Bem vindo a Portal Rock Press 14 Anos!!!
  Olá Anônimo!
Busca  
 enquete 
Você sente falta de uma rádio rock?

Claro!
Nem ligo...



resultados

 agenda 

. The Quakes

. Toy Dolls

. Green Day

+ agenda

+ quem toca


 shows 
Shows

 

 

 

 

Shadows Fall

Fishbone

BNegão + Nação Zumbi

Hugh Cornwell, Stranglers

Theatre of Tragedy

Tributo Ramones

Dark Tranquility

Confronto

Primavera Sound 2010

+ shows


 1326 discos  

 dvds 

 filmes rock 

 livros  
 

 básicos 

 Baixe o CD! 

 Baixe o livro! 

 mais: 
. Nasi

 adicione RP 

adicioneadicioneadicione

 

adicioneadicioneadicione


  
Firefox
Dropbox

Entrevistas: Pisces Records / Olga Costa
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008 (18:47:40)

Com mais de 160 lançamentos virtuais em seu site, o Pisces Records coloca na praça o novo EP do grandprix e o inédito do Pipodélica. Confira o papo com o dono do selo, Ulysses Christianini, sobre como foi o ano passado para o mercado independente e quais as apostas para 2008. Por Olga Costa





Entrevista

ULYSSES CHRISTIANINI / PISCES RECORDS


Olga Costa


Cinco anos após Amores, Melodias e Afins, o grandprix lança via Pisces Records seis novas faixas numa evolução musical enorme: há mais instrumentos, mais arranjos, e, o mais importante, mais idéias. O Pipodélica também liberou o disco inédito que sai em breve via Pisces em www.myspace.com/pipodelica . Além disso, o site do selo está com mais de 160 lançamentos virtuais. Confira agora o bate-papo com Ulysses Christianini, dono do selo Pisces Records, de Bauru, interior de São Paulo, sobre como foi o ano de 2007 pra o mercado independente nacional e quais as apostas para 2008.


Quando você começou com a Pisces Records?

A Pisces existe como projeto desde 1997. Cheguei a lançar algumas bandas de Bauru em fita k7 e a organizar uns shows incluindo um festival local que teve duas edições, o Plan 9 Fest.


E a sua atuação como selo, quando foi?

Em 2006 com o lançamento do Thee Butchers Orchestra, em janeiro. Conhecia a Debbie, da Ordinary Records, tinha um certo tempo e fomos trocando idéias, daí ela me chamou pra parceria na edição nacional do Stop Talking About Music.


Nessa época qual era a sua visão de mercado para bandas independentes?

Bem, nunca fiz nada pensando no retorno financeiro, sabia que teria algumas complicações... Devido a ser um investimento de longo prazo... As vendas ainda são limitadas variando de lançamento para lançamento, mas posso dizer que no máximo um ou dois se pagaram... Para um país tão grande como o Brasil mil CDs eram pra sumir rápido, ainda mais com os títulos que trabalhamos, que na maioria das vezes têm uma boa aceitação na cena independente. Falta uma estrutura de distribuição, tal qual as grandes gravadoras possuem, o que poderíamos conseguir, mas afetaria no valor final do CD e não temos a intenção de deixar os preços acima da média do mercado independente.


Qual a tendência que diferenciou o mercado de 2007, em termos de produção/divulgação?

A internet tornou-se a melhor ferramenta de divulgação de música independente principalmente com os sites especializados. As gravações ditas "caseiras" não existem mais, pois o acesso à tecnologia levou qualidade a trabalhos produzidos em casa, é claro que sempre conta o profissional por traz do equipamento, basta um bom computador, uma interface e boa vontade, e se faz um belo trabalho tanto de produção como de divulgação. Tanto que muitas bandas desacreditam em trabalhar com selos/gravadoras, achando ser possível se dedicar a todo trampo sozinhos... Sim é possível, mas tem que ser todos integrantes correndo atrás do desenvolvimento, divulgação, vendas, shows etc. O que às vezes acaba por desgastar a banda e muitas vezes surgem desavenças por motivos banais que levam a banda ao fim das atividades.


Quantos artistas/bandas independentes a Pisces Records lançou ano passado?

Em CD: Rob K and Uncle Butcher, Los Vatos, The Darma Lovers, Revoltz, Mariposa, Asterdon e Mono.tune. Em compacto 7": Uncle Butcher and His one man band. Em vinil 12" - Del-o-Max. Virtual: Ciro Madd e The Name. Chegam ainda esta semana: split CD - Backseat Drivers x Popstars Acid Killers, Mr. Spaceman e Os Flutuantes, esses dois últimos em CD.


