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discos básicos: Flogging Molly, Drunken Lullabies
Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010 (20:44:38)


Um pouco punk, um pouco oi! ; Um pouco dos EUA, um pouco de Irlanda, mas bastante de rock. Nos final dos anos 1990, quando o punk rock mundial já gerava subgêneros tão diversos, alguns se valeram de valorizar outras culturas para renovar o registro das angustias rotineiras de quem sobrevive a rock.



 



FLOGGING MOLLY
Drunken Lullabies


Por Pedro Palaoro

Um pouco punk, um pouco oi! ; Um pouco dos EUA, um pouco de Irlanda, mas bastante de rock. Nos final dos anos 1990, quando o punk rock mundial já gerava subgêneros tão diversos, alguns se valeram de valorizar outras culturas para renovar o registro das angustias rotineiras de quem sobrevive a rock.

Saído de Dublin com vinte e poucos anos, em meados dos anos 1980, Dave King morou em Londres por pouco tempo até mudar-se para Los Angeles, nos Estados Unidos. Vivendo por quase uma década sem visto permanente na América e sem condições de retornar a Irlanda, King começou a produzir letras e arranjos com as lembranças de sua terra natal. Musico rodado pela América com outros artistas, foi da saudade de casa que as coisas começaram a mudar.
 
Iniciada em 1997, a Flogging Molly foi a junção natural de instrumentistas experientes que formaram uma banda para tocar musicas autorais. O sucesso da musica irlandesa com batida punk composta quase que unicamente pelo vocalista King só fez com que o grupo almejasse além dos ares de Californianos.

Com o entrosamento conquistado nos palcos da noite Californiana, quando gravaram um primeiro registro ao vivo, em 1997, a banda gravou seu primeiro disco de estúdio, Swangger, pela gravadora Side One Dummy, em 2000. Mas foi no segundo álbum, Drunken Lullabies, em 2002, que o punk celta deles começou a ficar conhecido mundo a fora pela internet.

Com musicas incluídas nas coletâneas "Rock Angains Bush: vol 2", "Warped Tour 2001 Compilation", "Warped Tour 2002 Compilation", além de jogos de video game e series de TV, o grupo conseguiu grande visibilidade dessa sua obra. A musica mais conhecida do CD, e que dá titulo ao mesmo, já acumula 10 milhões de views no youtube em seus vídeos, por ser a musica que faz as pessoas tomarem conhecimento da banda..
        
Com letras de inconformidade a exemplo do hardcore melódico americano dos anos 1990, o grupo arrebanhou ainda mais fãs porque se tornou influência do todos com intenção de fazer punk, drunk ou folk rock a partir dai. No final da primeira década do seculo 21, a Flogging Molly foi responsável por disseminar a cultura irlandesa e celta fundida com punk rock para que centenas de bandas do mesmo estilo surgissem ao redor do planeta. 

O skate, a cerveja, a rua e o espírito destemido; Assim poderiamos resumir a faixa-titulo do álbum Drunken Lullabies, mas isso não representaria a quantidade de metáforas de protesto que a mesma musica carrega em sua letra. Embora ainda o vídeo-clipe da mesma a demonstre simples assim.  

Se tem alguma cultura que poderia se aproximar de modo a somar ao punk rock, os celtas tem uma alma especial. Em "What's Left Of The Flag" a luta representada na batida forte do bumbo, o violino e a flauta celta dão um ar lírico e desastrado a essa grande marcha por liberdade. Para fechar a primeira parte do disco, mais rápida e animada, “May the Living Be Dead” carrega na marcação forte e dramática da bateria de George Schwindt.

Com “If I Ever Leave This World Alive” a dramaticidade épica irlandesa vem a tona para que as sonoridades mais acústicas sejam ainda mais ressaltadas. Do mesmo modo que se continuam revelando os tons poéticos da banda, em “The Kilburn High Road” se mostra a versatilidade na mistura de instrumentos, mesmo com a velocidade na marcação do ritmo.

“Rebels of the Sacred Heart” é um musica para convocação de guerreiros. Com “feeling” para se gritar alto o seu grande ideal. Logo em seguida vem a faixa “Swagger”(casualmente titulo do primeiro álbum da banda, mas que não compõe aquele) traz a animação de uma noite típica irlandesa, ou seja, com festa regada a boa cerveja.

“Cruel Mistress” e “Death Valley Queen” trazem versos venenosos, batida impactante e um drama que um punk rock sem violino, flauta celta e bandolim jamais expressariam da mesma forma. 

“Another Bag of Bricks”, “The Rare Ould Times” e “The Son Never Shine” colocam novamente como plano de fundo a volta a terra natal de King, a Irlanda. O acordeom que conduz o fim da trilha no clima certo as canções que concluem um disco que representa muita batalha e pouco conformismo de uma banda que não se encaixa em um único adjetivo.
  

 
 


 
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