't wanna walk around with you  / So why you wanna walk around with me”.
 
Acima de tudo, esse disco é responsável por clássicos que acompanharam os Ramones até o final, sendo que cinco delas foram até o último show: “Today Your Love, Tomorrow the World”, “53rd & 3rd”, “Listen to my Heart”, “Beat on the Brat” e a indispensável “Blitzkrieg Bop”, responsáveis por um dos maiores ‘slogans’ do punk rock, quiçá do rock and roll: Hey ho let’s go!

 


 
 Links relacionados 
· Mais sobre Rock Press
· Notícias por admin


As notícias mais lidas sobre Rock Press:
Tudo que você queria saber sobre o U2


 Opções 

 Imprimir Imprimir


Tópicos relacionados


Desculpe, comentários não estão disponíveis para esta notícia.

Todos os Direitos Reservados Portal Rock Press ©

PHP-Nuke Copyright © 2005 by Francisco Burzi. This is free software, and you may redistribute it under the GPL. PHP-Nuke comes with absolutely no warranty, for details, see the license.