Álbuns lançados apenas virtualmente são uma tendência que cresce entre os independentes?

Uma tendência, sim, mas que não afeta o mercado do formato físico do disco, tanto que estamos fechando contrato com uma distribuidora multinacional de música no formato mp3, independente do CD ser lançado fisicamente ou não, mas tem a diferença de que a música será paga, o que difere de pirataria e afins... O que acontece em outros países, talvez devido à cultura e educação, as pessoas fazem download, sim, mas não deixam de comprar os discos.


Sim, é verdade, até porque a qualidade sonora é outra!

Sim, claro, tem uma perda na qualidade.


Você acredita que o vinil possa a voltar?

No Brasil vai ser um processo vagaroso a aceitação, principalmente pro mercado fonográfico... Já que após terem matado o vinil (na Europa e Estados Unidos nunca pararam de fabricar) muitos sumiram com seus toca discos, não se acha modelos novos baratos facilmente, não se acha agulhas e peças de reposição. Nem as lojas têm estrutura para vender tal tipo de mídia atualmente, mas têm uma clientela fiel. Muitos que às vezes nem são tão fãs da banda, adquirem devido ao formato.


Que bandas você destaca dentro do cenário hoje, não só musicalmente, mas também nas apresentações ao vivo?

Mono.tune, Mariposa, The Stoned Sensation, The Name, Fluid, muitas bandas andam se destacando tanto sonoramente quanto nas suas apresentações.


Quais os planos da Pisces para 2008?

Temos quatro lançamentos em CD. Wry, Cooper Cobras, Fantomaticos e Rockassetes. Quero deixar o site da Pisces 100% atualizado diariamente, com muitos lançamentos virtuais, investir mais em lançamentos no formato vinil também... Nunca desistir, apesar das pressões de todos os lados, pois muita gente não sabe o quanto é complicado se dedicar à cultura independente...


Você tem planos de parcerias com festivais independentes ou mesmo de organizar um?

Pretendo organizar um festival do selo... E, sim, parcerias sempre são bem vindas.


Você recebe material de bandas de todas regiões do país?

Sim e algumas internacionais também.


Quanto de material você recebe em média? Qual foi a média de 2007? Cresceu em relação ao ano anterior?

Sim cresceu, uma média de uns cinco a dez CDs e CDRs ao mês, sem contar links para baixar os discos, já recebi bastante coisa, no passado a média era de cinco pra baixo, tem meses que recebo uns 30 CDs... tem meses que chegam dois ou três.


Hoje em dia recebe muito material de qualidade em termos musicais (composições) ou de produção (técnica)?

Ambos os casos, sinceramente ao meu ponto de vista, não existe um sem o outro...


Entendo, você vê como um todo pra jogar no mercado...

Sim...


Como você participa na produção em geral com cada banda que é lançada pelo selo? Existe um padrão? Existe ainda alguma pré-produção quando necessário?

Na maioria dos casos eu recebo material pronto... Outros casos, acompanho de longe, faixa a faixa por mp3, algumas bandas locais acompanho pessoalmente... Quando tenho tempo. Em 2008 quero acompanhar mais todo o processo...


Você atua como produtor?

Não, tenho nenhum padrão especifico, aliás, a Pisces não tem ao selecionar bandas. Mais como um consultor, por enquanto, dando dicas sobre as artes dos discos, mixagem e masterização etc. Isso até o estúdio do selo ficar pronto, o que deve rolar em 2008/2009, daí terei mais tempo para atacar de produtor, por enquanto apenas produção executiva.


Como produtor musical, como você visualiza o mercado que irá atuar?

Irei atuar na produção de bandas mais experimentais, pós-rock, guitar-indie... Que é o que cresci ouvindo... Mas sempre tentando mexer com outros estilos... Até para pegar algumas manhas...


É o seu objetivo profissional e pessoal, não de mercado, mas já tem bandas em vista?

Não, ainda é cedo para pensar... Mas bandas boas e que me deixam com aquela excitação é o que não falta....


Em quais bandas e estilos você aposta para 2008?

Rockassetes é uma das minhas apostas para 2008... É uma puta banda de mod pop rock bubblegum . Cooper Cobras, que é bem rock and roll cantado em português com uma bela pegada! Fantomaticos, que é de Porto Alegre e passeia pelo rock psicodélico. Tem Telerama, de Fortaleza, pop rock de qualidade, e The Name, de Sorocaba, rock anos 80.


Você lançou mais bandas com letras em português ou inglês?

Oito bandas que cantam em português, uma em alemão, uma em espanhol e oito em inglês ou seja, meio a meio!


