Shows: Cólera 30 Anos Sem Parar, SP
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009 (3:06:40)
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 Uma das bandas mais importantes dentro do punk e uma das mais respeitadas dentro do rock brasileiro, o Cólera completa trinta anos de estrada comemorando com disco de inéditas (Acorde Acorde Acorde), DVD, tour nacional e três shows especiais. Confira a celebração que rolou no Hangar 110, São Paulo. Por Márcio Sno



CÓLERA 30 ANOS SEM PARAR Hangar 110, São Paulo 22/8/2009
Texto: Márcio Sno Fotos: Márcio Sno e Fi Rocha
Três décadas não é para qualquer banda, ainda mais para uma que sobreviveu à margem do mainstream, lançando materiais e sendo produzida de forma alternativa, sempre norteada pelo do it yourself para sobreviver. Assim o Cólera completa trinta anos de estrada e hoje é uma das bandas mais importantes dentro do punk e uma das mais respeitadas dentro do rock brasileiro.
E como não é todo dia que se completa trinta anos de banda, eles prepararam várias surpresas para os fãs, incluindo lançamento de um disco de inéditas (Acorde Acorde Acorde), um DVD, tour nacional e três shows especiais em São Paulo (o primeiro foi realizado no Espaço Impróprio, o segundo no Hangar, e o terceiro em outubro no Centro de Cultura Juvenil, com entrada franca).
Uma das noites mais frias baixou justamente naquele sábado. A princípio se imaginava que esse clima fosse desencorajar os paulistas a sair de seus lares e seguir para a tradicional casa de hardcore. Porém, aos poucos se pôde perceber que o carinho pela banda era mais forte - conseguiram encher o Hangar 110.
Para ajudar a se livrar do frio, o Sanitarium abriu a noite, com certo pique, porém pegou um público ainda em trânsito. Na sequência, subiram Os Excluídos, que anunciaram o retorno aos palcos e discos, porém, não acho que fizeram muita falta, mas no set deles a galera agitou bastante.
Após mais uma tour na Europa, o Agrotóxico retornou para esse show, em que mostrou toda sua fúria, deixando claro porque a banda é tão aclamada no velho continente. Foi um set brutal, com muita energia e peso. Em dois momentos, o público subiu em massa no palco fazendo os integrantes desaparecerem. Mais calor humano impossível!
Mas a noite era mesmo do Cólera, que prometia duas horas de clássicos que foram cantados em uníssono pelos presentes. O curioso foi notar que o público era formado por pessoas de vários tipos e idades, camisetas da banda de várias cores e formatos e até tatuados com a capa de Pela Paz em Todo Mundo.
O set seguiu em ordem cronológica, desde o disco Grito Suburbano, passando pelo Sub, Tente Mudar o Amanhã e assim por diante. Para resgatar a fase mais antiga da banda, chamaram ao palco Helinho, que fez parte da primeira formação do Cólera e que estimulou Redson a formar uma banda. O som com duas guitarras ficou muito interessante, ganhou mais peso, mais energia. Taí algo que poderia ser estudado...
Mostraram também algumas músicas escolhidas pelos fãs no Orkut e um som do disco ainda não gravado (série de cinco músicas intitulada “Ópera do Caos”, que promete ser um dos maiores lançamentos da banda e que sairá pela Deck Disc).
Foi uma apresentação clássica, digna de festa. E para mostrar que estão velhinhos só na idade, Redson e Val deram vários dos tradicionais saltos e o tempo todo agitando junto com o público. que retribuiu à altura. A banda saiu do palco ovacionada pelos fãs que só não pediram mais porque já estava na hora de o metrô sair de circulação.
Os paulistas tem pouco mais de um mês para descansar para o show que fecha a trilogia de comemorações, em 4 de outubro. E que ainda é pouco pelo muito que o Cólera contribuiu para o rock brasileiro. Vida longa aos velhinhos!
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