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filmes: Global Metal, Sam Dunn
Sábado, 27 de Dezembro de 2008 (3:49:52)

 

Dessa vez, o antropólogo canadense e headbanger passa por Brasil, Emirados Árabes, Japão, Índia, China, Indonésia e Israel, traçando um painel do que une essa tribo global. 









GLOBAL METAL


por Tom Leão


O batido termo globalização ainda tem algum efeito quando se trata de heavy metal. Como nenhum outro gênero musical, o rock metal reúne pessoas ao redor do mundo, independentemente de suas crenças e línguas, indiferentemente de estar na moda ou não. É o que mostra o antropólogo canadense e headbanger de coração (e camiseta) Sam Dunn no documentário Global metal, que rodou o mundo, literalmente, para provar a sua teoria.

Do Brasil, onde o filme começa (com um sambinha de Beth Carvalho!), aos Emirados Árabes, passando por Japão, Índia, China, Indonésia e Israel, Dunn vai traçando um painel do que une essa tribo global, e chega à conclusão de que cada povo/país (não anglo-saxão, estes ele já havia abordado em "metal: a bheadbanger´s journey") fez sua própria adaptação/leitura do gênero maldito (que é geralmente associado ao satanismo). Em alguns lugares, como a Indonésia, por exemplo, o metal foi adotado como trilha sonora política (chega a ter lá a força que o punk rock tem em outras partes). Em outros, é dividido com a religião ou serve como válvula de escape.

A primeira parada da viagem é o Brasil (Rio e SP), onde Dunn vem para tentar descobrir por que sua banda estrangeira favorita, o Sepultura, apareceu num lugar aparentemente tão anti-heavy metal. Aqui, ele entrevista pessoas como Max Cavalera e Carlos Lopes (Dorsal Atlântica), vai à Galeria do Rock em São Paulo e deduz, pelas entrevistas, que o metal floresceu como a música da geração pós-ditadura, alavancada pelo primeiro Rock in Rio (1985), quando o país descobriu sua imensa nação metal (pejorativamente chamada de “metaleiros”).

Depois, ele passa pelo Japão, onde o metal foi introduzido pelo Deep Purple, que gravou lá um clássico álbum ao vivo em 1972, e percebe que o headbanger japonês só se manifesta nos shows, não há qualquer componente político/social (gostam do Kiss porque lembra as máscaras do teatro kabuki). Já na Índia e na China, a cena continua restrita ao underground, já que sequer bandas estrangeiras se apresentaram por lá (no final do doc, Dunn capta o primeiro show de uma banda ocidental de metal em Mumbai, o Iron Maiden, que o introduziu neste universo).

Na Indonésia, islamita, a coisa é mais pesada e lembra muito o Brasil dos primórdios. Só que, depois dos shows de Sepultura e Metallica, em 1991 e 1993, respectivamente, o gênero foi banido de lá e considerado nocivo. É curioso ver um adepto indo rezar na mesquita com uma camiseta do Rammstein.

Quando chega em Israel, o antropólogo é confrontado com a mistura religiosa que rola lá, na qual jovens judeus, católicos e muçulmanos, sempre em conflito, só se unem por um show de heavy metal (seria essa a solução?). Depois, proibido de entrar no Irã, Dunn termina seu périplo em Dubai (Emirados Árabes), onde todos os povos da região vão para assistir a shows do gênero, que acontecem sem problema. E sem álcool.






LEIA MAIS:  Metal - A Headbanger's Journey


 


 
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