As vendas não estão ligadas ao idioma e sim ao som como um todo de cada banda?

Sinceramente, em relação ao mercado independente, não afeta... Uma coisa que afeta muito é mudança de idioma de um disco para outro, aí sim, pode afetar nas vendas, tanto para bem como para mal... Mas posso dizer que na região sul do país vendemos mais no nosso idioma.


Você quer acrescentar mais alguma coisa?

Bem, gostaria apenas de dizer que a Pisces está aberta a todas as bandas, principalmente àquelas que sabem o quanto é difícil trabalhar com música e que sabem que a pressa não traz bons resultados!


www.piscesrecords.com.br

contato@piscesrecords.com.br


Sobre grandprix

Ricardo Schott


Boa parte das grandes bandas de rock nacionais vêm se destacando por sua capacidade em saber ouvir e filtrar tudo que há de bom no rock atual e no antigo - numa época em que, graças ao advento do mp3 e ao grande fluxo de informações, tudo parece acontecer ao mesmo tempo na cabeça de vários jovens músicos. Há vários anos, não era possível mesclar determinadas referências sem estar "traindo" o rock - e sem estar entrando nas fileiras da MPB. Hoje, além das mudanças nesse quadro, o rock vem cada vez mais descobrindo que pode ser romântico sem ser banal, falar de relacionamentos sem soar distante do público roqueiro.


A banda carioca grandprix vem como um fruto desse momento em que várias épocas se cruzam no rock - incluindo a batida meio dançante do new rock, o sentimento das canções dos anos 60, o romantismo de muita coisa feita no rock nacional dos 80 e até mesmo o tom contemplativo de muita coisa do Clube da Esquina. Tem tudo isso no som do grandprix - cujo nome é assim mesmo, escrito em minúsculas, para não ser confundido com um homônimo portenho.


Para o grupo, é importante se destacar pela originalidade - mas as influências são citadas de cara. "Ouvimos muito Wilco, Radiohead, coisas do Clube da Esquina, e o de sempre: Teenage Fanclub e Oasis", diz Luiz Alberto Moura, vocalista, guitarrista e compositor de todas as músicas.


As seis canções de do novo EP ainda sem nome foram todas feitas de três anos para cá, movidas pelo desejo de evoluir dentro do rock nacional. "A gente não queria mais o som da nossa primeira demo. Tinha muito do próprio Teenage Fanclub, que eu amo, mas não é mais o que eu quero fazer".


Amores, Melodias e Afins já revelava uma banda bacana, preocupada em fazer boas melodias e de olho numa qualidade pop que agora fica cada vez mais clara para quem escuta o grupo.


Para Luiz, a idéia do grupo no novo EP é "fazer algo que seja ainda pop, mas pensado e elaborado". Quem escuta o CD não tem a menor dúvida. Isso transparece em músicas como a balada "Ainda bem", uma canção moderna, ágil e tranqüila, com clima sessentista dado por um sutil arranjo de metais e um resultado final que não tem nada a dever aos melhores nomes do nosso pop - sinal absoluto de que falar para guetos não é o desejo o grandprix. Um lado mais rock’n’roll, por sua vez, toma conta de outro som romântico e ensolarado, "Três da manhã". Poderia ser uma canção do Cure, coisa na qual Luiz não apostaria. "Duvido alguém ouvir grandprix e falar: ' isso aqui é igual a...’", provoca.


De “Amores...” para cá, muita coisa mudou na banda. Luiz hoje está cercado pelos amigos Rodrigo Belmonte (baixo), Rafael Kaufmann (guitarra) e Pablo 'Cenora' Lins (teclados).


Só não mudou a vontade de criar, evoluir, arriscar. "Queremos sempre nos trancar em estúdio e gravar, inventar, jogar coisa fora. Nosso trato com a música vai além de combinar três acordes e colocar a galera para cantar junto", avisa o cantor do grandprix, prometendo que o pop do quinteto carioca irá sempre cada vez mais além.



http://www.myspace.com/grandprixrock


 
 Links relacionados 
· Mais sobre Rock Press
· Notícias por claudia


As notícias mais lidas sobre Rock Press:
Tudo que você queria saber sobre o U2


 Opções 

 Imprimir Imprimir


Tópicos relacionados



staff / promoções / parceiros / todas as matérias / cadastre-se / newsletter / contato / RSS

Portal Rock Press - O Melhor Portal de Rock da América Latina

Todos os Direitos Reservados Portal Rock Press ©

PHP-Nuke Copyright © 2005 by Francisco Burzi. This is free software, and you may redistribute it under the GPL. PHP-Nuke comes with absolutely no warranty, for details, see the license.