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discos básicos: Beggars Banquet, Rolling Stones
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010 (1:07:28)


Egressos do efeito Sgt. Peppers, que abalou as estruturas inglesas no ano de 1967, os Rolling Stones tinham dado sua versão para o fato com o excêntrico Their Satanic Majesty Requests, fazendo John Lennon disparar que os Stones faziam meses depois o que os Beatles faziam antes.  O moço estava errado.  Enquanto eles entravam em decadência com os projetos de filmes como Magical Mystery Tour, os Glimmer Twins resolveram gravar Beggars Banquet e aí, tudo mudou...



 



BEGGARS BANQUET
Rolling Stones

(1968)


Decca SKL 4955.  Lançado em 5 de dezembro de 1968.  Produção:  Jimmy Miller
Sympathy For The devil/ No Expectations/ Dear Doctor/ Parachute Woman/ Jig-saw Puzzle/ Street Fighting Man/ Prodigal Son (Rev Robert Wilkins)/ Stray Cat Blues/ Factory Girl/ Salt Of The Earth


Por Carlos Eduardo Lima


   Estamos no ano de 1968.  O quê fazer?  A Swinging London ainda pedia mais, mais loucura, mais idéias, mais protesto, mais drogas, mais sexo, mais rock’n’roll.  Os grupos locais estavam gravando verdadeiras experiências de ácido em formas de música, o progressivo já estava comecando a dar seus primeiros passos em direção à psicodelia e tudo ameaçava mudar novamente. 

Os Rolling Stones, bad boys assumidos, retornavam de viagem, inclusive do Brasil, e davam start no seu novo disco.  Ao contrário de Who, Beatles e congêneres, Mick Jagger e seus amigos resolveram retornar às raízes da banda, ou seja r&b negro e blues acústico.  Era o velho com cara de novo novamente.  Moderno, em comparação com o que estava sendo feito. 
  
Keith Richards, Bill Wyman, Charlie Watts e Brian Jones, além do pianista de plantão Nicky Hopkins e do produtor Jimmy Miller, começaram a compor Beggars Banquet, eminentemente acústico, com muita slide guitar, gaita e levadas híbridas de country, folk e blues.  Pareciam uma banda americana gravando um disco extremamente pessoal e pesado em termos de climas.  O resultado começou a chocar logo pela capa, que foi censurada na época.  Um banheiro ultrapodreira, com várias obscenidades pichadas nas paredes, entre elas as músicas do disco.  Palmas para a idéia.
  
“Sympathy For The Devil” abria a sequência matadora com uma introdução de percussão que estava na cabeça de Jagger desde quando deixou o Rio de Janeiro.  Tirada de uma festa de candomblé, a percussão introduz seis minutos de delírio satânico, no bom sentido do termo, e inicia uma viagem sem precedentes por ambientes empoeirados, amores de trem, brigas de ruas e muita rebeldia. 

“Factory Girl”, por exemplo, parece decalcar o som de Nova Orleans, não o blues, mas o cajun ou o creole, como pano de fundo para contar a história de uma trabalhadora inglesa daquelas intermináveis fábricas.  “Street Fighting Man” é uma diatribe sobre a difícil tarefa de sobreviver num ambiente hostil, ou seja, a sociedade, e virou um dos maiores hinos da banda.  “Stray Cat Blues” é outra porrada na certinha sociedade britânica, enquanto instituição a ser detonada. 

O que viria depois seria uma série de discos antológicos durante seis anos, que só acabaria em 1974, com It’s Only Rock’n’Roll.  Com certeza a atitude de dar um passo para trás ao rever raízes esquecidas arremessou a banda anos-luz para frente de tudo e todos, levando-os a um lugar que ninguém jamais esteve:  o Olimpo.  Transformaram-se em seres míticos e inatacáveis e todos conformaram-se em aturar coisas como Emotional Rescue, Undercover e Dirty Work com a certeza de que eles tinham cacife para errar.  No século XXI teremos documentários com trilha sonora dos Stones. 
 


 
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