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discos básicos: Electric Ladyland, Jimi Hendrix
Sábado, 29 de Agosto de 2009 (2:25:35)



Sereias, luas, marés e luas.  Após cantar sobre tudo, Jimi Hendrix trazia seu lado místico para a ribalta e expunha seus medos e delírios maiores.  O homem estava mais técnico do que nunca, chegando a ofuscar cobras como Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck. Agora ele convidava a todos para acompanhá-lo num passeio à Terra das Mulheres Elétricas.








ELECTRIC LADYLAND - JIMI HENDRIX



É dificil falar de James Marshall Hendricks sem ser superlativo.  O homem foi e é uma persona fortíssima no mundo rock e ignorá-lo é prova de burrice ou pouco conhecimento sobre o assunto.  Ele inventou estilo, forjou postura, gravou a ferro e fogo seu nome na mente de todos. 


Começou como músico de apoio e em pouco tempo estava tocando na banda de Little Richards.  Ficou pouco tempo pois o afetadíssimo pianista reclamou de suas performances, onde o jovem Jimi aparecia mais que toda a banda, ofuscando até o espevitado intérprete de "Lucille".  Desempregado, Jimi partiu para a Inglaterra onde desembarcou na Swinging London, em pleno 1966. 


Logo conheceu Noel Redding e Mitch Mitchell e com eles formaria o Jimi Hendrix Experience, gravando em 1967 o maior e mais grandioso álbum de estréia da história do rock, o magistral Are You Experienced.  Com o Experience, Jimi ainda gravaria o romântico Axis:  Bold As Love e a obra-prima Electric Ladyland, este último em setembro de 1968.
  

Com duas capas censuradas pela reacionária censura americana, que atrasou seu lançamento em algumas semanas, e concebido como uma viagem conceitual, o disco chegou a ser considerado pela revista americana "Eye" como "uma brilhante e espontânea viagem até as mais longínquas fronteiras do rock’n’roll contemporâneo”.  Realmente, faixas como "Have You Ever Been (To Electric Ladyland)” ou "Crosstown Traffic" davam idéia da diversidade de estilos que Hendrix já estava dominando em sua odisséia guiterreira ao longo dos anos.  A primeira um quase soul enquanto a outra era uma tempestade de guitarras ensandecidas ladeira abaixo. 


Os dezesseis minutos de delírio de "Voodoo Chile" e a cadência de "Long Hot Summer Night", além da doideira coerente de "1983... A Merman I Should Turn To Be" faziam de Electric Ladyland um campeão de criatividade e diversidade.  Jimi ainda renderia Bob Dylan com a sua mais marcante cover, no caso para "All Along The Watchtower", apresentada a Hendrix em uma jam session no escritório da Apple Records por Paul McCartney e uma novíssima interpretação para o standard rocker "Let The Good Times Roll”.
  

A escalada ao sucesso nas paradas foi vertiginoso, tendo entrado em 179º lugar nos Estados Unidos, em duas semanas vendeu seu primeiro milhão de cópias, chegando a desbancar Janis Joplin e seu soberbo Cheap Thrills do topo, ficando entre os dez mais por trinta e sete semanas.  Na Inglaterra chegou ao quinto lugar, enfrentando Beatles e Stones de igual para igual.
  

Após este disco, Hendrix terminaria com o Experience e criaria a Band Of Gypsies para continuar seus experimentos musicais.  Engraçado ver que Hendrix não ficava satisfeito com seus discos, achando que sempre faltava algo que ele gostaria de ter dito e que não havia conseguido fazê-lo.  Sobre Electric Ladyland ele esperava completar seu conceito no disco seguinte.  Um conceito que ainda não foi concluído e que só pode ser vislumbrado após um mergulho profundo na discografia completa deste gênio da música de todos os tempos.





 
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