Shows: Richie Ramone e Mickey Leigh, Tributo Ramones, SP
Segunda-feira, 14 de Junho de 2010 (0:26:32)
O set foi curto - pouco menos de uma hora. Faltaram vários clássicos – “53rd & 3rd” e “Pinhead”, por exemplo. A banda não estava totalmente entrosada. Mas alguém se importava? O Clash Club era ocupado por várias camisetas com a famosa águia presidencial americana, inúmeras jaquetas de couro e alguns cabelos ao estilo tigela. Era como se os Ramones nunca tivessem se separado. O público variava entre fãs antigos e a nova geração que não tem idade suficiente para ter visto os fab-four de Nova York em ação.
RICHIE RAMONE E MICKEY LEIGH
Clash Club, São Paulo
12/6/2010
Richie Ramone e Mickey Leigh fogem do óbvio em São Paulo
Texto Alexandre Saldanha
Fotos Andréia Saldanha
O set foi curto - pouco menos de uma hora. Faltaram vários clássicos – “53rd & 3rd” e “Pinhead”, por exemplo. A banda não estava totalmente entrosada. Mas alguém se importava? O Clash Club era ocupado por várias camisetas com a famosa águia presidencial americana, inúmeras jaquetas de couro e alguns cabelos ao estilo tigela. Era como se os Ramones nunca tivessem se separado. O público variava entre fãs antigos e a nova geração que não tem idade suficiente para ter visto os fab-four de Nova York em ação.
Ainda sem as grandes estrelas da noite, a banda de apoio tocou o maior hit dos Ramones: “Blitzkrieg bop” - aquela do “hey ho, let’s go!”. Com os últimos acordes ainda soando, eis que surge no palco Richie Ramone com a clássica jaqueta de couro e os braços levantados. Surpreendendo a todos, ele não assume as baquetas, mas o microfone para cantar “You’re gonna kill that girl”. Com intervalo tão curto quanto 1-2-3-4, vem outra surpresa. “Can’t say anything nice”, lançada apenas em lado B de single, é a única gravação oficial dos Ramones com a voz do baterista. Antes de assumir a posição que o consagrou, Richie ainda canta “Somebody put something in my drink”, outra composição sua.
Nesse momento, ele anuncia “vocês querem Mickey Leigh? Aqui está Mickey Leigh!”. De paletó, o irmão de Joey passou longe do visual punk, mas tocou outra faixa que não fazia parte do repertório de shows dos Ramones: “Something to believe in”. Na sequência, vieram as improváveis “I Want You Around” e “I Just Wanna Have Something To Do” - ambas da trilha sonora do filme Rock and Roll High School. Ao tirar o paletó, revela uma camiseta antiga do Forest Hills High School, escola onde os membros originais dos Ramones se conheceram. “Rockaway Beach”, do clássico Rocket to Russia de 1977, foi um dos ápices da noite. Nesse ponto, Mickey interrompeu o andamento do show para dizer que Joey era uma pessoa que amava a vida e que apresentação faz parte da inauguração da loja Joey Ramone Place no Rio de Janeiro, com renda voltada para favelas, a fim de prover melhores condições de vida. Para manter o clima otimista, ele continua com “Life’s a Gas”, seguidas pela romântica “Danny Says” e a nervosa “Sheena is a Punk Rocker” quando a banda abandona o palco. Mickey dá uma deixa pelo que vem pela frente: “é isso, por enquanto”.
video de Danny Says:
Logo depois, o quarteto sobe novamente ao palco para uma das músicas mais conhecidas dos Ramones. “I wanna be sedated” é cantada pelo grande coral de jaquetas de couro presente. Outra boa surpresa foi a versão para “What a wonderful world”, clássico na voz de Louis Armstrong e lançada no póstumo “Don’t worry about me” de Joey Ramone. Com lágrimas nos olhos, Mickey Leigh olhou para cima e disse “Joey, meu irmão, eu te amo”.
video de I Wanna Be Sedated
Set list:
Blitzkrieg bop
You’re gonna kill that girl
Can’t say anything nice
Somebody put something in my drink
Something to believe in
I want you around
I just wanna have something to do
My brain is hanging upside down (Bonzo goes to Bitburg)
Rock and Roll High School
Rockaway beach
Life’s a gas
Danny says
Sheena is a punk rocker
I wanna be sedated (bis)
What a wonderful world (bis)